19/11/2009

História da Consciência Negra

José Vicente fala sobre o Dia da Consciência NegraUm feriado nacional para Zumbi dos Palmares

Por José Vicente

Em 1971, um grupo de negros no Rio Grande do Sul decidiu criar uma data para reverenciar Zumbi e o Quilombo dos Palmares. Tal iniciativa tinha um objetivo muito nobre e significativo: essa data passaria a ser uma referência para a luta do povo negro no Brasil, em substituição ao 13 de Maio, Dia da Abolição da Escravatura, assinada pela princesa Isabel em 1888. Começava ali todo um movimento para que mais uma injustiça histórica contra a população negra fosse corrigida.

Até então desprovidos de heróis, os negros brasileiros viam finalmente surgir, na figura de Zumbi dos Palmares, sua grande referência. A data escolhida era a da morte do líder palmarino, morto em 20 de novembro de 1695, durante combate para defender a República de Palmares.

Com isso, Oliveira Ferreira da Silveira, o principal idealizador da ideia, e os demais militantes gaúchos diziam textualmente o que todos os negros do país sentiam com relação à única data que fazia alusão aos negros no calendário: o 13 de maio não tinha maior significação para nós.

Na metade da década de 70 a data começou a ser comemorada em São Paulo e no Rio de Janeiro e, em 1978, a assembleia do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial (MNUDR), realizada na Bahia, aprovou o 20 de novembro como dia oficial de celebração da comunidade negra brasileira.

Em 1995, o Rio de Janeiro foi a primeira cidade a decretar feriado oficial em homenagem a Zumbi dos Palmares. Isso representou, sem dúvida, uma vitória para o movimento negro e para todas as instituições que lutam pela eliminação da discriminação e das desigualdades no país.

De lá para cá, a luta dos negros na denúncia e combate à discriminação e ao preconceito racial e a colaboração destacada de organismos civis e governamentais na produção de informações, sensibilizações e ações inovadoras têm conformado uma nova visão de mundo e operado profunda e consistente transformação de crenças e valores na sociedade brasileira. Atualmente, várias capitais decretam feriado oficial ou ponto facultativo em alusão à data. Somente no Estado de São Paulo, 144 municípios comemoram o Dia da Consciência Negra como feriado, incluindo a capital. No Estado do Rio, o feriado vale em 91 municípios, incluindo a capital. Zumbi dos Palmares, líder da resistência negra por trezentos anos, tido como renegado, hoje está definitivamente no panteão dos heróis nacionais.

Construímos no país um ambiente de maturidade e aperfeiçoamento da sociedade e de suas instituições, consolidamos a democracia e estamos reconstruindo a economia. Sim, estamos criando uma nova história e descobrindo novos heróis, que merecem ser colocados em seu devido lugar e reconhecidos pela história oficial.

Diante desse cenário, acreditamos que, em breve, o feriado que hoje é municipal entre para a lista dos feriados oficiais nacionais. Afinal, Zumbi não é apenas um herói negro, ele é um herói legítimo do povo brasiliero.


• José Vicente é advogado, mestre em Administração e Marketing e doutorando em Educação pela UNIMEP. É reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares.

CLAUDIA defende esta causa: a construção da paz

19/11/2009

"Uma burca para Geisy"

Circula na internet um primor popular intitulado “Uma burca para Geisy”, vale ler:

Uma burca para Geisy
Miguezim de Princesa

I
Quando Geisy apareceu
Balançando o mucumbu
Na Faculdade Uniban,
Foi o maior sururu:
Teve reza e ladainha;
Não sabia que uma calcinha
Causava tanto rebu.

II
Trajava um mini-vestido,
Arrochado e cor de rosa;
Perfumada de extrato,
Toda ancha e toda prosa,
Pensou que estava abafando
E ia ter rapaz gritando:
"Arrocha a tampa, gostosa!"

III
Mas Geisy se enganou,
O paulista é acanhado:
Quando vê lance de perna,
Fica logo indignado.
Os motivos eu não sei,
Mas pra passeata gay
Vai todo mundo animado!

IV
Ainda na escadaria,
Só se ouvia a estudantada
Dando urros, dando gritos,
Colérica e indignada
Como quem vai para a luta,
Chamando-a de prostituta
E de mulherzinha safada.

V
Geisy ficou acuada,
Num canto, triste a chorar,
Procurou um agasalho
Para cobrir o lugar,
Quando um rapaz inocente
Disse: "oh troço mais indecente,
Acho que vou desmaiar!"

VI
A Faculdade Uniban,
Que está em último lugar
Nas provas que o MEC faz,
Quis logo se destacar:
Decidiu no mesmo instante
Expulsar a estudante
Do seu quadro regular.

VII
Totalmente escorraçada,
Sem ter mais onde estudar,
Geisy precisa de ajuda
Para a vida retomar,
Mas na novela das oito
É um tal de molhar biscoito
E ninguém pra reclamar.

VIII
O fato repercutiu
De Paris até Omã.
Soube que Ahmadinejad
Festejou lá no Irã,
Foi uma festa de arromba
Com direito a carro-bomba
Da milícia Talibã.

IX
E o rico Osama Bin Laden,
Agradecendo a Alá,
Nas montanhas cazaquistãs
Onde foi se homiziar
Com uma cigana turca,
Mandou fazer uma burca
Para a brasileira usar.

X
Fica pra Geisy a lição
Desse poeta matuto:
Proteja seu bom guardado
Da cólera dos impolutos,
Guarde bem o tacacá
E só resolva mostrar
A quem gosta do produto.


13/10/2009

Loja online para noivos

Loja dos NoivosOs noivos Beatriz e Eduardo já estavam com a casa montada na época do casamento. Não precisavam, portanto, de utensílios tradicionais e acharam constrangedora a ideia de ganhar cotas para lua de mel ou depósitos em conta corrente. Surgiu, então, uma oportunidade inovadora de negócio: a Loja dos Noivos. No serviço online, os pombinhos podem cadastrar o evento e colocar a lista gratuitamente, os convidados selecionam o presente simbólico e seu valor é convertido em dinheiro, depositado diretamente na conta do casal. Imediatamente, um e-mail é enviado com a confirmação da compra. Além disso, o site disponibiliza álbuns de fotos, mural de recados, RSVP online, entre outros serviços.


02/10/2009

Maria Cândida estreia programa

Maria CândidoA jornalista Maria Cândida entrevista 12 mulheres em cada um dos 12 países que está percorrendo. Relatos tocantes, histórias pessoais, cultura e uma pitada de política constroem a série que estreia no sábado, 10 de outubro, na Rede Record

O programa “12 Mulheres” é o mais importante da sua carreira?
Ele é o mais significativo. Em 30 minutos, temos uma visão do país baseada nas mulheres. Já gravei na África do Sul, Filipinas,Vietnã, Tailândia e Holanda. Estou indo ao Canadá e à Venezuela.

O que procura nas personagens?
Suas opiniões, rotinas e a luta que travaram por independência. Fui do gueto ao shopping. Na África do Sul, falei com uma cozinheira violentada que tentou o suicídio; uma médica, PhD em saúde pública, que cuida de pacientes com AIDS; e uma âncora de TV, de 20 anos, que não viveu o apartheid e revela um país moderninho.

Alguma dificuldade para gravar?
Entrevistei uma aviadora militar, nas Filipinas, de quem não arranquei nada. Ela era durona. Em geral, a barreira é a língua. Trabalhei em dois canais americanos e entrevisto em inglês, mas nas tribos precisei de tradutor. Aí não dá para ver direito o sentimento delas.

A emoção é o ponto forte?
Nem sei quantas vezes chorei. Meu diário vai virar um livro. As mulheres me fizeram rever tudo: o que parecia importante acabou ficando pequeno perto de tanta dor e superação. Eu me convenci de que não devemos esperar que as mudanças venham dos governos.

Gisela Blanco
Foto Chris Parente


30/09/2009

Mulheres pela legalização do aborto

Na última segunda-feira, 28, Dia Latino Americano de Luta das Mulheres pela Legalização do Aborto, grupos de manifestantes e organizações feministas se uniram por todo o país contra a criminalização da interrupção da gravidez. A Praça da Sé foi um dos palcos para o ato “18 horas de mobilização pela legalização do aborto no Brasil”, que contou com ações simultâneas em capitais como Rio de Janeiro, Recife e Brasília. De acordo com a legislação brasileira, de 1941, são criminosas as mulheres que abortam e as pessoas que as ajudam a realizar a interrupção. O aborto é permitido somente em caso de estupro ou de risco de vida para a mãe. As mais prejudicadas pela lei conservadora são as mulheres de classe baixa, que não têm condições de ir a clínicas seguras para abortar e muitas vezes morrem em ações precárias, sem higiene ou realizadas por curiosos.

Aborto, religião e legislação

Em julho deste ano, a ONG Católicas Pelo Direito de Decidir (CDD) e o IBOPE investigaram a opinião dos brasileiros sobre os temas relacionados à Igreja Católica:

O estudo mostra que 86% dos católicos discordam da excomunhão, pelo arcebispo de Recife, da mãe e da equipe médica que realizou o aborto de uma menina de nove anos que, depois de estuprada pelo padrasto, ficou grávida de gêmeos.

Ainda sobre o caso da menina de Recife, a pesquisa indicou que 86% dos católicos concordam com a afirmação do Ministro da Saúde, José Temporão, para quem “a lei é clara e garante o aborto, pois foi resultado de estupro e a menina corria risco de vida.”

Para 71% dos católicos, a atitude do arcebispo, ao tentar impedir a realização do aborto da menina estuprada e em risco de vida e depois condenar publicamente todos os envolvidos foi considerada uma violência.

84% dos pesquisados concordam com o representante do Vaticano que criticou a decisão do arcebispo de Recife, dizendo: “Antes de pensar na excomunhão era necessário e urgente proteger a vida inocente da menina. Não era preciso tanta urgência e publicidade ao declarar um fato que se realiza de maneira automática”.


Acordo entre Estado e Igreja: 78% dos brasileiros são contrários

A mesma pesquisa mostra, também, que 78% dos brasileiros entrevistados são contrários ao acordo entre o Governo brasileiro e a Santa Sé, aprovado recentemente pela Câmara Federal: 46% porque pensam que o Governo não deve fazer acordo com nenhuma religião e 32% porque acreditam que esse acordo desrespeita os brasileiros de outras religiões.”

Janaína Castro


10/09/2009

Estatuto da Igualdade Racial aprovado pela Câmara

Uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira, 09 de setembro, o Estatuto da Igualdade Racial. O texto excluiu alguns pontos polêmicos que estavam na proposta original do senador Paulo Paim (PT-RS), mas segundo o ministro Edson Santos (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), o estatuto é um ponto de partida que reconhece e dá visibilidade à questão negra. 

O próximo passo é encaminhar o projeto ao Senado. A intenção é que ele seja aprovado nos próximos meses e sancionado pelo presidente Lula em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.

O que ficou de fora:

- A criação de cotas de 20% para negros em filmes e programas veiculados nas TVs
- A reserva fixa para negros em instituições públicas de ensino superior
- Demarcação de terras quilombolas

O que foi aprovado:

- Cota de 10% para negros nas candidaturas a vagas da Câmara dos Deputados, Assembléias Estaduais e Câmara de Vereadores
- O poder público adotará ações afirmativas em instituições públicas federais de ensino, sem fixar cotas, e promover igualdade de oportunidade no mercado de trabalho.
- Políticas de proteção e promoção da comunidade negra em diversos campos
- A possibilidade de o governo criar incentivos fiscais para empresas que tenham pelo menos 20% de negros em seus quadros.

CLAUDIA também defende esta causa. Confira nossa campanha “Pelo fim do racismo!”

Andrezza Duarte


04/09/2009

Campanha de CLAUDIA é notícia na ONU

A Organização das Nações Unidas, com sede em Nova York, apresentou em sua rádio e em seu site uma reportagem sobre a campanha de CLAUDIA pelo fim do racismo, na qual informa que o Unifem Brasil e Cone Sul apoia a nossa iniciativa. O assunto também é notícia nos boletins da ONU veiculados pelas emissoras brasileiras CBN e Jovem Pan.

Veja o link:

Unifem apoia campanha contra racismo no Brasil
 


19/08/2009

Laura Muller, seu sexo e seu livro

Laura MullerA jornalista e psicóloga Laura Muller, famosa por suas aparições semanais no programa Altas Horas, da Rede Globo, está lançando mais um livro: Altos Papos Sobre Sexo - Dos 12 aos 80 Anos (Ed. Globo, 2009). Laura foi editora de CLAUDIA onde, no final dos anos 90 (e ao escrever sobre comportamento), descobriu seu talento para tratar dos tabus que ainda rondam a sexualidade -- mesmo num país tropical e de costumes liberais como o nosso. Autora também de 500 Perguntas Sobre Sexo do Adolescente - Um Guia Para Jovens, Educadores e Pais (Ed. Objetiva, 2005) e 500 Perguntas Sobre Sexo -- Respostas Para As Principais Dúvidas de Homens e Mulheres (editora Objetiva, 2001), Laura concedeu esta entrevista:

CLAUDIA - Por que você está sendo considerada “referência midiática em educação sexual”? Que papo é esse?
Laura Muller – Talvez pela minha afinidade para conversar com a mídia nos mais variados jeitos: nas colunas que escrevo para revistas, jornais e internet, no programa Altas Horas, em entrevistas a rádios e outros veículos, por meio do meu site, que agora tem uma ferramenta de blog para eu ter mais interatividade com as pessoas etc. Enfim, estou o tempo todo lidando com educação sexual na mídia. Acho que esse é um jeito poderoso para fazer o que todo educador busca: atingir o maior número de pessoas, com linguagem adequada e interessante. E toda essa minha atuação na mídia se deve em grande parte à minha formação: sou psicóloga especialista em sexualidade, mas também jornalista! Comecei minha carreira escrevendo para o Grupo Folha e, no meio desse caminho até aqui, fui por cinco anos editora de sexo e comportamento desta tão querida revista, que é CLAUDIA.

