06/11/2009

Biografia de Coco Chanel

Audrey Tautou é a estilista Coco Chanel
Audrey Tautou, de "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain", vive a estilista Coco Chanel
As muitas vidas de Chanel

Brilhante, dinâmica e diversa, Gabrielle "Coco" Chanel viveu em um século extraordinariamente colorido. Produtores de cinema frequentemente dizem que, "a realidade é mais estranha que a ficção," e a realidade de Gabrielle Chanel certamente foi além e acima das esperanças até mesmo do mais criativo dos escritores.

Divulgação do filme "Coco Antes de Chanel"

Para Gabrielle “Coco” Chanel, “A lenda acompanha a fama.” Mais de 40 biografias já foram escritas sobre esta extraordinária estilista e sua vida lendária. A experiência de Chanel no século XX foi cheia de audácia, amor, turbilhões e glamour, e sua estória parece uma lição de vida, um romance repleto de aventura.

Nascida em 19 de agosto de 1883, em um lar modesto e provinciano, Gabrielle Chanel ficou órfã ainda criança e cresceu em uma escola de convento. Lá ela aprendeu os rudimentos de costura e aos 18 anos começou a trabalhar como assistente em uma malharia. Ela bordava e costurava, mas logo se entediou e transferiu sua atenção aos cafés-concerts locais. Sua constituição magra e elegante não passou despercebida, e ela passou a cantar no palco, aplaudida por um público que a chamava de “Coco”: um nome que a acompanharia para sempre. Foi ali que ela foi encontrada—e depois adorada—por Étienne Balsan, um rico proprietário de cavalos de corrida. Com ele, Gabrielle descobriu o mundo equestre, um universo que a inspiraria durante toda sua carreira, e a alta sociedade que o acompanhava, com mulheres usando chapéus que ela achava que pareciam “bolos.”

Coco de destacava das outras damas do círculo de Balsan e logo chamou a atenção de um homem que seria o amor de sua vida, Arthur “Boy” Capel. Ele estimulou Gabrielle a fazer chapéus, emprestando dinheiro para ela abrir sua primeira chapelaria na rua Cambon, em Paris em 1910. A boutique na cidade litorânea francesa de Deauville veio logo a seguir, assim como as lojas em Biarritz e Cannes. Seu sucesso foi meteórico e ela rapidamente pagou Boy Capel cada centavo que ele a havia emprestado.

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25/06/2009

Ovo de dinossauro na redação

Recebemos há pouco uma novidade em uma Promoção do filme A Era do Gelo 3Ades NutriKids como "recheio" de um ovo de dinossauro. Isso mesmo, um ovo de dinossauro. A novidade é a parceria da Fox Film Brasil, que lança o filme A Era do Gelo 3 dia 1º de julho – cuja história se passa no mundo dos dinos -, e a Unilever, que estampou a embalagem de cada sabor do suco com as imagens dos protagonistas do filme.
Os ovos e os sucos que chegaram na redação vão para Rodrigo, de 3 anos, filho da nossa editora Sibelle Pedral. Segundo ela, ele não só adora o mundo dos dinossauros como tem uma série de bonecos e de ovos em formatos variados. Em breve publicaremos aqui no blog as fotos da nova casinha dos brinquedos do Rodrigo, aguardem!

Gabriella Galvão
fotos: Luiz Otavio Carvalho


06/03/2009

Documentário homenageia mulheres africanas

Pôster do filme Reze para o Diabo voltar para o InfernoPara celebrar o Dia Internacional da Mulher, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) estreia no Brasil o documentário Reze para o Diabo voltar para o Inferno (Pray Devil Back to Hell), da diretora Gini Reticker. O filme foi rodado na Libéria, na África, e mostra o poder feminino para construir a paz depois de uma guerra civil. A primeira exibição da obra será gratuita e realizada simultaneamente em várias cidades do país no domingo (8), às 10 horas da manhã. Talvez haja alguma variação no horário, dependendo da sua cidade. Confira aqui quais salas participam do evento.