CLAUDIA - Na sua vida pessoal, ainda há dúvidas sobre sexo? Ou todas elas já foram resolvidas?
Laura Muller – Ah, saber TUDO sobre sexo ou sobre qualquer outro assunto, é algo impossível, não é verdade? A gente tem sempre muito a aprender nesta vida!

CLAUDIA - Os homens se sentem à vontade com você?  Ou têm medo de tudo o que você conhece sobre sexo?
Laura Muller – Varia muito. Mas há quem fique intimidado, talvez por essa ideia de que o especialista sabe “tudo”. Mas isso é uma grande bobagem.

CLAUDIA - Você acha que a mulher ainda é mais ligada em amor e paixão do que em sexo?
Laura Muller – Há algumas décadas, esse era o cenário da mulher brasileira. Hoje as coisas estão mudando e grande parte das mulheres já sabe que ela pode se ligar em prazeres sexuais, na obtenção do orgasmo e em tudo mais. No entanto, a gente sabe também que com amor e paixão tudo fica muito mais gostoso – para ambos os sexos. Cabe a cada pessoa viver a vida como preferir, encaminhando suas relações afetivo-sexuais da forma como achar que deve. Esse sim é um grande passo a se dar.

CLAUDIA - Qual é o melhor retrato sexual da mulher brasileira?
Laura Muller – Difícil dizer em poucas palavras. E não sei se há a “mulher brasileira”. Ou infinitas possibilidades de ser. Mas vamos lá: talvez eu diria que hoje a mulher está mais aberta a viver as experiências amorosas e sexuais que são significativas para ela. Pode ser o sexo casual, a parceria fixa ou sei lá mais o quê. A mulher está também mais ligada em seus desejos e prazeres. Mas talvez ande se cobrando demais: essa história de dizer: “Tenho que ter orgasmo”, “Tenho que fazer sexo de tal jeito”, “Tenho que ser o máximo na cama” é nociva demais. Cada pessoa faz o que pode. A ideia de perfeição foge à nossa condição básica: não somos deuses, mas seres humanos. Mas ainda querermos ser perfeitos o tempo todo. 

CLAUDIA - Estar toda semana no “Altas Horas” já lhe trouxe algum embaraço público? As pessoas fazem perguntas indiscretas em horas e lugar inadequados?
Laura Muller – As pessoas que me abordam nas ruas são sempre muito atenciosas e cuidadosas. Às vezes fazem perguntas, sim, ou contam que gostam muito do meu quadro no programa. São conversas em tom de elogios. Não de embaraço.

CLAUDIA - O que você descobriu com a plateia juvenil do programa do Serginho?
Laura Muller – Que a gente tem muita coisa ainda a conversar sobre sexo. A cada programa, surgem perguntas curiosas, divertidas, interessantes. Esse é bem o retrato do jovem brasileiro: cheio de questões, interessado em falar de forma franca sobre um tema tão polêmico que é o sexo.

CLAUDIA - Há perguntas das novas gerações que você não pode responder na TV?
Laura Muller – Dá para a gente conversar sobre tudo. Sexo ainda é um assunto tabu na nossa cultura, claro. Mas ao falar de forma esclarecedora e educativa, é possível abrir para as mais variadas questões. 

Livro Altos Papos Sobre SexoCLAUDIA - Como conseguiu se dirigir, no livro, a pessoas de 12 e de 80?
Laura Muller – Dividi em fases: pré-adolescência, adolescência, fase adulta jovem, adulta madura e terceira idade. Esses são os capítulos iniciais. Depois, abordei temas comuns as mais variadas etapas, para quem já se iniciou na vida sexual. Falei sobre práticas sexuais, orgasmo, desejo, homossexualidade, posições, jogos eróticos, fantasias, dados curiosos sobre a história do sexo e muito mais. Tudo em tom de bate-papo, bem descontraído. Esse é o caminho que encontro para escrever meus livros (esse é o terceiro) ou para as palestras e cursos que dou por todo o Brasil.

CLAUDIA - Como concebeu o livro? De onde ele veio?
Laura Muller – A ideia surgiu quando comecei a participar semanalmente do Altas Horas, há mais de dois anos. O título do livro é Altos Papos Sobre Sexo – Dos 12 aos 80 Anos para, de certa forma, se relacionar aos papos que tenho na madrugada, durante o programa.  

CLAUDIA - Ainda existe tabu sexual no século 21?
Laura Muller – Existe sim. Isso faz parte da nossa cultura. Somos fruto de séculos de repressão e controle da sexualidade dos casais, dos jovens, dos idosos. Evoluímos muito, mas ainda há tabus. E banalizações. Em certos momentos, vemos um bombardeio de sexo para todo lado, de um jeito nocivo. É preciso estar atento a isso também.

CLAUDIA - A velha pergunta -- “Como uma mulher madura pode esquentar o casamento? -- já tem resposta?
Laura Muller – Ai, ai. Essa também não é nada simples. Mas vamos lá: não tem fórmula mágica. É importante saber disso antes de tudo. Cada pessoa é única, cada relação idem. A dica maior seria ir descobrindo o que a agrada no amor e no sexo. O que estimula o desejo? Quais as fantasias? O que ficou perdido no passado e é importante resgatar? O que há de novo e que pode ser interessante experimentar? E também investigar isso com o parceiro. Eu diria que sexo (como tudo na vida) é uma constante descoberta. Vale a pena ficar atenta a isso, sempre. Assim, ele pode ser sempre muito prazeroso.

Patrícia Zaidan
Fotos divulgação


17/07/2009

O que você tem feito pela paz?

A construção da pazA construção da paz é o tema da terceira campanha CLAUDIA DEFENDE ESTA CAUSA. Leia a reportagem que deu nome à iniciativa e comente no fórum o que você faz em prol de uma sociedade mais pacífica.

Foto Michel Tcherevkoff/Getty Images


10/06/2009

Um almoço com Dilma Rousseff

A ministra e as convidadas
A ministra Dilma Rousseff e as convidadas na casa da Marta Suplicy

Patrícia Zaidan

Filhos, amigos, cultura, educação, bolsa-família, pré-sal e política. No almoço que a ex-ministra Marta Suplicy ofereceu para a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no sábado (6/06), a conversa foi multifacetada. E animadíssima. O objetivo: tornar Dilma mais próxima das mulheres de São Paulo. O grupo das 17 convidas (do qual fiz parte) era bastante diversificado. Nos sofás vermelhos da casa da anfitriã sentaram-se a dramaturga Leilah Assunpção (que, eleitora do tucano José Serra, se disse impressionada com a fibra da petista Dilma) e as apresentadoras de TV Ana Maria Braga, Adriane Galisteu e Luciana Gimenez.
A reunião também contou com as professoras da USP Walnice Galvão, grande especialista em Euclides da Cunha, e Marilena Chauí, filósofa e estudiosa de Espinosa. A eterna cestinha Hortência Marcari foi uma das primeiras a chegar, seguida pela psicanalista Eleonora Rosset, pela jornalista Laura Neves e pela atriz Maria Paula, do Casseta&Planeta, nora de Marta, que veio do Rio, acomodou os dois filhotes antes de surgir na sala, lá pelas 14h30.

Suspense
Os primeiros momentos foram marcados por um certo suspense. Estávamos ali para perguntar? Dilma se declararia candidata ao cargo de Lula? Discorreria sobre suas propostas de governo? Ela pediria às mulheres apoio, votos? Num terninho lilás suave, ela veio de Brasília para...? Ouvir. “Quero saber o que vocês pensam sobre o Brasil”, afirmou. Então eu disse que estávamos inaugurando uma nova era – uma mulher candidata à presidente, que ainda quebraria um paradigma: empresário não põe dinheiro em campanha de mulher porque não acredita que mulher vence eleições. Para ela, com ascendência sobre os homens que constroem e produzem, não faltaria dinheiro para a campanha. “Não é ministra?” Dilma não afrouxou a conduta que tem adotado, repetiu o mantra: “Não falo em candidatura nem amarrada”. Reiterou que seu partido, o PT, vai decidir o candidato à Presidência da República na hora regimental.

Saúde
As mulheres, então, perguntaram sobre a saúde de Dilma. Ela contou detalhes sobre como se sente depois da quimioterapia a que se submete, parte do tratamento de combate ao câncer linfático. “Não é mole, não”, comentou, baixinho, Hortência. O garçom trouxe mais champanha, a chefe da Casa Civil aceitou água. Uma das mulheres esbarrou na mesa de centro e uma taça de cristal se partiu no chão. “É sorte!”, gritou Marta... E o clima ficou descontraído

A classe C está lendo
A empresária Viviane Senna e a diretora da Editora Record Luciana Villas-Bôas quiseram falar sobre educação com a ministra. Reconheceram que as coisas estão melhorando no país. Luciana afirmou que o segmento de livros para a classe C é o que mais cresce. “As pessoas podem não estar lendo só coisas boas, mas estão lendo”, atestou. Viviane citou o Ideb (o índice do Ministério da Educação para medir o desenvolvimento do ensino básico) como uma tentativa de retomar a qualidade do ensino.

O morro é do traficante
Mais uma rodada de vinho branco, Hortência se serviu de bolinho de bacalhau e quis saber o que a ministra acha do aumento da violência nas favelas e do poder dos traficantes. Dilma respondeu: “O morro tem dono porque o Estado não está lá” – e passou a comentar suas incursões pela favela carioca de Manguinhos, onde ela flagrou um menino nadando em águas de esgoto. Preocupada, mandou que tomassem providências. “Temos que chegar a 2014 com o problema de saneamento básico resolvido”, afirmou, convicta. Esse foi o único momento em que Dilma incorporou a candidata. Ninguém fala em chegar a 2014 com o crucial problema de esgoto e água resolvido se não se sentir candidata. Saneamento é obra de responsabilidade do governo do estado, mas com o PAC passou a ter participação da esfera federal – embora a coisa nas favelas cariocas ande a passos de tartaruga. A ministra admitiu que o Exército saiu da área, por pressão do tráfico, mas voltou... Nesse momento, o pré-sal invade a sala.

Petróleo X pobreza
Dilma adora o assunto pré-sal. Ficou ainda mais eloqüente para explicar que a exploração de petróleo (quase uma ficção a 300 quilômetros do litoral, numa profundidade de 7 mil metros – e sob 2 quilômetros de sal) pode acabar de vez com a pobreza no país. Deu detalhes técnicos, citou uma certa árvore de natal (dispositivo que liga o poço aos cabos que chegam à plataforma, ufa!); contou que a área parece um feijão de 800 quilômetros (de Santa Catarina ao Espírito Santo) e que os territórios a serem explorados têm nomes engraçados como Tupi, Caramba, Jubarte e que o governo se inspira no modelo norueguês para criar uma legislação sobre o assunto.
Moral da história: serão gastos rios de dinheiro (fala-se em 600 bilhões de dólares) para tirar, das profundezas do mar, petróleo suficiente para o Brasil se tornar o sexto maior produtor do mundo. Devem ser feitas licitações para escolher as empresas (parceiras) que vão explorar o petróleo. Num leilão, ganhará quem oferecer, em dinheiro, o correspondente ao petróleo retirado. E, mais do royalties, o pré-sal vai se desdobrar em investimentos. Um fundo deverá ser criado para que a União deposite nele o lucro. Os ganhos dessa aplicação vão ser gastos em educação, saúde e outros projetos sociais. “A proposta do governo, organizando tudo isso, deve chegar ao Congresso no segundo semestre para apreciação e votação”, explicou Dilma. “Temos que estudar tudo direitinho, afinal é uma lei para ficar”.

Cheirinho bom
Marta Suplicy interrompeu: “Agora uma pausa, Dilminha. Vamos almoçar.” As mulheres não deram trégua, continuaram falando com a ministra, o papo tinha engatado. Marta insistiu: “Agora venham, a comida está na mesa, vai esfriar”. O perfume delicioso vinha da mesa comprida da sala de jantar ao lado.
Ninguém queria ser a primeira, Marilena Chauí foi levada para inaugurar o cuscuz de camarão. “Fiz um livro de receitas, mas sou péssima para cortar e servir”, comentou a professora da USP. Falante, conta às convivas que parou de fumar dois maços e meio de cigarro por dia... “Mas faz uma falta danada, me sentia mais inteligente, fumando e escrevendo....(risos) ”. Walnice Galvão fez um aparte: “ Fumar virou coisa de bandido e terrorista. Repare nos novos filmes de Hollywood: o cara que pega o cigarro, certamente vai se revelar o vilão no final do filme.” Marilena preferia as fitas dos anos 50.

Oprah na varanda
Dilma pôs salada no prato. Sobre a toalha de linho branco havia um picadinho de filé, arroz e batata palha. O cenário passou a ser a aconchegante varanda que dá vista para o jardim. Em duas mesas redondas, as convidadas se acomodaram.
Luciana Gimenez, já mais à vontade, declarou sua insatisfação com o Ministério Público. “Ele está sempre proibindo o aparecimento de crianças no meu programa”, explicou. “Vi como funciona a produção da Oprah Winfrey (a apresentadora de TV mais famosa e poderosa dos Estados Unidos). Lá, ela pode falar sobre tudo. Leva crianças que foram vítimas de crime, faz o que quer. Aqui, o Ministério Público não me deixa mostrar nem o Champinha, que matou dois adolescentes e só aparece se tiver o rosto tampado. Assim é difícil trabalhar”, queixou-se Luciana Gimenez. A ministra apenas escutou.

Livros jamais serão vencidos
Alguém trouxe a tecnologia para a discussão. A internet vai matar o jornal, o cinema o livro? Dilma não está nem um pouco preocupada com as previsões sobre o fim do livro: “Ele não morrerá. Eu não abandonarei os livros por mais que surjam telas de computador para lê-los. Adoro folhear as páginas e sentir o cheiro delas... Não morre nada!”
A dramaturga Marta Góes e a cineasta Monique Gardenberg pularam para o teatro. Pediram para a ministra pensar com mais carinho na cultura. Monique disse: “Tenho um amigo que, para fazer teatro, trabalha numa novela, guarda o dinheiro e, acabada a novela, monta uma peça. Faz outra novela, poupa a grana e com ela encena mais uma peça”. Marta Góes propôs reunir um grupo para estudar e apresentar à ministra “sugestões de gente do meio.” As duas pareciam insatisfeitas com as mudanças da Lei Rouanet que estão em discussão.

O Teatro é caro
A jornalista Monica Waldvogel lembrou que o teatro tem pouca receita porque as companhias cobram caro demais pelo ingresso – “100, 150 reais” –  e pouca gente vai. “Quando eu era universitária, adorava teatro. Eu podia ir porque tinha carteirinha de estudante. Hoje, a meia-entrada está ‘satanizada’, quase ninguém quer oferecê-la ao público”, afirmou a jornalista. Monique rebateu dizendo que a maior parte das carteirinhas – “principalmente em Salvador!” – são falsas e que um aluguel de casa de espetáculo custa mais de 30 mil reais em São Paulo. “Quem aguenta pagar?”
A ministra assistia à discussão, àquela altura, já demonstrando cansaço. Havia falado por mais de 3 horas. Mas ainda ouviu a representante da OAB Mulher, Helena Diniz, pedir a ela que planeje a capacitação de delegados para atender mulheres agredidas: “Mais urgente do que criar novas Delegacias da Mulher, ministra,  é preparar os delegados insensíveis às queixas femininas, quando o assunto é violência doméstica”. Dilma concordou.

Caixinha de presente
A sobremesa, um deleite: torta de chocolate, merengue de morango e um cheesecake de frutas vermelhas de comer ajoelhada. Dilma preferiu dirigir-se ao cristal que expunha uvas, mangas e carambolas laminadas.
Muito discretamente -- ninguém viu – Ana Maria Braga debruçou-se no piano de cauda falando baixinho para Dilma, que também apoiou os cotovelos no instrumento –  as duas ficaram de costas para a sala, onde a tagarelice andava alta. A apresentadora da Globo entregou à ministra uma caixinha preta – dessas de anel. Conversaram, conversaram. Tratava-se de um terço. “Com uma energia muito especial”, cochichou Ana Maria, que, como a ministra, já enfrentou um câncer. Ela o recebeu de presente quatro anos atrás. “Repassei o terço para a ministra, porque ele me trouxe coisas boas. Dilma vai precisar.”

Ana Maria Braga, Adriane Galisteu, Dilma, Marta e Luciana Gimenez
Ana Maria Braga, Adriane Galisteu, Dilma, Marta e Luciana Gimenez

Ministra na TV?
Adriane Galisteu pediu para Dilma aceitar o convite para participar do seu programa na Rede Bandeirantes. “Não se preocupe, não sou dessas apresentadoras más. Não vou fazer perguntas embaraçosas, vou tratá-la com carinho”, disse. Dilma sorriu, não deu “Sim” nem “Não”. Adriane ainda tentou seduzir: “Minha mãe pediu para fazer à senhora perguntas que o povo entenda... A senhora vai?” Atrás dela, Luciana Gimenez ouviu tudo e completou: “Não vou fazer o mesmo discurso de Adriane, não. Vou pegar carona. Também quero que a senhora vá ao meu programa, na Rede TV!.”

O saldo geral
As mulheres saíram bem impressionadas com a ministra, lá pelas 16h30. Na porta da casa, um batalhão de repórteres – a maioria do sexo feminino – esperava pelas declarações de Dilma. Ela elogiou as convidadas: “São mulheres especiais, bem-sucedidas no que fazem. Foi um diálogo com pessoas que têm o que dizer”. Perguntada se Marta estaria no seu ministério, Dilma respondeu: “Ela tem todas as qualidades para fazer parte de qualquer ministério de governos petistas e de governos progressistas no Brasil. Mas não estamos discutindo candidatura. Muito menos ministérios.”

Veja as fotos do evento

Fotos Cesar Ogata / divulgação


27/05/2009

O divórcio agora é direto

Até que enfim...

Como existe a crença de que ninguém é feliz sozinho sem ter alguém para amar, sempre houve a tentativa de manter as pessoas dentro do casamento. Mas, apesar da insistência do legislador, não adianta, todos perseguem o sonho da felicidade que nem sempre é encontrada em uma primeira escolha.

Antes o casamento era indissolúvel e o desquite rompia, mas não dissolvia o casamento. Sabe-se lá o significado dessa distinção, mas o fato é que os desquitados não podiam voltar a casar.

Depois de uma luta de um quarto de século, foi aprovado o divórcio, mas com inúmeras restrições. O desquite foi transformado em separação e com igual efeito: não punha fim ao casamento.

Mesmo com a nova Constituição e o recente Código Civil, enorme eram os entraves para, enfim, as pessoas poderem buscar a felicidade em novas relações. A separação, ainda que consensual, só podia ser obtida depois de um ano do casamento. A separação litigiosa dependia da identificação de culpados, e somente o “inocente” tinha legitimidade para ingressar com a ação. Depois, era necessário aguardar um ano para converter a separação em divórcio.

Já o divórcio direto estava condicionado ao prazo de dois anos da separação de fato. Ou seja, dependia do decurso do prazo ou de simples declaração de duas testemunhas de que o casal estava separado por este período.

Todos esses artifícios nada mais buscavam do que desestimular o fim do casamento.

Felizmente este verdadeiro calvário está chegando ao fim. A aprovação da PEC 33/2007, dando nova redação ao § 6º do art. 226 da Constituição Federal acaba com a separação e termina com os prazos para a concessão do divórcio.

Como o divórcio já está regrado no Código Civil, quando sancionada, a nova regra entra imediatamente em vigor, não carecendo de regulamentação.

O avanço é significativo e para lá de salutar, pois atende aos princípios da liberdade e respeita a autonomia da vontade. Afinal, se não há prazo para casar nada justifica a imposição de prazos para o casamento acabar.

Com a alteração, acaba o instituto da separação. As pessoas que eram separadas judicialmente passam ao estado civil de divorciadas.

Além disso, a medida produzirá significativo desafogo do Poder Judiciário, pois todos os processos de separação automaticamente se transformarão em ação de divórcio. E, como para a sua concessão não cabe a identificação de culpados, não haverá mais necessidade da produção de provas e inquirição de testemunhas. As demandas se limitarão a definir eventual obrigação alimentar entre os cônjuges e a questão do nome, caso algum deles tenha adotado o sobrenome do outro. Existindo filhos, as questões relativas a eles precisam ser acertadas. É necessária a definição da forma de convivência com os pais – já que não se fala mais em guarda e visitas – e o estabelecimento do encargo alimentar.  Sequer os aspectos patrimoniais precisam ser definidos, eis possível a concessão do divórcio sem partilha de bens.

Mas, de tudo, o aspecto mais significativo da mudança que se avizinha talvez seja o fato de que o Estado acabar uma injustificável interferência na vida dos cidadãos. Enfim passa a respeitar o direito de todos de buscar a felicidade que não se encontra necessariamente na mantença do casamento, mas, muitas vezes, com o seu fim.

Maria Berenice Dias, advogada, ex-desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e vice-presidente nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)


11/05/2009

Causos do ECA: entre no concurso

Se você conhece uma experiência bem-sucedida de aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), inscreva-se e dispute o prêmio deste concurso de causos

Estão abertas as inscrições para o 5º Concurso Causos do ECA. O concurso reúne histórias contadas por quem viveu ou presenciou situações em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) mudou a vida de alguém. É simples: você pode relatar o fato ou ainda fazer uma espécie de documentário com imagens gravadas em vídeo ou até mesmo com câmera de celular. Não é preciso ser profissional, basta ter sensibilidade e garimpar uma boa história que tenha como conteúdo a defesa da infância e da juventude.
Nas disputas anteriores, saíram vitoriosos casos como o de uma conselheira tutelar que se deparou com uma adolescente de 17 anos presa numa cela juntamente com outros 20 detentos, em total violação de direitos humanos. Também mereceu destaque a luta de uma professora que enfrentou, sem medo, a resistência da direção de sua escola e levou o caso de um aluno faltoso para o Conselho Tutelar, possibilitando que o menino fosse retirado de uma situação de negligência familiar.

Em 2008, o concurso recebeu 952 histórias de todas as regiões do Brasil.
As inscrições para o concurso podem ser feitas pelo Portal Pró-Menino, e os materiais podem ser enviados até o dia 2 de junho. São duas as categorias para inscrição: "ECA como instrumento de transformação" e "ECA na Escola". O regulamento completo e as dicas para produzir o texto ou o vídeo também estão no portal.

Os resultados serão revelados no segundo semestre, e os vencedores receberão prêmios em dinheiro que variam de 5 mil reais a 10 mil reais. A iniciativa é da Fundação Telefônica, que já beneficiou mais de 5 milhões de pessoas direta ou indiretamente com projetos de desenvolvimento social. O concurso é feito em parceria com a Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância), por meio do Portal Pró-Menino, que foi desenvolvido em conjunto com o Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), da FIA (Fundação Instituto de Administração).


24/04/2009

Curso de inglês multimídia

A Abril Coleções lança nesta sexta-feira (24) nas bancas e nas livrarias uma grande oportunidade para quem não sabe falar inglês e sempre diz que nunca tem tempo, a English Way. Trata-se de uma série de 24 volumes, de três mídias diferentes - DVD, livro e CD. No DVD, você aprende a língua do dia a dia aliada ao conteúdo gramatical. Se tiver dúvidas, basta abrir o livro, com transcrições dos diálogos e exercícios. Já o CD completa o kit, aprimorando a compreensão oral e fixando o conteúdo aprendido. Você também pode checar o site para organizar seus planos de estudo e avaliar seu progresso. O primeiro volume sai por apenas R$ 9,90, os demais, R$ 19,90. A assinatura da coleção inteira custa R$ 467,60. Assinantes da Abril têm 15% de desconto, podendo parcelar em 10 vezes de 
R$ 39,74.

Janaína Castro


17/04/2009

Relógios H.Stern por Diane von Furstenberg

H. Stern por Diane von FurstenbergNa última quinta-feira (16), aqui em São Paulo, foi lançada uma nova linha de relógios H.Stern, assinados por Diane von Furstenberg. Ela mesma mostrou a coleção que tem como elemento comum um cristal lapidado em formato irregular, sua marca registrada. Foi um prazer conhecer Diane pessoalmente. Uma mulher poderosa, com personalidade marcante, mas ao mesmo tempo simples e acessível. Além do entusiasmo com que fala de seu trabalho como estilista e designer de joias, Diane mostrou uma vibração especial ao descrever seu trabalho social, por meio da ONG Vital Voices, criada há mais de uma década para treinar liderança e dar suporte ao trabalho de mulheres “heroínas”, como ela mesma definiu, que tentam mudar a condição adversa da comunidade em que vivem, em mais de 100 países. Ao ouvir alguns exemplos, não consegui deixar de fazer um paralelo com as finalistas do Prêmio CLAUDIA, que também considero heroínas. Num papo gostoso e franco, Diane fez uma verdadeira ode à força das mulheres, que estão mudando o mundo. “Não existe mulher fraca”, disse de forma categórica. Concordo totalmente!