Janaína Castro
Pôster divulgação


26/01/2009

"Austrália" estreia nos cinemas

Nicole Kidman e Hugh Jackman em AustráliaJá está nas telonas a nova superprodução do diretor Baz Luhrmann, o mesmo de Moulin Rouge. Nicole Kidman e Hugh Jackman protagonizam a obra, formando um casal de arrancar suspiros. A história começa antes da Segunda Guerra Mundial, com a ida da aristocrata inglesa Lady Sarah Ashley, personagem de Kidman, à fazenda do marido na Austrália. Mas o encontra morto e percebe que precisa salvar a propriedade herdada. Em sua aventura, Lady Ashley se depara com pessoas tão rústicas quanto suas terras, como os aborígines, os mestiços e o Capataz, papel de Jackman.

Figurino e Hugh Jackman disputam a atenção das espectadoras. As roupas são impecáveis. Dos sapatos Salvatore Ferragamo calçados por Kidman aos trapos usados pelos tocadores de gado, nota-se o capricho da figurinista Catherine Martin, indicada ao Oscar deste ano. Já o ator, eleito o mais sexy do mundo pela revista People, dispensa mais comentários. Apesar de longo, o filme vale a pena ser visto. Mesmo sem surpreender, é uma narrativa de amor e superação que consegue emocionar.

Janaína Castro
Foto divulgação


09/01/2009

Marley & Eu, o filme

Owen Wilson e Jennifer Aniston em Marley & EuSe você ainda não viu, vale apena ir ao cinema para assistir ao blockbuster mais fofo dos últimos tempos. Baseado no livro homônimo de John Grogan, “Marley & Eu” conta a história da formação de uma família que tem como membro o pior cachorro do mundo. Apesar de parecer ruim a palavra “pior”, a desobediência do labrador o torna mais especial ainda. Não tem como não se apaixonar por ele. Estrelam o filme Owen Wilson (“Penetras bom de bico”), Jennifer Aniston (“Quero ficar com Polly”) e gatíssimo Eric Dane (Dr. Mark “McSteamy” Sloan, do seriado “Grey’s Anatomy”). A direção é de David Frenkel, de “O Diabo Veste Prada”. A dica para ver o Marley é ir com um estoque de lencinhos. Mesmo que você não goste de cachorros, a relação entre o homem e seu animal de estimação é muito emocionante. E se você já assistiu ao filme, diga aqui o que achou.

Nota curiosa: para interpretar todas as etapas da vida do Marley, foram usados 22 labradores de várias idades e temperamentos.

Janaína Castro
Foto divulgação


31/10/2008

Cinema para todos os gostos

Estréias nas telonas com ação, comédia romântica, drama e terror. Depois de assistir, não deixe de contar para nós o que achou! 

Gerald Butler em Rock'n'Rolla –A grande roubada“Rock'n'Rolla –A grande roubada”
Agora conhecido como o ex-marido da Madonna, o diretor Guy Ritchie retoma seu estilo violento com pitadas de humor negro em seu novo filme. Depois de amargar com longas insossos, como o “Destino Insólito”, protagonizado pela rainha do pop, ele volta a contar histórias que se entrelaçam no submundo londrino. Dessa vez, com enfoque na máfia russa. O ator maravilhoso Gerald Butler (foto), de “P.S. Eu te amo”, está no elenco. Em DVD, a sugestão é ver duas outras obras de Ritchie: “Snatch – Porcos e Diamantes”, de 2000, com Brad Pitt interpretando um cigano, e “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, nosso favorito, de 1998.

"Um Segredo entre Nós"
Em seu primeiro longa-metragem, o diretor Dennis Lee escalou Julia Roberts e Willem Defoe para viverem o drama da família Waetcher. O filme é apresentado em dois planos: o primeiro trata da infância traumática de Michael, filho do casal, dominado pelo pai e extremamente apegado à mãe; a segunda, mais de 20 anos depois, mostra a volta do menino para sua cidade natal e o reencontro com a família. O longa é construído com muito drama e sensibilidade.

“Eu, meu irmão e nossa namorada”
Uma mistura de comédia e romance, o filme conta a história de Dan (Steve Carell), um viúvo com duas filhas que ganha a vida como autor de uma coluna de jornal. Sua vida vira ao avesso quando se apaixona por Marie (Juliette Binoche), a namorada de seu irmão. O enredo foge dos clichês comuns dos filmes desse gênero e surpreende. O filme é dirigido pelo escritor e roteirista, Peter Hedges.