Peças assinadas por Diane von Furstenberg

Marcia Neder
Fotos divulgação


15/04/2009

Mulheres têm medo de apanhar

Instituto Avon lança Gargantilha da Atitude' e pesquisa 'Percepções sobre a Violência Doméstica contra Mulher no Brasil'A violência doméstica é a maior preocupação das brasileiras, de acordo com a pesquisa “Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil”, divulgada na última terça-feira (14), pelo Instituto Avon, em parceria com o Ibope e o Instituto Patrícia Galvão. Foram ouvidas mais de 2000 mil pessoas - homens e mulheres acima de 16 anos - em todas as regiões do país e todas as classes sociais. Os pontos principais do levantamento foram apresentados por Fatima Pacheco Jordão, pesquisadora e diretora do Patrícia Galvão. Na mesa também estavam Luiz Felipe Miranda, presidente da Avon Brasil; Nilcéa Freire, ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, e Lírio Cipriani, diretor do Instituto Avon.

No evento, CLAUDIA recebeu o reconhecimento público de Nilcéa Freire pela parceria no combate à violência e na defesa das mulheres.

Clique aqui e veja os dados divulgados, o telefone de denúncia e outras informações.

Foto © Marcos Issa/Argosfoto


03/04/2009

Keira Knightley estrela vídeo sobre violência contra a mulher

Uma mulher brasileira é espancada a cada 15 segundos. Chocante, não? A informação da Fundação Perseu Abramo prova que a violência contra a mulher é uma realidade muito mais grave e frequente do que se imagina e, infelizmente,  pouco discutida. Não tem raça, condição social ou idade específica.  “A cada 100 mulheres brasileiras, pelo menos 15 vivem ou viveram algum tipo de agressão”, diz Ana Falú, diretora do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento das Mulheres para o Brasil.

A Women’s Aid, instituição que luta contra a violência doméstica no Reino Unido, lança o comercial "Não chegou a hora de alguém dizer 'corta'"?, em que a atriz britânica Keira Knightley é espancada pelo namorado violento. Após uma sequência de abusos, a câmera se distancia e mostra um cenário montado para o filme e a frase que deu nome à campanha aparece para interromper a cena.

A peça é um apelo em defesa da mulher e chama a atenção de todos para as vítimas desse tipo de abuso. Veja aqui também:

Leia mais na reportagem "Não à violência doméstica"

Andrezza Duarte


30/03/2009

Mulheres preferem CLAUDIA

CLAUDIA foi considerada o veículo de maior credibilidade para a divulgação de uma campanha de prevenção ao câncer de mama. A revista foi a única que apareceu em todos os grupos de mulheres pesquisadas. Elas nos consideram um veículo engajado com as questões femininas. Veja detalhes:

Projeto de controle do câncer de mama

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), em parceria com o Instituto Avon, desenvolve desde 2007 um projeto-piloto para a criação de um plano de comunicação sobre o câncer de mama. O objetivo do trabalho, realizado nas cidades de Ribeirão Preto (SP) e João Pessoa (PB), é contribuir para a prevenção e detecção precoce da doença. Foram realizados encontros com grupos de mulheres para detectar o que elas sabem sobre o tema e quais são as suas principais dúvidas. Os resultados revelaram que grande parte desconhece as estratégias para controle do câncer de mama e ainda que a doença carrega um pesado estigma. As pesquisadas demonstraram que a ligação entre beleza, bem-estar e o cuidado com o corpo pode ser uma forma eficaz para a transmissão de informações sobre o câncer de mama.

Sobre a utilização dos meios de comunicação mais indicados para divulgar a campanha, CLAUDIA foi a único veículo recomendado pela totalidade dos grupos, compostos por todas as classes sociais. Para as mulheres pesquisadas, a revista é “engajada com as questões femininas” e tem uma linguagem bem aceita pelo público.

Patrícia Zaidan


26/03/2009

O assassinato de Ana Cláudia, 18 anos

A polícia prendeu nesta quarta-feira o ex-jogador de futebol Janken Evangelista, que confessou ter matado a ex-mulher Ana Cláudia Silva, de 18 anos. Depois de esfaqueá-la no domingo, Janken fugiu com o filho do casal, Gabriel, de 1 ano e 9 meses. Para justificar o assassinato, o jogador inciumado disse ao delegado que "a ex-mulher estava namorando outro homem".

A vice-diretora do Unifem Brasil e Cone Sul, Júnia Púglia, conta como recebeu a notícia do assassinato e dá sua opinião neste texto sensível

"Um susto

As palavras, que quase sempre me são fáceis, me faltaram. Trabalhando cotidianamente, há quinze anos, nos temas ligados à promoção da equidade de gênero que, em boa parte, se refere ao combate à violência cometida pelos homens contra suas mulheres, hoje levei um susto.

Tenho visto, ao longo dos anos, inúmeros casos de assassinatos de mulheres por seus homens, sejam namorados, maridos, amantes ou ex-qualquer-uma-das- modalidades. Portanto, como acontece com tudo o mais na vida, a novidade e o choque já acabaram há muito tempo. É sempre triste, lamentável, revoltante e tal, mas a indignação vai murchando, se esvaziando, e a gente fica meio anestesiada.

Pois hoje levei um susto. No meu quarto, com a TV ligada enquanto me vestia para mais um dia de trabalho, o noticiário matinal anunciava a prisão de um assassino. O homem chorava ao ser preso, dizendo não ser a morte da ex-parceira o desfecho que ele desejava para uma tumultuada relação com “a mãe do meu filho”. Uma moça de dezoito anos, morta a facadas.

Por que essas coisas acontecem? Por que tem que ser assim? Muitas respostas podem ser dadas, e eu acho que já as conheço bem. Porque os casais vivem relações de poder desiguais, porque existe toda uma construção cultural em torno da ideia de que os homens devem controlar suas mulheres, inclusive com o uso da força, porque ainda prevalece a sensação de que as mulheres são propriedades de seus homens, porque uma mulher que coloca um fim numa relação afetiva pode estar desafiando a hombridade do parceiro e desacreditando-o diante da família e da comunidade, e muitas outras.

Livros, teses, artigos, projetos, terapias, serviços de atendimento, programas de televisão, seminários, militância feminista, tudo vai pelo ralo quando uma jovem de dezoito anos morre esfaqueada pelo ex-parceiro atormentado com a provável liberdade sexual de que sua ex-mulher passa a desfrutar, uma vez encerrada a relação com ele. Simples assim.
Quais são as saídas? Onde elas estão? Neste momento, não consigo nem pensar nisso. Assim como não me passa pela cabeça tirar ou mesmo diminuir a importância de todo o trabalho colossal que vem sendo feito, de muitas formas, para acabar com a violência de gênero. Seria uma insanidade. E sei que estamos avançando.

Mas como demora! É claro que demora. Estamos falando de comportamentos humanos construídos ao longo de milênios, e cuidadosamente preservados por estruturas sociais, regimes políticos, religiões e culturas, mesmo de forma indireta e não explícita.
Um novo entendimento sobre as relações entre mulheres e homens, esse talvez seja o caminho – conversa velha, já sei. Homens fortalecidos nas suas emoções, conscientes de que suas mulheres são parceiras em pé de igualdade, donas de suas vidas, seres humanos completos. Mulheres com essas mesmas percepções sobre si mesmas, e todos prontos para buscar relações afetivas saudáveis e gratificantes. Tudo lindo, né?

É. Não custa sonhar, acreditar, desejar. E agir. Criar nossos filhos com esta visão pode ser um ótimo começo. E não desistir, mesmo quando os fatos nos atropelam logo de manhã."


29/01/2009

Obama iguala salários de homens e mulheres

Obama assina a Lei Lilly LedbetterO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira (29) sua primeira lei desde que assumiu o mandato. Mesmo sob oposição de republicanos conservadores, o ato determina a igualdade salarial entre homens e mulheres.

Conhecida como Lei Lilly Ledbetter, a medida é uma homenagem à supervisora da fábrica de pneus da Goodyear Tire & Rubber, em Gadsden, Alabama. Ela processou a empresa quando descobriu pouco antes de se aposentar que ganhava 6 500 dólares a menos do que o homem de menor salário que exercia a mesma função. Isso equivale a um prejuízo de 200 mil dólares ao longo de sua carreira, sem contar outros benefícios sociais. Como a legislação americana só permite a abertura de um processo no prazo máximo de 180 dias a partir da discriminação, Ledbetter perdeu a causa, mas lutou por dez anos até levar a questão à Suprema Corte. A lei proclamada por Obama acaba com esse posicionamento. “Estamos defendendo um dos primeiros princípios desta nação; que somos todos iguais e que temos o direito de perseguir nossa própria versão da felicidade", afirmou o presidente antes da assinatura.

Além de dar um passo enorme para a igualdade entre sexos nos EUA, esperamos que a lei também exerça uma forte pressão sobre outros países. O Brasil precisa seguir esse exemplo. Segundo um estudo divulgado no fim do ano passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IPEA, o país pode levar 87 anos para alcançar a igualdade de salários entre gêneros.

Janaína Castro
Foto Saul Loeb / AFP


19/12/2008

AllTV, a primeira TV da internet

allTV- A Primeira TV interativa da Internet - 24 Horas ao VivoQuanto ninguém sabia muito bem o que significava internet e até onde ela poderia chegar, um visionário imaginou como seria a televisão na internet. O ano era 2002. O visionário alugou uma casa (um imóvel residencial) no bairro paulistano do Paraíso e, na base do improviso, montou um estúdio, contratou uma garotada que adora mexer em computadores, câmeras, microfones e se arriscou: “Está no ar a allTV”. O nome do visionário é Albert Luchetti. Eu, como o conheci de perto, tive a certeza de que a allTV entraria para a história das comunicações no Brasil.

Ela entrou. Em menos de 7 anos, a allTVse impôs, é uma realidade e tem cumprido a promessa de oferecer informação, lazer, cultura, entretenimento e, sobretudo, interatividade. Isso só foi possível por uma razão: Luchetti é um grande repórter, tem faro de repórter e adora a novidade, como todo grande repórter. Seu negócio vingou graças a sua teimosia de repórter. Num livro de 272 páginas, ele conta a epopéia da criação da primeira TV na internet. Revela como ela avançou rapidamente e se tornou uma rede com 9 retransmissoras com programação local em 19 estados, num leque que soma franquias e parcerias.

O livro vale como fonte de pesquisa para estudantes de jornalismo, publicidade, marketing e de gente interessada em empreendedorismo. Vale até como lição de auto-ajuda para quem desacredita em si e no país. A allTV é a cara do Brasil, é a prova de que uma remota idéia pode se materializar. Nesse caso, está corporificada numa programação variada que se espalha pelas 24 horas do dia. São talk shows, programas esportivos, femininos (allTV Mulher), produções para os preocupados com o planeta (Allbiente e Dogs Cats Show) e outras pouco convencionais como um programa de esportes náuticos (Ocean), paranormalidade (A Vidente), coleções (Fanáticos por Coleções)... Um dos meus preferidos é Netto Cozinha na Net. Esse tem o fetiche e o tempero napolitano do apresentador Luiz Annunciato Netto que, ao lado de Andressa Nascimento desperta o apetite do internauta às 10 hs da manhã. Netto é um capítulo a parte na allTV. Ele vem da técnica. Fez sua carreira atrás das câmeras, era um homem de fios, cabos, torres, antenas, conexões, sinais digitais... até a allTV lhe dar a chance de voar. Ele voou para o melhor da gastronomia internacional e divide com os usuários da rede mundial de computadores os conhecimentos que guardou durante anos, secretamente.

Enfim, a allTV é um veículo com a alma desta era. Digitalizou a democracia -- deu aos conectados à web a oportunidade de opinar, criticar, meter o bedelho e tomar parte, em tempo real, das notícias e das produções. O internauta é parte da realidade na allTV, que tem o pique do rádio e a magia da TV. 

Patrícia Zaidan


18/12/2008

A arte que veio da rua

Nina PandolfoAos 31 anos, Nina Pandolfo é a mais bem sucedida grafiteira do Brasil. Casada com Otávio Pandolfo, da dupla Os Gêmeos - também grafiteiros de renome internacional - a artista que pintava muros em São Paulo agora expõe suas obras mundo afora. Veja a entrevista que ela concedeu à repórter Gisela Blanco:


Como você virou grafiteira?
Comecei pintando nas telas e passei para os muros. Hoje faço os dois, e vendo muitos quadros em galerias. Na tela, posso ousar mais, misturando materiais, fazendo esculturas e colagens. Nos muros, uso apenas grafite, mas tenho um espaço enorme para compor e sei que o desenho vai ficar ali exposto para todo mundo. Acredito que a arte tem que ser democrática e não pretendo nunca parar de pintar nas ruas. O que me deu mais destaque foi minha arte urbana, que nunca imaginei que fosse fazer tanto sucesso.  

Esse mês você está apresentado sua primeira exposição individual no exterior. Por que suas obras fazem tanto sucesso lá fora?
Nos Estados Unidos e na Europa, o grafite é mais aceito como expressão artística. Este mês, exponho na Índia, um país em que o grafite praticamente não existe. Precisamos até importar as latas de tinta aqui do Brasil, porque lá não tem. O convite partiu de um galerista muito importante que conheceu meu trabalho no exterior. Meu nome também foi incluído no livro “Graffiti Woman” (2006), da editora americana Harry N. Abrams, Inc, que reúne obras de cerca de 120 grafiteiras de destaque no mundo.