“Jogos Mortais V”
Para aproveitar o clima de Halloween, ou Dia das Bruxas, uma boa pedida no cinema - se você tiver estômago para o gênero - é o filme “Jogos Mortais V”. Ainda mais sangrento que os quatro primeiros, o quinto filme da saga do violento serial-killer ‘Jigsaw’, já está em cartaz. O filme resgata o suspense presente nos últimos episódios que, juntos, faturaram mais de 500 milhões de dólares. O último episódio segue a mesma linha dos outros, envolto em muito mistério e violência. Vale a pena conferir o primeiro filme da série para entender a trama.

Andrezza Duarte e Janaína Castro
Foto divulgação


05/09/2008

Estréia nos cinemas "Linha de Passe"

Como parar de fumarAssisti aos oito filmes de Walter Salles – três deles co-dirigidos por Daniela Thomas. Fiquei surpresa com Terra Estrangeira, me encantei (como o país inteiro) ao ver Central do Brasil, considerei Abril Despedaçado pura poesia, com aquela fotografia árida e bonita ao mesmo tempo... mas não tenho dúvida em eleger Linha de Passe, que estreou nesta sexta (5/09), o melhor de todos. Walter Salles e Daniela Thomas estão maduros, o elenco afiado, a linguagem tem o tom da verdade. Na história da família de Cleusa (Sandra Corveloni) há autenticidade, muita cumplicidade e afeto. O respeito entre pessoas que se gostam e se perdoam está na tela -- é o retrato de uma família, no melhor sentido da palavra.

Linha de Passe acompanha a rotina da empregada doméstica Cleusa, mulher parecida com outras 18,5 milhões de brasileiras que são chefes de família e criam os filhos sozinhas – os amores sempre vão embora, as crianças ficam para comer, vestir, estudar... tudo por conta delas. O perfil de mulher chefe-da-casa é comum no país. Em 10 anos (de 1996 a 2006), o número de mulheres sem parceiros que carregam o mundo nas costas, como Cleusa, cresceu 79%, nas contas do IBGE.

Dos números, voltamos para o cinema: em cena, está Cleusa, à beira da pia cheia de louças, grávida do quinto filho. Ela é um tipo resolvido e tem uma paixão louca pelo Corinthians – o futebol faz parte do coração da doméstica e do filho Dario (Vinícius de Oliveira). Às vésperas de completar 18 anos, o garoto vê por um fio a chance de passar na “peneira” de um time de futebol. Todas as esperanças de redenção da casa estão depositadas no meia-armador que sonha ser contratado como craque de um grande clube.

Dario não é uma mera invenção de ficcionistas: o roteiro bebe na fonte do documentário Futebol, de João Salles, irmão do diretor. Ele mostra a disputa desesperada de milhares de adolescentes que sofrem todo tipo de humilhação nas filas do teste – os garotos fazem qualquer negócio para se destacar diante dos olheiros que podem transformá-los em Ronaldinho ou Robinho.

O Brasil da periferia está encarnado também no motoboy, filho mais velho de Cleusa, que vacila entre seguir na mesmice de motoboy ou virar um motoboy bandido. O outro filho, o segundo, é a representação da desesperança, recorrendo à religião na tentativa de aplacar a falta de oportunidades. O cenário dele é uma igreja crente que promete fazer paraplégicos andar.

O caçula – único negro da casa – nunca viu o pai. Tudo o que sabe é que o homem não foi casado com a mãe, era negro e motorista de ônibus. O garoto investe toda sua energia para identificá-lo. Essa história me trouxe à memória uma notícia que li no jornal, anos atrás. Walter Salles confessou que também havia lido a mesma notícia – um texto do jornalista Ricardo Kotscho – e se inspirou nela para a criação do caçulinha da família. O texto relatava que um menino de 12 anos, de tanto freqüentar garagens de empresa de ônibus no rastro do pai, acabou aprendendo a dirigir. Ele percorreu 80 quilômetros ao volante. Ao ser detido e enviado a FEBEM declarou que só queria uma coisa: encontrar o aquele que abandonara a família alguns anos antes.

Linha de Passe é também um filme delicado, um momento magistral que deu a Sandra Corveloni a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Por trás do brilhante desempenho da atriz não está apenas um eficiente trabalho de preparação de atores. Sandra faz parte da nação que emerge das dificuldades. Como bóia-fria, ela saiu da zona rural do Mato Grosso do Sul diretamente para o centro urbano de São Paulo. No mesmo caminhão viajavam os irmãos, o pai que virou operário e a mãe que virou doméstica sem carteira assinada. Sandra sabe o que está interpretando e sabe também como é viver num  grupo sempre em busca de identidade – suas raízes estão na maior categoria profissional do país, a das empregadas domésticas.

A estréia do filme ocorreu no mesmo dia em que o BCG (The Boston Consulting) classificou o Brasil entre os países com número de milionários em crescimento: em dois anos, passamos a contar 90 mil novos milionários. Ao todo, eles somam 220 mil patrícios donos de 1,2 trilhão de dólares – apenas no mercado financeiro. Não se pode ler os dados como sinal de mais gente saindo da miséria, claro. A leitura obrigatória é a de que o abismo entre os que têm muito e os que não têm nada, como a família de Cleusa, é cada vez mais largo e profundo.

Patrícia Zaidan
Foto: cena do filme, DanielaThomas, divulgação


29/08/2008

O melhor do cinema na sua casa

Cinemateca VejaA revista VEJA, em conjunto com a Abril Coleções, reuniu 50 filmes marcantes da história do cinema na nova coleção Cinemateca VEJA. Clássicos como “Quanto Mais Quente Melhor”, comédia deliciosa com Marilyn Monroe, e “Pulp Fiction – Tempo de Violência”, obra prima de Quentin Tarantino, estão na lista de dvd’s.

Os filmes vêm acompanhados de livros com informações de bastidores, curiosidades da filmagem, prêmios conquistados, históricos de atores e diretores, entre outros dados interessantes.

Na promoção de estréia, você pode levar a mega-produção "Titanic" por R$ 9,90, comprando também a revista VEJA. Os demais custarão R$ 13,90 cada. Para consultar a lista de filmes, acesse o site Cinemateca VEJA.

Janaína Castro
Foto divulgação


11/06/2008

"A Outra", a vida de Ana Bolena no cinema

Confesso que nos últimos tempos ando mergulhada no universo da dinastia Tudor. Li livros, biografias, acompanhei a polêmica – mas extremamente bem produzida – série americana “The Tudors” e estava realmente ansiosa para ver o filme “A Outra”. Baseado no best-seller “A irmã de Ana Bolena”, da escritora inglesa Philippa Gregory, o filme estréia na sexta-feira, dia 13, em circuito nacional.

Se você leu o livro, não vá esperando a mesma riqueza de detalhes – lembre-se que a história é resumida em duas horas. Mas se ainda não leu, vai gostar de conhecer Maria Bolena, a irmã que foi praticamente ignorada pelos historiadores e que (provavelmente!) teve dois filhos bastardos com o rei Henrique VIII.

O foco do filme é a relação entre duas irmãs envolvidas por sentimentos de rivalidade, disputa, inveja, paixão, mas também marcada por afeto e cumplicidade. Marionetes na mão do pai e do tio, o Duque de Norfolk, elas fazem o que podem para manter a família no poder. No papel de Ana Bolena, uma mulher ambiciosa, inteligente e sedutora, está Natalie Portman (Closer). Já Scarlett Johanson (Ponto Final - Match Point) dá vida à romântica Maria. O disputado rei é interpretado pelo ator Eric Bana (Hulk). O filme é uma boa maneira de sentir como eram tratadas as mulheres na época e ver como Ana era à frente do seu tempo. Mesmo assim o filme mostra uma Ana Bolena com menos influência do que ela realmente teve no que diz respeito a decisões políticas e até na ajuda da disseminação do protestantismo. Ah, o figurino é lindo.

A Herança de Ana BolenaA Herança de Ana Bolena, o livro

E se você acha que a ambição da família Bolena se encerra com a morte de Ana, leia o novo romance de Philippa Gregory. Depois de perder o marido George que, assim como a irmã, foi morto, acusado de traição e incesto, Jane Bolena anseia em voltar para a vida nobre e rica da corte. Uma das responsáveis por ‘dedurar’ o possível romance incestuoso entre Ana e George, Jane se une novamente ao Duque de Norfolk, que anseia em colocar mais uma sobrinha ‘a serviço’ do rei e recuperar o prestígio perdido. Desta vez é Catarina Howard, que ganha a missão de conquistar o coração do rei e roubar a coroa que pertence a Ana de Cleves. O romance conta a trajetória dessas três mulheres submetidas aos desejos e caprichos do rei Henrique VIII e às manipulações dos homens, do poder e da corte. Assim como todos os livros de Philippa Gregory a ficção se mistura à história recheada de personagens interessantes e cruéis. É uma boa opção para se aprofundar na história da época. Segundo a autora, especializada em literatura do século XVIII, suas obras não são meros romances de ficção. “Nunca invento fatos capazes de mudar a história – tudo é fruto de muita pesquisa, mas claro que amarro um ou outro fato com uma pitada de romance”, diz ela no seu site. O livro “A Herança de Ana Bolena”, Editora Record, já está à venda nas melhores livrarias.