Grafite de Nina Pandolfo em muro de São PauloE no Brasil?
Aqui, estamos ganhando espaço aos poucos. Este ano, fiz uma exposição na Galeria Leme, em São Paulo, e todas as minhas obras foram vendidas na primeira semana. Recentemente, grafitei também a casa de Eduardo Leme, dono da galeria, que foi projetada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha (ganhador, em 2006, do prêmio Pritzker, o mais importante da arquitetura mundial). Os dois me deram carta branca para escolher a parede que iria pintar, dentro ou fora da casa.


Em 2006, você grafitou o castelo de Kelburn na Escócia. Como foi a experiência?
Foi um projeto encomendado pelos filhos do lorde de Glasgow, dono do castelo de mais de 800 anos. Eu e meu amigo Nunca, meu marido Otávio e meu cunhado Gustavo passamos um mês vivendo no castelo e pintando uma fachada. No início, contrariado, o lorde disse que a pintura poderia ficar lá por apenas dois meses. Mas quando viu o resultado, se surpreendeu, disse que aquilo era uma belíssima forma de arte e que não ia apagar de jeito nenhum. Agora está procurando patrocínio para pintarmos o outro lado do castelo.


Como é ser casada com um dos grafiteiros mais famosos do Brasil?
Conheci meu marido Otávio e o Gustavo, irmão dele, em uma oficina de grafite, quando éramos adolescentes. Estamos juntos há 15 anos (7 anos de casamento) e somos muito bem resolvidos profissionalmente. Nunca me senti à sombra dele. Fazemos vários trabalhos juntos, mas temos traços diferentes e meu estilo é muito bem definido, minhas obras são bem femininas. Faço sempre bonecas e bichos redondos, de olhos grandes. Todos dizem que minhas personagens são a minha cara. Transmitem uma certa doçura, mas também rebeldia. Quando desenho nos muros, tento deixar a cidade mais bonita e colorida, mas também quero fazer as pessoas pensarem. Gosto de fazer críticas sociais. Não me encaixo naquele estereótipo do grafiteiro que gosta de hip hop e vive à margem da sociedade. Sou evangélica e adoro música brasileira.

Fotos Chris Parente/Produção Sylvia Radovan/Cabelo e maquiagem Erick Santos, BLZ


10/12/2008

Brinquedos personalizados

Baralho da UAU! BrinquedosPara quem ainda não encontrou um presente fácil e criativo, vale checar a loja virtual UAU! Brinquedos. Você manda uma foto e eles imprimem em um jogo de cartas, em um quebra-cabeça ou até em tatuagens “falsas”. O baralho com 54 cartas vem em azul ou vermelho e custa R$ 35,50 (para jogar buraco, por exemplo, precisa de dois conjuntos de cartas de cores diferentes). O site também tem um guia com instruções para escolher a foto com o corte mais adequado para estampar o jogo escolhido.

Para mais idéias de presentes, de vários preços, cheque nosso Especial de Natal!

Janaína Castro
Foto Carla Bianchi, divulgação


28/11/2008

O homem mais sexy e roupas recicladas

Hugh JackmanHá duas delícias na revista americana People de 1º de dezembro. A primeira está logo na capa: esta é a edição do homem mais sexy do mundo. O vencedor não é lá o ator mais famoso por aqui, o australiano Hugh Jackman. Mas o moço faz bem para os olhos – e para quem se lembra, ele era o Wolverine de X-Men (2006). Seu próximo filme é o épico Austrália, em que faz par romântico com Nicole Kidman, e que tem estréia no Brasil prometida para janeiro do ano que vem.

A segunda delícia está lá no fim da revista: fotos mostrando que Angelina Jolie e Brad Pitt aproveitam as roupas do filho mais velho para vestir os mais novos. Tem t-shirts de Maddox usadas nove meses depois por Zahara e Pax; mochila que reaparece no ano seguinte; camiseta de manga comprida que seis meses depois está com outro irmão. E cada vez eu gosto mais dessa família!

Lúcia Barros, editora-chefe de CLAUDIA e mãe de Laura e Rachel, que também dividem boa parte do guarda-roupa.  
Foto: Hugh Jackman na pré-estréia de 'Australia' em Nova York. (Brad Barket/Getty Images)


19/11/2008

Um juiz que persegue as mulheres

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª. Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande, é o centro das atenções no polêmico caso que investiga a vida de  9.896 mulheres que teriam praticado aborto numa clínica clandestina na capital sul-mato-grossense. A apuração, iniciada em abril de 2007, com o fechamento da clínica, tem uma conotação moralista e preconceituosa. A começar pela exposição pública dos prontuários das quase 10 mil cidadãs. A Justiça, desprezando o fato de que um prontuário médico é documento sigiloso, deixou as fichas à disposição de curiosos, que faziam fila para saber quem eram as “criminosas”.  O desrespeito se prolongou por sete dias, até que pressões de defensores dos direitos humanos levaram a Justiça a restringir o acesso à papelada.

Mas a ação não foi suficiente para desacelerar o juiz, que prossegue com a apuração mais ampla sobre aborto que já se viu no país. Aluízio Pereira dos Santos intima maridos, familiares, ex-namorados e chega a exigir de mulheres o exame de corpo de delito – em intervenções que, supõe-se, tenham ocorrido entre seis e oito anos atrás. Algumas das indiciadas, num total de 1,5 mil, contam que os interrogatórios têm sido longos, constrangedores, invasivos à exaustão. Uma das acusadas chegou a levar o filho ao tribunal para comprovar que desistira do aborto.

À imprensa, o juiz justificou os excessos dizendo que é necessário invadir a privacidade para buscar detalhes da vida sexual das mulheres suspeitas. O que deseja este senhor? Arruinar alguém que já se sentiu frágil diante de uma gravidez indesejada e que, desamparada pela lei, buscou uma alternativa extrema numa clínica clandestina? O que ele pretende? Ser transformado em porta-voz da ala conservadora do Congresso Nacional que, só no ano passado, propôs 13 projetos para tornar a lei ainda mais retrógrada e machista, proibindo até o aborto em caso de estupro? Em parte, ele conseguiu seu intento: a ação espetacular que preside já foi assunto no plenário da Câmara e do Senado.

A briga esquentou quando a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, assim referiu-se ao episódio, em artigo recente: “Está em curso, em Mato Grosso do Sul, um episódio assustador e de imensa fúria persecutória contra os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres no Brasil.” 
 
Sempre em frente, o juiz Aluízio Pereira dos Santos já considerou culpadas 26 brasileiras (as condenadas cumprem penas alternativas, cuidando de crianças em orfanatos) e já decidiu que a dona da clínica, a médica Neide Motta Machado, será julgada em júri popular. 

Movimentos de mulheres e associações de advogados enviaram relatório sobre o que está se passando para a ONG Anistia Internacional. É preciso mais: denunciar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, aos quatro cantos do mundo e – principalmente -- a todos os brasileiros. Nosso país assinou tratados e convenções internacionais se comprometendo a banir toda forma de violência e discriminação contra as mulheres. Se a fúria jurídica de Campo Grande não cessar perante esse argumento, talvez valha a pena lembrar que a proibição legal não impede que 1 milhão de abortos sejam praticados anualmente no Brasil; que em 220 mil casos ocorrem seqüelas graves e que em tantos outros o desfecho é a morte. 
 
Mais dois lembretes ao juiz estão nos quadros abaixo:

O que a ação clandestina provoca:
• 25% dos episódios de esterilidade
• 602 internações diárias por infecções
• 9% dos óbitos maternos
 (dados do Ministério da Saúde)

Perfil de quem aborta
70% das mulheres que abortam no Brasil vivem relação estável. São escolarizadas, têm de 20 a 29 anos, no mínimo um filho e, em, 51% dos casos, se dizem católicas.

Patrícia Zaidan


28/10/2008

CLAUDIA no Prêmio Herzog

Patrícia Zaidan recebe Menção Honrosa do Prêmio Vladimir HerzogO 30º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog foi realizado nesta segunda-feira (27 de outubro) no Tuca, o Teatro da Pontifícia Universidade Católica, em São Paulo. Fique muitíssimo orgulhosa em receber uma menção honrosa pela reportagem que assino com uma grande companheira, a jornalista Alessandra Roscoe: “O mapa do aborto”, publicada na edição de junho, na nossa CLAUDIA e no nosso site.  

Fiquei honrada, em primeiro lugar, por ter meu nome associado ao de Herzog, um profissional que lutou pelo exercício do bom jornalismo e pela redemocratização do país. Lutou tanto que foi morto pelos torturadores da ditadura militar, em 1975. 

Eu era pouco mais que uma menina quando esse episódio doloroso aconteceu. Vivia em Uberaba, uma cidade calma do interior de Minas, quando li sobre o ato ecumênico em memória de Vlado na Catedral da Sé. Me emocionei com os discursos corajosos desafiando os que mataram o jornalista.

Não queria morrer como ele, mas já desejava me aproximar da defesa dos direitos humanos. Queria ter coragem, fazer um jornalismo sério, que ajudasse a melhorar o país e a vida dos brasileiros. A morte de Vlado me fez entender melhor o que estava se passando no Brasil daquela época.

Hoje, 33 anos depois, receber a menção honrosa no prêmio do Sindicato dos Jornalistas me dá a certeza de que escolhi o caminho certo. Publicar uma reportagem defendendo o direito da mulher decidir o que fazer com a gravidez indesejada é, de fato, nosso papel. Estou há 9 anos em CLAUDIA, redação que me dá carta branca para trabalhar nessa direção. Faço parte de uma equipe equilibrada e segura, que assume a missão de discutir todas as questões relacionadas à mulher. Mesmo que as questões sejam polêmicas, como é o aborto clandestino, que mata milhares e milhares de brasileiras a cada ano. Essa barbárie só vai ter fim na hora em que deputados e senadores entenderem que a flexibilização da lei  pode acabar com o mais grave problema de saúde pública ligado ao sexo feminino.

Patrícia Zaidan
Foto arquivo pessoal


24/10/2008

O assassinato de Eloá

Só alguns minutos

 Assentada a poeira inicial, não consigo parar de pensar neste assunto. Nos últimos dias, vimos passar diante de nossos olhos, pelas telas de nossas TVs, um tratado completo sobre as relações de poder entre mulheres e homens. Aquilo que os “iniciados” chamam de “relações de gênero”, e que tanta gente tem dificuldade para entender.

Lindemberg e Eloá eram jovens moradores de um conjunto habitacional de trabalhadores da Grande São Paulo. Até onde sei, com histórias e vidas parecidas. Nada que envolvesse grandes disparidades sócio-econômicas.

Envolveram-se num relacionamento amoroso, quando ela era pouco mais que uma criança, e ele um rapaz de dezenove anos. Segundo informações que circulam, era um namoro tumultuado, com vários rompimentos e reconciliações, geralmente motivados pelo comportamento possessivo de Lindemberg.

Até o dia que Eloá decidiu não se reconciliar mais com ele. Uma decisão que ele não podia aceitar, um atrevimento, uma manifestação insuportável de egoísmo, como falou por telefone a um repórter. Como ela não cedia às suas tentativas de diálogo, ele resolveu obrigá-la, da forma que lhe pareceu mais adequada. Ou seja, ela o empurrou a tomar aquela atitude extrema!

Invadiu a casa dela numa tarde de segunda-feira, insinuando que os colegas que estavam ali tinham intenções a respeito de Eloá que só ele mesmo poderia ter. Estava armado, e a situação logo evoluiu para cárcere privado.
Não tinha nada para pedir em troca, pois o que ele queria, que era a atenção exclusiva dela, já havia conseguido. Que fazer, então? Prolongar indefinidamente o inferno, para que não restasse dúvida sobre quem controlava a situação, para reafirmar, hora após hora, que ela era propriedade dele, e faria o que ele quisesse.

Não me venham com essa lorota de que ele foi movido pela paixão. O que moveu Lindemberg foi o medo de ser rejeitado de forma definitiva e de perder a voz de mando numa relação que ele controlava tão bem. Como ficaria sua hombridade? Como lidar com o vazio deixado por tamanha humilhação?

Passaram-se os dias, as noites, mais dias e noites, até que ele mesmo não suportava mais a situação que havia criado. Mas, como sair? Impedindo que Eloá continuasse a viver, e, agora, sem ele, que é um rapaz inteligente e sabe que não teria mais nenhuma chance. Mirou seu revólver na cabeça e no sexo da ex-namorada. Bem dentro da lógica de que “se não for minha, não será de mais ninguém”.

Lindemberg inviabilizou sua vida e seu futuro, mas ele ainda pode dispor de uma e de outro. Eloá foi imolada para que o macho pelo menos preservasse sua macheza, pois viverá o resto de seus dias assombrado pelo que foi capaz de fazer. Isto pode soar como uma simplificação extrema, e talvez seja mesmo, mas como encontrar razões defensáveis para o que aconteceu?

Peço vários minutos de silêncio e reflexão sobre este caso tão emblemático e, ao mesmo tempo, tão corriqueiro, em maior ou menor grau, em tantas relações supostamente afetivas entre mulheres e homens.

Júnia Puglia
Vice-diretora do Unifem (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher)


22/10/2008

CLAUDIA recebe menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog

O mês de outubro tem sido muito especial. Além de celebrar nosso 47º aniversário, vamos comemorar a Menção Honrosa que recebemos no 30º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A reportagem O Mapa do Aborto, das jornalistas Patrícia Zaidan e Alessandra Roscoe, mereceu um destaque na categoria Revista. A matéria compara as leis de aborto no Brasil e no mundo mostrando que o nosso país está alinhado com as nações atrasadas, que proíbem o aborto, não respeitam os direitos da mulher e que tudo isso leva ao atraso econômico e social.

Outra Menção Honrosa da categoria foi dada à revista Nova Escola, também publicada pela Editora Abril. A reportagem, de Thais Macedo Gurgel, tem como título Inclusão, só com aprendizagem.

A premiação acontece na segunda-feira (27), em São Paulo.


23/09/2008

Como partidos políticos pensam a Educação

Educar para CrescerAs eleições municipais estão aí. E essa é uma ótima hora para pensarmos naquelas coisas que nos incomodam mas empurramos com a barriga. Por exemplo, os impostos que pagamos e os serviços que não temos. Não conheço ninguém com um mínimo rendimento que se arrisque em hospitais ou em escolas públicas. Mas não seria bom se fosse diferente?

O projeto Educar para Crescer, iniciativa do Grupo Abril e do Grupo Laureate, nasceu exatamente pra isso: lutar por uma educação de qualidade. Para quem já usa a escola pública e para quem ainda não pensou em usar.

Dê uma olhada nesta reportagem: Como os partidos políticos pensam a Educação. Ela pode ser um bom começo para você começar a refletir sobre isso. Veja, em linhas gerais, o que cada partido quer fazer e o que já fez pela educação brasileira. Depois, vai ficar mais fácil decidir seu voto.

Bettina Monteiro
Editora do site Educar para Crescer

Na foto: Sala de aula na EMEF Professora Leonor Mendes de Barros, a mais bem avaliada pelo Ministério da Educação. Por Ricardo Benichio


17/09/2008

Escolas recebem "Selo Aqui se Brinca"

Representantes das escolas recebem SeloAmarelinha, pau-de-sebo e ‘cabanas’ montadas com lençóis velhos são algumas atividades que nos remetem à infância. Quem não se lembra das brincadeiras deliciosas que nos levava para longe, aonde podíamos ser príncipes e princesas, mães e professores. Subir em árvores, tomar chuva e se sujar com lama dos pés à cabeça traziam a sensação de liberdade e autonomia. E é essa a proposta do Selo Aqui se Brinca. Em evento realizado na última quarta-feira (17), a OMO e o Instituto Sidarta anunciaram os resultados da iniciativa social que envolveu 477 escolas de 88 cidades do Estado de São Paulo. O projeto, que começou há oito meses, estimula instituições de ensino a incentivarem o brincar como forma de aprendizado.

Renata Meirelles, mestre pela Faculdade de Educação da USP e uma das organizadoras do Aqui se Brinca conta: “recebemos 477 realidades diferentes e ainda estamos aprendendo com elas. Cada uma intensificou a nossa bagagem cultural, mas ao final, selecionamos 87”. Do total, 87 escolas paulistas foram selecionadas por profissionais de educação, com base em critérios como ter a brincadeira como tema de formação, considerar o direito de brincar como um ato de conquista da cidadania e o estímulo contínuo de atividades.

As escolas receberam o Selo Aqui se Brinca. Vinte e cinco ganharam o “Baú de Possibilidades”, compostos por tecidos e fantasias costuradas à mão para enriquecer a criatividade das crianças; e cinco instituições de ensino foram premiadas com playgrounds educativos. Regina Camargo, gerente da OMO, diz que “o contato com a natureza, por exemplo, é essencial para a criança criar referências. O Selo é uma ferramenta para troca de experiências”.

Cláudia Siqueira, diretora do Instituto Sidarta aponta que “o que definiu as escolas foram as boas práticas, como a valorização da simplicidade, da cultura e da autonomia da criança”. Renata Meirelles ressalta que “os pequenos têm muita sede para aprender e buscam isso durante todo o dia. O educador está lá para desafiá-las”.

Você pode fazer em casa

As mães devem proporcionar maneiras para a criança se conhecer melhor e a apreender o que está ao seu redor. Brinquedos simples, como um rolo de papelão, representam um mar de possibilidades: um túnel, um trem, uma espaço-nave. É importante que elas encontrem isso em suas casas também. Geralmente, o que elas precisam é muito mais simples do eu imaginamos. “Permita que seu filho tenha muito mais experiências vividas do que informação. O aprendizado vem como conseqüência de algo que ela viveu”, afirma Renata. “As mães precisam observar atentamente o que as crianças buscam para não deixar a curiosidade morrer. Deixe que elas se sujem, estimulem a fantasia. Construa cabanas no meio da sala com cobertores e vassouras. Participe dos sonhos e volte à infância com elas”.

Andrezza Duarte
Na foto, as representantes das cinco escolas vencedeoras (divulgação)


10/09/2008

Licença-maternidade de 6 meses já é lei

O presidente Lula sancionou a lei que amplia o período da licença-maternidade de 120 para 180 dias. Como a concessão do benefício será opcional para o empregador, a lei garantirá o incentivo fiscal para a empresa privada que der os dois meses a mais para as funcionárias, que também podem escolher se querem ou não o benefício.

A lei foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira, dia 10 de setembro. Mas só produzirá seus efeitos quando houver um decreto presidencial regulamentando o "Programa Empresa Cidadã". Ele deve definir prazos e procedimentos para a adesão das companhias interessadas. Até o fim deste ano, o documento estará pronto. Portanto, as mulheres só poderão requerer a licença ampliada a partir de 2009 (e um mês depois do parto), caso a sua empresa se cadastre no programa. A empresa será ressarcida  quando declarar o imposto de renda 2009/2010 e receberá o selo “Empresa Amiga da Criança”.

A medida tem sido muito esperada pelas mulheres, que vão poder ficar mais perto do bebê nos primeiros meses de vida. Esse contato é rico e indispensável. Não só sob o ponto de vista emocional como é importante também para a saúde da criança, que continuará sendo amamentada no peito da mãe por mais 60 dias.
 
Os primeiros quatro meses de licença continuarão sendo pagos pelo INSS.

Janaína Castro e Patrícia Zaidan


04/09/2008

PF combate pedofilia na internet

A segunda edição da Operação Carrossel para combater a pedofilia na internet foi realizada na última quarta-feira (3), em 17 estados e no Distrito Federal.  A primeira ocorreu em dezembro de 2007. De acordo com a Polícia Federal, três prisões em flagrante foram registradas e vários computadores, pen-drives e CDs apreendidos. Mas o balanço final ainda não foi divulgado.

“A internet é revolucionária e poderosa, mas como não há controle, ela propicia o anonimato e facilita a reprodução, publicação e divulgação da pornografia infantil.”, afirmou o delegado-chefe do Combate aos Crimes Cibernéticos da PF, Adalton Martins. Além de ser universal, ela é capaz de seduzir o internauta a viver numa realidade quase fantástica. Por isso, crianças e adolescentes são presas fáceis dos pedófilos que atuam na web. “Não há diferença entre a vida real e a internet, é como andar na rua. Por mais que o computador dê segurança e estabeleça uma distância (física) entre as pessoas, essa imunidade é apenas uma ilusão.” Para os pais, o delegado diz: “É importante ter a noção de que qualquer um pode entrar na sua casa pelo cabo da rede. A falta de informação entre jovens e crianças pode levá-los a uma maior exposição da vida pessoal, o que eleva os índices de pedofilia.”

Trabalho de mãe

Os danos dessa relação virtual são palpáveis e a família deve estar atenta para proteger os filhos. “O controle e participação da mãe nas atividades virtuais do filho tem uma importância imensurável”, afirma o delegado. “Ela pode identificar se a criança já estabeleceu contatos ou criou vínculos com algum desconhecido”, afirma. Para facilitar esse acompanhamento, Martins ensina que o computador não deve ficar no quarto da criança ou adolescente: “Coloque o ponto de internet em um lugar visível da casa para que sempre tenha alguém de olho nas atividades do jovem”. Uma boa opção são os programas de computador que filtram certos conteúdos para preservar o usuário. Outro detalhe: a conversa ainda é a melhor forma de educar. A família deve alertar para os riscos das relações com estranhos e explicar, de forma sutil, como agem os pedófilos na web. Em geral, eles pedem fotos da criança ou a levam a tirar as roupas na frente da câmera.

É crime
De acordo com o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA) é crime apresentar, produzir, vender, fornecer, publicar ou divulgar fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente por qualquer meio de comunicação, incluindo a rede mundial de computadores. A lei prevê pena de até 6 anos de reclusão e multa.

As denúncias podem ser feitas na delegacia de Polícia Civil mais próxima ou pelo telefone da Polícia Federal : (61)  3311.8329

Andrezza Duarte


01/09/2008

Comunidade oficial de CLAUDIA no Orkut

Agora temos mais um canal de comunicação para você conversar com a redação. Criamos no Orkut nossa comunidade oficial, Mulheres de CLAUDIA. É um espaço para dar e ouvir opiniões e sugestões, tirar dúvidas e conhecer mulheres que, como você, gostam de estar sempre informadas, bonitas e de bem com a vida. Participe!

Redação CLAUDIA


28/08/2008

Reese Witherspoon diz não à violência contra a mulher

Reese Whitherspoon na campanha Fale sem Medo - Não à Violência Doméstica

A campanha “Fale sem Medo - Não à Violência Doméstica”, da Avon, que teve início em junho deste ano, já arrecadou 1,5 milhão de reais. Em evento realizado nessa quinta-feira (28/08) em São Paulo, o presidente da empresa no Brasil, Luis Felipe Miranda, anunciou a doação da quantia ao Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento das Mulheres (UNIFEM). Parte desse valor refere-se à Pulseira da Atitude, produto vendido no catálogo da Avon, para apoiar o combate à violência contra mulheres em todo o mundo. Em apenas dois meses, 250 mil unidades da bijuteria foram vendidas no país. Do valor de 5 reais, 4,05 reais são doados.

A atriz norte-americana, Reese Witherspoon, embaixadora global e presidente honorária da Avon Foundation, veio ao país promover a campanha. Ela afirmou que a violência doméstica não tem raça, condição social ou idade. “Não há mulher no mundo que não conheça alguém que já tenha sofrido algum tipo de violência. Precisamos dar voz a essas mulheres e criar conscientização”.

A diretora do UNIFEM para o Brasil e Cone Sul , Ana Falú, acredita que a violência é um problema de ordem pública e que é preciso promover mudanças culturais profundas na sociedade para erradicá-la. “A cada 100 mulheres brasileiras, pelo menos 15 vivem ou viveram algum tipo de violência doméstica”, lembrou. É estimado pela Fundação Perseu Abramo que a cada 15 segundos, uma brasileira é espancada. “Todas as mulheres têm direito a uma vida sem violência”.

Os recursos doados serão destinados à divulgação da Lei Maria da Penha, considerada moderna, inovadora e uma das mais avançadas da América Latina. A verba também servirá para divulgar o “Ligue 180”. Mantido pelo governo federal, o telefone é exclusivo para receber denúncias e dar informações sobre socorro em caso de violência contra a mulher. De 2006 para 2007, os atendimentos saltaram de 40 a 131 por dia. Do mês de janeiro a julho deste ano, foram registrados 122 mil chamados.

A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, ressaltou a importância do Ligue 180, afirmando que muitas vidas podem ser poupadas se esse serviço for ainda mais divulgado. Ela afirmou, também, que a campanha busca um mundo sem fronteiras, com menos conflitos dentro e fora de casa. “Obrigada às mulheres que não se calaram e transformaram sua dor em luta”, disse.

Reese Witherspoon colocou a Pulseira da Atitude no braço da farmacêutica bioquímica Maria da Penha Maia Fernandes, a inspiradora da lei brasileira.


Lei Maria da Penha

A lei protege e auxilia mulheres vítimas de qualquer violência doméstica e familiar. O nome é uma homenagem a Maria da Penha, que sofreu duas tentativas de assassinato cometidas pelo marido. A luta dela em sustentar a denúncia e levar o marido à condenação inspirou a criação da lei que vigora desde agosto de 2006. Uma pesquisa realizada pelo Ibope/Themis - Assessoria Jurídica e Estudos do Gênero revela que 68% da população já conhece a lei e 83% acreditam em sua eficácia. Porém, para que todos os seus itens entrem em vigor, são previstos entre três e cinco anos. Alguns exemplos do que está para ser implantado: os juizados de violência domestica e familiar com competência cível e criminal; centros de reeducação dos homens agressores; e centros de atendimento e apoio integral aos filhos e à mulher vitimada.