Ulrica d'Orey
Fotos, divulgação


26/05/2008

Eu já assisti a Sex and the City - o Filme

Sex and the CityMeninas, podem morrer de inveja: eu já assisti a Sex and the City – o Filme, que estréia em circuito nacional no dia 6 de junho. Déborah de Paula Souza, nossa editora que cuidou da deliciosa reportagem "SEX AND THE CITY: o retrato de uma época sai da TV para o cinema", foi comigo ao cinema, às 10 da manhã, para a sessão especial para a imprensa. E o que posso dizer? A-do-ra-mos! Sim, eu já era fã da série. E não, o filme não deixa a desejar. Nossas quatro amigas de Manhattan desfilam aqueles figurinos ab-fab (de Absolutely Fabulous, a série inglesa cult antiguinha, lembra?) e não parecem em nada ter envelhecido quatro anos – a-hã, já fazia todo esse tempo desde o fim da sagrada meia-hora feminina diante da telinha.

Só vou contar um pouco para não estragar a surpresa, tá? Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) está com seus 40 anos, é uma escritora de sucesso e continua apaixonada por Big. Os dois têm uma vida ótima juntos e então resolvem se casar – num daqueles diálogos que construíram a fama da série. E aí começa a confusão. Mas Charlotte York (Kristin Davis), Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) e Samantha Jones (Kim Cattrall) estão por perto para segurar a mão da amiga em apuros.

Cada uma está num momento de vida bem diferente. Charlotte está casadíssima, com uma linda filhinha adotada, sentindo-se feliz “todos os dias”. Samantha vive em Los Angeles com seu namorado-astro-de-cinema, e a última vez em que se sentiu feliz no seu relacionamento foi “há cerca de seis meses”. Ela passa boa parte do tempo de olho no vizinho gato que aparece nu em praticamente todas as suas cenas (incluindo um nu frontal, ou melhor, lateral). E Miranda está em crise com Steve, pai de seu filhote lindo.

É um programão do tipo sessão da tarde, de preferência para ver com as amigas e de lá emendar uma sessão nostalgia, relembrando os altos e baixos das nossas heroínas. Quer saber? A verdade é que por duas horas e ao preço de um ingresso, a gente ganha licença para dispensar a mulher-maravilha (responsável, responsável, responsável) e apenas sonhar um pouco nossos sonhos de menina, aqueles que no fim das contas nos acompanham a vida inteira – encontrar o grande amor e, com ele, a felicidade para sempre. Mesmo que ela não venha exatamente do jeito imaginado e que um anel de noivado possa ser substituído por um par de Manolos.

Divirta-se!

Lúcia Barros, redatora-chefe de CLAUDIA
Foto: Divulgação


16/04/2008

Romance e música em "Apenas uma vez", sugestão de filme para o fim de semana

imagem de mulher saindo da águaQuem gosta de uma boa história de amor e de boa música tem um programa imperdível a partir desta sexta-feira: assistir ao filme Apenas Uma Vez (Once, Irlanda, 2006), que entra em circuito nacional. Ulrica D’Orey, editora de Beleza de CLAUDIA, e eu fomos a uma pré-estréia esta semana, em São Paulo, e adoramos tudo!

A produção irlandesa é de uma simplicidade incrível para os nossos tempos exagerados: a filmagem durou duas semanas, custou meros 150 mil dólares e os protagonistas, que não têm nem nome na trama, não são atores – o roqueiro irlandês Glen Hansard é vocalista da banda The Frames, da qual o diretor e roteirista John Carney já foi baixista antes de enveredar pelo cinema; e a jovem Markéta Irglová, de 19 anos, nascida na Moravia e residente em Praga, na República Tcheca, é compositora e multiinstrumentista.