Andrezza Duarte
Foto: A atriz entrega a pulseira à Maria da Penha.
Créditos: Adri Felden/Avon Brazil Press conference/Conferencia de Imprensa Avon Brasil


27/08/2008

Índia fala no STF pela 1ª vez

Pela primeira vez na história do Brasil, o Supremo Tribunal Federal assistiu a um índio subir à tribuna em defesa de sua tribo. A proeza é, na verdade, de uma índia. Nesta quarta-feira, a advogada Joênia Batista de Carvalho foi autora da sustentação oral que pode definir o futuro dos 19 mil índios da Terra Indígena Raposa do Sol, que fica em Roraima. “Eu serei a voz dos índios na mais alta Corte do Brasil”, afirmou Joênia em seu discurso. Além de ser a primeira índia a falar no plenário para os 11 ministros, ela conta que foi a primeira a se tornar advogada no Brasil. Do povo Wapichana, ela vive em Boa Vista desde os oito anos, e dedicou sua vida exclusivamente em defesa dos direitos indígenas e à própria família.

Joênia falou à CLAUDIA durante o intervalo do julgamento com voz aliviada e alegre. Ela confessou estar acostumada a fazer audiências, mas dessa vez foi diferente, muito mais extraordinário. “Meu trabalho eu faço por amor, porque minha família e meu povo precisam disso. Estou defendendo uma terra que é minha, para a qual pretendo voltar depois desse tempo na cidade”, disse a advogada, que trabalha no Conselho Indígena de Roraima.

Raposa do Sol

O julgamento, que teve início nesta quarta-feira, foi adiado e, segundo informações do STF, deve ser retomado ainda esse semestre. A questão gira em torno da sustentação ou não da demarcação contínua da reserva que foi homologada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005. Os conflitos se dão entre os índios e os plantadores de arroz, que se recusam a deixar a reserva. A terra fica localizada a noroeste de Roraima, na fronteira com a Venezuela e Guiana.

Andrezza Duarte


27/08/2008

A inflação sobe... como controlar o bolso

A inflação já está afetando o padrão de consumo das famílias brasileiras. É a conclusão da Sondagem das Expectativas do Consumidor, da Fundação Getúlio Vargas. Mais de 2.000 residências em sete capitais participaram do levantamento que foi divulgado dia 25 de agosto. Os dados assustam: 80% dos entrevistados afirmam que o estilo de vida com o qual estão acostumados já sofreu mudanças. De acordo com o IBGE, nos últimos 12 meses o índice de inflação no Brasil chegou a 3,36% ao ano. E agora? O que fazer? 35,4% já procuram diminuir os gastos enquanto 44,5% substituíram alguns produtos e serviços por outros mais acessíveis.

As mulheres sofrem mais com esses ajustes por serem - segundo o senso comum -, mais consumistas que os homens. Porém, o coordenador MBA de finanças da faculdade Ibmec-RJ, Roberto Zentgraf, acredita que as mulheres têm maior capacidade de se adaptar. “Tranquilamente, elas aderem a um diferente padrão de consumo”, diz. “Para isso, é importante que a mulher repense em como está gastando seu dinheiro e, a partir daí, estabeleça suas principais necessidades”.

Mas, fique tranqüila: não é preciso ser radical, nem cortar o essencial. Aos poucos, mude alguns hábitos que não vão comprometer a rotina, como trocar de supermercado. Uma pequena economia aqui e outro ali pode fazer uma grande diferença. Veja algumas alternativas

 - Em vez de  ir à manicure toda semana, pense em ir a cada 10 dias. Em um ano, você terá economizado 25% do que paga atualmente.
- Uma boa opção para ajudar na contenção dos gastos é fazer uma lista com todas as suas despesas e classificar cada item como necessidade, desperdício ou supérfluo. Assim, você visualiza os eventuais exageros.
- Para exercitar uma mudança, responda perguntas como: “Para quê vou continuar sendo sócia de um clube que não freqüento?”; “ Preciso de duas linhas telefônicas em casa?”; “É possível falar um pouco menos no celular?”; “Tenho necessidade de comprar mais um vestido ou uma calça jeans?”; “Posso deixar o carro na garagem pelo menos duas vezes por semana e encontrar outra forma de chegar ao trabalho?”

Zentgraf afirma que cada um sabe o que pode cortar ou mudar no dia-a-dia. “Vale a pena fazermos uma pequena reflexão sobre onde estamos investindo nosso dinheiro”, sugere ele. Um pouco de criatividade pode aliviar o bolso e  -- acreditem -- a mente também.

Andrezza Duarte


22/08/2008

Opine: licença-maternidade de 6 meses

O projeto de lei que amplia a licença-maternidade de 4 para 6 meses foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

Nós queremos saber sua opinião: você é a favor ou contra a licença-maternidade?

Clique aqui e responda.


14/08/2008

Aprovada licença-maternidade de 6 meses

Futuras mães têm motivo para comemorar. A Câmara dos Deputados aprovou ontem (13) o projeto de lei que amplia o período da licença-maternidade de 120 para 180 dias. Como a concessão do benefício será opcional para o empregador, a proposta garantirá o incentivo fiscal para a empresa privada que der os dois meses a mais para suas funcionárias. Para entrar em vigor, o projeto deve passar pela sanção presidencial, uma vez que já foi aprovado no Senado em 2007. A medida tem sido muito esperada pelas mulheres, que vão poder ficar mais perto do bebê nos primeiros meses de vida. Esse contato é rico e indispensável. Não só sob o ponto de vista emocional como é importante também para a saúde da criança, que continuará sendo amamentada no peito da mãe por mais 60 dias.
 
Segundo o documento aprovado, os primeiros quatro meses de licença continuarão sendo pagos pelo INSS e os outros dois serão de responsabilidade da empresa, já que esse valor poderá ser reduzido integralmente do imposto de renda. As companhias que decidirem aderir à proposta ainda receberão o selo “Empresa Amiga da Criança”. No entanto, é provável que elas só adotem o benefício a partir de 2010, quando serão permitidos os descontos fiscais. Já as funcionárias públicas poderão aproveitar a lei logo que for sancionada pelo presidente Lula.

Janaína Castro


28/07/2008

Pensão alimentícia para gestantes

Mulheres abandonadas pelos seus parceiros durante a gestação estão a um passo de conseguir uma vitória. Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou o projeto de lei que garante pensão alimentícia para futuras mães, desde a concepção até o parto. De acordo com a proposta, o pai deverá dividir com a gestante todas as despesas relativas à gravidez, como alimentação especial, assistência médica, exames, medicamentos e parto, na proporção dos recursos financeiros de ambos. Para entrar em vigor, o projeto precisa agora ser aprovado pelo Presidente Lula.

A gestante que desejar pleitear a ajuda financeira deverá ter sua gravidez comprovada por meio de um laudo médico, relatar as condições nas quais ocorreu a concepção e provar a paternidade, mesmo que apenas com indícios, como depoimentos de testemunhas.

Segundo a advogada Sylvia Maria Mendonça do Amaral, especialista em Direito de Família, é muito provável que o suposto pai conteste o pedido. Então, o juiz avaliará a necessidade de ser realizado o exame de DNA fetal -- que, apesar de ser o método mais seguro para se confirmar a paternidade, é invasivo e representa um risco de aborto que varia entre ½ e 2%, além de poder provocar um parto prematuro e outras inúmeras seqüelas, de acordo com Eduardo Cordioli, obstetra e coordenador da maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein.

Se a mãe se enganar ao indicar o pai da criança, ela poderá ser penalizada. “Nesse caso, a mulher poderá ser processada e obrigada a arcar com uma indenização por danos morais e materiais”, afirma a advogada. “Só com o tempo poderá ser verificada a eficiência dessa lei, como será aplicada na prática e quais são os termos que determinam uma paternidade sem que seja feito o teste genético.”

 

Janaína Castro


24/07/2008

Doação de sapatos de tricô para idosos

Projeto Pé Quente
Se você sempre teve vontade de aprender a fazer tricô, agora é a hora. O site Tricoteiras lançou no começo deste mês o Projeto Pé Quente, uma iniciativa muito bacana que vai esquentar os pés dos idosos que moram no Lar Bussocaba Assistência Vicentina, em Osasco, na Grande São Paulo. A idéia é juntar 100 pares de sapatinhos de lã até o dia 8 de agosto, quando serão feitas as doações. Como o site ensina várias receitas de tricô, basta escolher um tipo e botar a mão na massa. Participe!

Janaína Castro
Imagem, divulgação


02/07/2008

Ingrid Betancourt foi resgatada

Ingrid BetancourtApós seis anos como refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), a jornalista e senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt foi resgatada pelo governo da Colômbia nesta quarta-feira (2).

Além de Ingrid, outras 14 pessoas foram libertadas na operação. De acordo com o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, os reféns apresentam boas condições de saúde. 

CLAUDIA sempre acompanhou a tragédia que envolveu a família da senadora, que na época de seu seqüestro era candidata à presidência. Em maio deste ano, entrevistamos seu marido, o publicitário Juan Carlos Lecompte, para a reportagem “Amores interrompidos pelo terrorismo”. Em junho de 2005, na reportagem "Que fim levou Ingrid Betancourt?”, falamos sobre o drama da refém e da luta de seus parentes.

Neste momento de comemoração, CLAUDIA envia seu sentimento de profunda alegria para a família de Ingrid Betancourt. E se solidariza com os familiares dos reféns que ainda estão em poder das Farc.

Redação CLAUDIA
Foto AFP

 


23/04/2008

Campanha pede que cidadãos acompanhem o trabalho de políticos eleitos

Voto coscienteVocê se lembra em quem votou para prefeito nas últimas eleições municipais? Muito provável que sim. Talvez também se lembre quem escolheu para deputado estadual. E vereador? As perguntas ficam cada vez mais difíceis de serem respondidas à medida que os cargos nos parecem menos relevantes e a quantidade de candidatos maior.

Entretanto, vereadores, por exemplo, são nossos representantes na Câmara Municipal, mas comumente são esquecidos ao longo dos 4 anos. Vale apontar que esses políticos influenciam diretamente na melhoria da nossa vida. Acompanhar de perto o trabalho deles é um exercício de cidadania e interesse pessoal que todos devemos praticar. Por isso, hoje será lançada a Campanha Institucional Movimento Voto Consciente, com palestra na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na capital paulista.

Idealizadas pela agência JF/LAW, as mensagens da campanha destacam a importância de estar ciente das atitudes de seu candidato durante seu mandato. Elas comparam essa atitude aos controles simples que temos no nosso cotidiano, como ver as notas no boletim de seu filho ou conferir freqüentemente a quantas anda sua conta bancária.

O lançamento da campanha, que é coordenada pelo jornalista Milton Jung, da CBN e acontece hoje às 19 horas, conta com a presença de Bruno Speck, da ONG Transparência Internacional, João Fernando Camargo, da agência JF/LAW, e Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo.

Serviço
Movimento Voto Consciente
Quando: 23 de abril, às 19 horas.
Onde: Livraria Cultura, Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 - São Paulo, SP.
Quanto: Gratuita, a entrada é por ordem de chegada. Cabem 166 pessoas.

Janaína Castro
Foto Agência JF/LAW/ Divulgação


22/03/2008

Assista aos melhores trechos do debate "O avesso da mulher nota 10"

No dia 7 de março, em São Paulo, promovemos um superdebate que reuniu o psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Santos, a antropóloga Mirian Goldenberg e a atriz Heloísa Périssé. Mediado pela diretora de redação Márcia Neder, o tema deste ano foi "O avesso da mulher nota 10". Com o auditório lotado, os convidados discutiram se a mulher de hoje continua disposta a seguir o modelo de perfeição que a obriga a manter o nível de excelência em tudo o que faz.

No hotsite do projeto Mulheres do Brasil você pode assistir aos vídeos com os melhores trechos do debate. É muito bacana, não deixe de ver!

Gabriella Galvão


12/02/2008

Centro inaugurado em São Paulo dá apoio a mulheres vítimas de violência

Centro

As mulheres que apanham de seus maridos, mas não rompem o casamento por não terem independência financeira, têm uma saída. Foi inaugurado ontem (11), na região central de São Paulo, o 1º Centro de Referência da Mulher, espaço que oferece cursos e oficinas para capacitação e geração de renda, além de dar atendimento jurídico, psicológico e de assistência social, às moradoras da região em situação de vulnerabilidade e exclusão.

Além de aulas, o Centro oferece uma bolsa-auxílio de R$ 200 às  participantes. As vagas do primeiro curso já foram preenchidas por 200 mulheres cadastradas e selecionadas nos Escritórios de Inclusão Social. Serão criadas outras turmas a cada semestre.

A parceria entre a Prefeitura de São Paulo e a União Européia foi o que possibilitou a iniciativa na cidade. Com capacidade para 400 atendimentos por mês, a casa foi aberta a pedido das Delegacias de Defesa da Mulher, que não têm como dar os cuidados especiais às vítimas de baixa renda que sofreram alguma situação de violência moral, física ou sexual.

O secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, responsável pelo Centro, conta que, além do atendimento para as residentes da região da Praça da Sé, o espaço orienta outras 10 instituições espalhadas pela cidade. “Trata-se de uma porta de entrada que recebe e encaminha a mulher que precisa de ajuda”, afirma o secretário.

O Centro de Referência da Mulher atende das 9 às 18 horas, de segunda a sexta-feira, na rua 25 de março, 205.

Anna Freire
foto: Dirceu Rodrigues/Divulgação da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social


30/01/2008

Estado de São Paulo cria companhia de dança e aumenta incentivo cultural

Companhia de DancaA Secretaria de Estado da Cultura anunciou na última segunda-feira (28) a criação da "São Paulo Companhia de Dança". O Governo investirá, inicialmente, R$ 49,6 milhões, a maior ação do país voltada para a dança. Entre as iniciativas estão também a construção de um novo teatro no bairro da Luz e a fomentação do Programa de Ação Cultural (PAC), que incentiva atividades artísticas no Estado.

Com direção artística de Iracity Cardoso e Inês Bogéa, a companhia pretende se tornar referência na área de dança, a exemplo da "Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo", que é decisiva no panorama musical do país.

Serão escolhidos 40 bailarinos em audições pelo Brasil e exterior. O calendário para os testes inicia no dia 13 de fevereiro, em Belém. Nos dias 15, 17 e 19 em Recife, Brasília e Porto Alegre, respectivamente. Em Buenos Aires, Argentina, no dia 21 de fevereiro e em São Paulo no dia 23. As datas devem ser checadas no site

Mais informações:
Associação Amigos das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo

Anna Freire
foto: divulgação


28/01/2008

São Paulo, cidade aquariana, podre de rica e mal amada

No último dia 25 de janeiro foi aniversário da cidade de São Paulo. E fiz o que milhões de paulistanos adoram fazer: fugi da minha cidade, em busca de montanhas, ar puro e silêncio. Coisa que na cidade grande não tem mais.

A viagem foi ótima, mas na volta, naquele momento difícil em que temos que sair da estrada e pegar a marginal Tietê, com trânsito, favela e aquele rio machucado, o assunto da cidade veio à tona no carro e  a conclusão geral é a seguinte: Essa terra é mal amada, todo mundo pensa nela como um lugar onde se pode ganhar dinheiro, mas ninguém gosta dela.  (E, se gosta, precisa compará-la a Nova York, para se justificar, o que é terrível. Por acaso alguém diz que ama NY porque ela parece com São Paulo? Claro que não.  E o que uma mulher acharia se um homem dissesse para ela: eu te adoro porque você se parece com fulana?  Por acaso ela se sentiria amada? Não. E ainda ia ter raiva da fulana).

Mas acontece que eu gosto de São Paulo. E fico mal de ver o tanto que ela é mal amada. É verdade que motivos não faltam para reclamarmos dela, mas aqui permanecemos. Porque também não faltam motivos para permanecer (e cada paulistano tem o seu, particular). Eu fico por causa do trabalho, da escola e do cinema. E por causa das pessoas. As pessoas também são a cidade.

E São Paulo tem gente muito bacana.  Inclusive gente que se movimenta para tornar essa bagunça melhor. Que além de explorar o ouro da cidade, pensa em dar a ela alguma coisa. (Bem-vindos! E obrigada). Afinal, São Paulo é de janeiro, cidade aquariana, o signo da utopia, o signo de quem sonha com um mundo melhor. O signo da originalidade e de quem vê longe. E São Paulo nunca foi míope, nunca deu ponto sem nó.  De algum jeito, a gente vai ter que usar esses recursos disponíveis aqui para melhorar a nossa vida aqui. E eu penso que o melhor modo é se apropriar da cidade – sentir-se parte e também donos dela. Porque às vezes a gente esquece que a casa é nossa. E põe fogo na casa. Até que um dia alguém se lembra que essa casa é herança de família, e que nós crescemos e moramos aqui  (e muitos de nós enriqueceram bastante, outros continuam ralando sem parar. ). Por enquanto, essa memória anda fraca.  Resolvi escrever isso aqui no blog da CLAUDIA porque combina: a redação fica em São Paulo, às margens do rio Pinheiros e perto do buraco do metrô.  (Não, não é para quem mora em lugares mais belos terem pena de nós..) Quem sabe dá para ativar essa memória coletiva entre aqueles que moram aqui; ou que moram longe e nos visitam; ou sentem curiosidade pelo que se passa  por essas bandas, ou que um dia planejam mandar os filhos estudar ou trabalhar nesta cidade. Para que todos possam zelar pela casa.

Quem faz coleta de lixo seletivo, obedece ao rodízio, não buzina e não ultrapassa a faixa de pedestres no farol já faz muito!  Mas amar é mais do que ser politicamente correto. Se o número de bons cidadãos crescer, será ótimo. Mas, na minha opinião, São Paulo não é nem nunca será politicamente correta. É grande e caótica demais para o senso de arrumação. Nós precisamos é de cidadãos sonhadores e amorosos, criativos e ativos – só então estaremos em sintonia com o signo desta cidade.  Acham que é pedir demais?

Déborah de Paula Souza, editora de CLAUDIA


18/01/2008

Disney lança sua primeira princesa negra

árvore de NatalOs estúdios Disney anunciaram a produção da nova animação, “The Princess and the Frog” (a tradução é "A Princesa e o Sapo", mas o filme ainda não tem título em português). A grande novidade do conto de fadas é sua protagonista: Tiana, a primeira princesa negra da corporação.

Já era tempo da Disney criar uma personagem da etnia negra para seu rol de princesas. A primeira vez que colocaram uma protagonista que não é caucasiana foi no premiado “Aladdin”, em 1992, a princesa Jasmine é árabe. Em três anos, estreou uma índia, a "Pocahontas", e, em 1998, a heroína chinesa Mulan apareceu. Somente 10 anos depois, uma afro descendente entra na lista das princesas Disney, que já geraram três bilhões de dólares em vendas desde 1999.

A diversidade é celebrada com o lançamento da animação. A psicóloga Maria Tereza Maldonado afirma a importância de vários grupos humanos serem representados em histórias infantis. A noção de que todas as pessoas podem ocupar diferentes posições sociais é necessária na vida e no imaginário de uma criança. “A percepção do mundo dos pequenos acontece não só pela relação com as pessoas, como pelas brincadeiras, contos e personagens”, afirma a psicóloga.

Ainda não foram divulgados muitos detalhes sobre o filme, cujo lançamento está previsto para o final de 2009. Sabe-se, entretanto, que a história tem como pano de fundo a Era do Jazz, na década de 20, e se passa em New Orleans. Segundo os produtores, a escolha do local é uma forma de mostrar apoio às vítimas do furacão Katrina, que inundou o estado cerca de dois anos e meio atrás.

Anna Freire
foto: divulgação


03/12/2007

TV Digital - O que é isso?

Muito se fala e pouco se sabe sobre a implantação da TV Digital no Brasil. Ontem, 2 de dezembro, o novo sistema estreou na cidade de São Paulo com alguns programas e para as poucas pessoas já preparadas para receber esse tipo de transmissão. Mas a pergunta que viaja com as ondas de sinais digitais é: o que vai mudar na vida de uma comum mortal?

Se você não tiver um decodificador ou se seu aparelho de televisão não estiver preparado para receber a TV digital, nada vai mudar. Só que não é isso que vai nos impedir de entender um pouco mais do assunto, certo? Afinal, em breve as programações digitais estarão disponíveis a todos – pelo menos é o que esperamos.

A principal diferença que interessa, por enquanto, é a nitidez de imagem e som. A qualidade digital é igual ou até melhor do que a de um DVD, dependendo se a sua TV for de alta definição. Aqueles chuviscos que costumam perturbar a novela vão desaparecer definitivamente. O formato de exibição do sinal digital é o widescreen, mais parecido com a tela do cinema, e o áudio é Dolby 5.1, que costumamos ouvir em home theatres. Comparando, o atual sinal analógico tem apenas dois tipos de transmissão de som: mono e estéreo. E a imagem não permite uma visualização tão abrangente - é mais “quadradinha”, ou seja, na proporção 4:3, enquanto na digital é 16:9.

Interatividade, mobilidade e multiprogramação (possibilidade de um canal transmitir até quatro programas simultaneamente) são diferenciais da TV digital que ainda vão demorar a chegar no Brasil.

As emissoras já estão preparadas para exibir seus programas em sinal digital. Além de todo equipamento especial, os estúdios de gravação e a maquiagem precisam de atenção extra. Afinal, quanto mais definição, mais a gente pode enxergar as rugas das celebridades. Existe até um tipo de maquiagem em spray, aplicada por um aerógrafo, desenvolvida especificamente para ser usada em quem aparece na TV nesse novo modelo de transmissão.

Depois de São Paulo, a previsão é que até o final de 2008 outras capitais recebam o sinal digital. Mas a transição completa no país demorará por volta de dez anos. Enquanto isso, o sinal digital e o analógico serão transmitidos ao mesmo tempo para quem não trocar os aparelhos ou comprar um decodificador.

Recebendo o sinal digital

Como nem tudo é oba-oba, a triste notícia é que a maioria dos nossos aparelhos não está preparada para receber o sinal digital. Aí é que entra o tão falado set-top box, uma caixinha que decodifica o sinal recebido para o televisor comum. Como existem vários tipos de boxes, você pode escolher de acordo com o serviço que desejar, sendo que os preços variam entre 500 e 1100 reais. Quando começaram a falar de TV Digital no Brasil, a notícia era de que o set-top box seria vendido por cerca de 100 reais. Então, pode ser que os valores mudem até eu terminar de escrever essa reportagem.

Outra opção é comprar um aparelho com um decodificador já embutido, mas a desvantagem é que ele pode ficar desatualizado, assim como acontece com nossos computadores e iPods. Já o set-top box não é um investimento tãããão pesado quanto uma televisão high-tech e, por isso, pode ser mais facilmente trocado.

Tudo é muito recente e as emissoras ainda estão definindo suas programações digitais. Vale a pena esperar antes de comprar uma nova televisão ou pagar mais de mil reais em um decodificador. Como é novidade, os preços ainda estão muito salgados. E é bom saber o que os canais abertos vão oferecer de conteúdo para decidir o que mais convém a você para, assim, decidir como receber essa nova tecnologia.

No domingo, durante o lançamento da TV Digital, o ministro das comunicações, Helio Costa, afirmou que os preços atuais são absurdos e o presidente Lula se comprometeu a diminuir o valor do set-top box com a ajuda do BNDES. Aguardemos, então.

Janaína Castro


28/11/2007

Como se portar no trânsito? Gloria Kalil ensina

Alô, chics!, Ediouro, é o quarto livro da consultora de etiqueta Gloria Kalil. A obra tem como ponto de partida as perguntas enviadas à autora em seu site e é uma leitura deliciosa sobre os códigos atuais de comportamento. Para você ficar com água na boca, retiramos um trechinho do livro:

No trânsito:

O trânsito numa grande cidade é mesmo aquela beleza que a gente conhece... Mas é possível manter a classe nessa verdadeira prova de resistência moral e cívica. Vejam as coisas que um chic não faz nem morto:

1. Jogar papel, palito de sorvete, ponta de cigarro... ou qualquer lixo pela janela do veículo. Tenham santa paciência! – a gente não devia nem comentar este item...
2. Xingar o motorista do carro vizinho. Contem até mil, mas não cedam a essa tentação. Tem coisa pior do que emparelhar com o xingado no próximo sinal?
3. Usar a buzina à toa. Calcar a mão, na porta do prédio,só para avisar que chegou, é muita folga. Mais chato ainda se a buzina tiver sons exóticos como berrantes de boi, cacarejar de galinha ou som de “O calhambeque”...
4. Travar as passagens das ruas só para não perder um sinal amarelo.
5. Fazer da mala do carro uma boate com caixas de som apropriadas para um estádio, e impor suas músicas ao bairro ou à praia inteira.
6. Dar uma de esperto ultrapassando pela esquerda os carros que estão na fila e, depois, querer que os outros ainda o deixem voltar como se nada tivesse acontecido.
7. Cobrir o vidro do carro com adesivos, cachorrinhos, palhaços, frases engraçadinhas.
8. Cutucar o nariz ou espremer cravos nos engarrafamentos.
9. Conduzir sem camisa ou de regatas em cidades sem praia por perto.
10. Achar que é um direito de toda mãe fazer fila dupla ou tripla na porta dos colégios na hora de buscar os filhinhos.

E homens, por favor, mordam a língua, mas não chamem mulher de Dona Maria. Não tem nada pior!

E atitudes chic(érrimas) no trânsito:

1. Lembrar que trânsito não é uma ofensa pessoal e que, portanto, não precisa ser enfrentado com rancor e fúria assassina.
2. Manter o carro limpo, sem cheiro de cinzeiro velho.
3. Não esquecer que seu adorado cão solta pêlos e que o carro merece um aspirador de vez em quando.
4. Investir num som decente para que as horas do rush se transformem num programa de boa música.
5. Resistir ao celular para não ficar conduzindo como uma pessoa alcoolizada e sem rumo.
6. Sorrir e manter a calma quando crianças ou adultos descuidados sujarem o banco do seu carro. Afinal, carro não é sala de visitas.”

Janaína Castro