A história se passa em Dublin, capital da Irlanda, e mostra o encontro de um guitarrista e compositor desses que tocam na rua e de uma imigrante tcheca que é pianista. É o amor comum pela música que aproxima esses dois párias sociais e muda a vida de ambos. Até um aspirador de pó faz parte dessa história inusitada, contada por meio das canções. Todas as músicas são de autoria de Hansard e você certamente vai sair do cinema cantarolando o tema que levou o Oscar deste ano de Melhor Canção – Falling Slowly.

Fica a nossa sugestão. Depois você nos conta o que achou.

Lúcia Barros, redatora-chefe de CLAUDIA
foto divulgação


09/04/2008

São Paulo recebe mostra de cinema e publicidade sobre aids

imagem de mulher saindo da águaDe 10 a 17 de abril, a capital paulista exibirá a IV Cinema Mostra Aids, apresentando 27 filmes que abordam questões relacionadas ao vírus HIV e à doença.

A novidade ficará por conta das 71 propagandas e campanhas vindas de 20 países, que alertam a população sobre a aids. Elas serão mostradas entre comédias românticas, animações, dramas e documentários, como parte da I Mostra de Filmes Publicitários e Aids.

A ONG responsável pela organização do evento, o Grupo pela Vidda/SP, trabalha desde 1989 na luta contra a doença. Também estão na iniciativa o Espaço Unibanco de Cinema e os Programas Nacional, Estadual e Municipal de DST/Aids.

Os ingressos serão vendidos a R$ 5 nas bilheterias do Espaço Unibanco.

Depois de São Paulo, a mostra passará por Florianópolis em junho, no VII Congresso Brasileiro de Prevenção às DST e Aids, e pelo Rio de Janeiro até o final de 2008.

Confira a programação no site do Grupo Vidda/SP.

Janaína Castro
foto Carlos Cubi


22/02/2008

Perverso, o favorito para o Oscar 2008: "Onde os Fracos Não Têm Vez"

Centro

Sábado à noite, sala cheia no Kinoplex Itaim, em São Paulo, e um público ansioso por um dos favoritos do Oscar de 2008, “Onde os Fracos Não Têm Vez”. O filme é adaptação do romance homônimo de Cormac McCarthy e dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Coen, que já entraram para a história do cinema com “Fargo”.

Depois da sessão, notei muitos comentários decepcionados - o que é, de fato, compreensível, já que o final da história está longe do que esperamos em uma obra hollywoodiana. Mas eu fiquei impressionada.

Não acredito que seja um filme obrigatório na vida de alguém, como “Fargo”. Entretanto, o clima de faroeste com elementos pós-modernos – que incluem excesso de brutalidade, tráfico de drogas, pitadas de humor negro e muita frieza, acabou me cativando.

No início, longas seqüências mostram uma bela fotografia do deserto texano, nos EUA. Aos poucos, o que parecia ser tão lento quanto “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford” (desculpem-me os fãs, mas só de digitar o título me deu sono, o filme, mais ainda) acende em uma trama de suspense, sustos e muito sangue.

O veterano da Guerra do Vietnã, Llewelyn Moss, interpretado por Josh Brolin, descobre um grupo de traficantes de heroína mortos e uma mala com 2 milhões de dólares, que guarda para si num ato de suposta esperteza. Mas, como é de se esperar, ele não pode sair ileso. A conseqüência é sua perseguição por um sociopata com mania de limpeza, interpretado pelo espanhol Javier Bardem, que está excelente no papel, apesar do penteado (foto). Complementa a história o xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones). Ele dá um respiro de compaixão para o enredo, mesmo que também esteja perseguindo o “ladrão por ocasião” e o assassino.

Ao contrário da maioria das pessoas que estavam assistindo ao filme, estou em paz com o meu investimento, pois 22 reais por um ingresso devem ser encarados como tal. Além de ter visto um longa bem feito, saí da sala questionando a minha própria moral sobre o que eu faria com um dinheiro achado e se o medo seria menor do que a ganância. Ainda não cheguei a uma conclusão.

A cerimônia do Oscar 2008 acontece no próximo domingo, dia 24, a partir das 22 horas. Será transmitida no Brasil pelos canais Globo e TNT.

Anna Freire
foto: divulgação


31/01/2008

Hollywood caçando pipas em Cabul

Cacador de pipas

Fui ver o filme "O Caçador de Pipas". Confesso que não li o livro por puro preconceito contra  best-sellers. O filme me comoveu porque foi feito para comover e também porque os atores são bons.  Gostei especialmente do pai do menino Amir – porque ele não é nem tão bom nem tão mau, é apenas um homem íntegro tentando criar o filho sem fazer besteiras demais. Que detesta ismos – tanto o islamismo como o comunismo, portanto um personagem com quem é fácil se identificar.  A história dos pequenos amigos Hassan e Amir é tocante e o filme tem um quê de auto-ajuda. Está cheio de lições sobre a amizade; a covardia e a coragem; o remorso e a possibilidade de reparar o mal que fazemos aos outros. Esse final redentor me aliviou na hora. Mas, a cada dia depois do filme, fui piorando. Acho que Hollywood não deu conta da tristeza de Cabul. Nem eu.

Déborah de Paula Souza, editora de CLAUDIA
foto: divulgação




22/01/2008

"Meu nome não é Johnny", o filme

cartaz do filmeFui assistir ao filme Meu nome não é Johnny, com a certeza de que veria um filme muito bom. Confesso que até fiquei com receio da expectativa estragar a impressão, mas isso não aconteceu.

Inspirado no livro homônimo escrito por Guilherme Fiúza, o longa é dirigido por Mauro Lima e tem Selton Mello e Cleo Pires como protagonistas. O filme conta a história de João Guilherme Estrella, que foi um típico adolescente da zona sul carioca e adulto se transformou no maior vendedor de drogas do Rio de Janeiro. João não tinha limites, vivia intensamente e acabou sendo preso em 1995. O processo foi sentenciado por uma das juízas mais rigorosas do país, e a cena do julgamento - em que João tenta provar ser apenas um jovem que não conhecia limites e não um chefe de quadrilha - é uma das mais emocionantes de todo o enredo. Também achei muito interessante ver como ele, mesmo com uma vida desgovernada, não saiu do lado dos pais - pode parecer piegas, só que isso me fez refletir sobre a importância da familia nas nossas vidas, ou melhor, na minha vida, e como eu seria mais feliz se meus pais morassem na mesma cidade que eu.

Entre uma pipoca e outra, dei muitas risadas, fiquei impressionada, engoli seco, refleti, pensei na família e nos amigos que permanecem ao nosso lado da infância à velhice, na necessidade e no merecimento de uma segunda chance e... chorei. Adorei a idéia lúdica dos créditos virando pó na apresentação do filme, a presença da mãe no julgamento, a postura da juíza, o pedido de desculpa, o figurino 70-80-90 e a trilha sonora que, com certeza, eu vou comprar. O site oficial do filme também é bacana e bonito, tem o blog do João Estrella, wallpaper, entrevistas e fotos, vale uma visita.

Gabriella Galvão
foto: divulgação


18/10/2007

31ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

Do dia 19 de outubro até 1º de novembro, a capital paulista recebe mais de 60 filmes


Sempre que chega a Mostra Internacional de Cinema, eu fico ansiosa querendo ver tudo ao mesmo tempo. Tarefa humanamente impossível, eu sei, mas não custa sonhar. Aposto que esse é o dilema de todo mundo que circula pela capital paulista e adora cinema. Ainda assim, vale muito a pena ir a uma boa sala e curtir os filmes que mais têm a ver com o seu gosto.

Para quem não sabe como decidir entre as diversas obras exibidas durante a semana, a sugestão é escolher aqueles que têm menor chance de entrar no circuito comercial. Claro que filmes de grandes diretores, como Tarantino com À Prova de Morte, são quase irresistíveis, mas é melhor esperar um pouquinho e não entrar em filas absurdas. São opções mais atraentes filmes como Angel, do francês François Anzon, que promete uma fotografia lindíssima ou, então, Caramel, da diretora libanesa, Nadine Labaki, que trata de situações comuns às mulheres do Oriente Médio.

Confira as sinopses e os diretores que estarão presentes nas telas paulistanas, além da programação completa, no site oficial da Mostra. Ah, fique ligada para comprar os ingressos - as sessões costumam ser bastante procuradas.

O Portal Abril está com um blog superatualizado com notícias e comentários sobre a Mostra. Clique aqui e veja.

Informações
Site:
31ª Mostra Internacional de Cinema

Telefones de atendimento:
(11) 3142 9248 / (11) 3141 9280

Janaína Castro
foto: divulgação