Livros para presentear as crianças
Se você está sem ideia ou até sem dinheiro para dar presentes de Dia das Crianças para os pequenos, confira nossa seleção de lançamentos muito bacanas, que divertem e encantam a criançada. Clique aqui e veja as sugestões de livros que custam de R$ 19,90 a R$ 43.Seu filho boicota os estudos?
O seu filho entrou na adolescência e começou a ir mal na escola? Aulas de reforço não estão melhorando o seu desempenho? Então o problema dele pode não estar relacionado apenas a dificuldades de aprendizagem. Pode ser uma questão comportamental, o que é bem comum na adolescência, que é uma etapa do desenvolvimento caracterizada por muitas alterações físicas, mentais e sociais. Bullying, internet demais, sono... Tudo isso pode atrapalhar um adolescente.
Pensando nisso, a equipe do EDUCAR PARA CRESCER preparou um teste em que você pode verificar se o comportamento do seu filho o prejudica na escola. Elaborado com a consultoria de Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), o teste pode ajudá-la a entender como é o comportamento do seu filho em relação aos estudos, aos professores e aos colegas.
Feito o teste, não deixe de ler a matéria em que, a partir de entrevistas com educadores, psicólogos e coordenadores pedagógicos de escolas, enumeramos os principais problemas comportamentais dos adolescentes. Se você não sabe como agir, pode encontrar algumas dicas ali. Mas não são só os pais que deve entrar em ação nessas horas. A escola tem um papel muito importante e, por isso, perguntamos aos especialistas como professores, diretores e coordenadores pedagógicos podem (e devem) ajudar alunos com problemas.
Faça o teste, leia a matéria e, se preciso, entre em ação para ajudar o seu filho a superar as dificuldades típicas da adolescência.
Marina Azaredo
Repórter do Educar para Crescer
Harry Potter, Crepúsculo e o mundo dos adolescentes
Dei Emma pra minha sobrinha no Natal. Ela ficou emburrada e segredou pra minha irmã: "Mas eu dei tooodas as pistas de que queria ganhar Amanhecer". Eu não sabia da existência de Stephenie Meyer e de sua série vampiresca - aliás, mal tinha digerido JK Rowling. Quase apelei pra mentira: "Leia, é inspirado nas estrepolias de Emma Watson". A atriz ainda não tinha deixado a calcinha à mostra na pré-estreia de Harry Potter, mas já era um espelho para minha sobrinha.
Enfim, dei o clássico de Jane Austen porque acredito na importância da literatura na formação dos jovens. Não quero que ela deixe de ler Gossip Girl, Querido Diário otário, Coração de Tinta, O Diário da Princesa e outros best-sellers. Mas quero que ela leia quem realmente escreve bem. Por isso, adorei este hotsite produzido no EDUCAR PARA CRESCER, que ensina a trabalhar os oito livros mais lidos pelos adolescentes em casa e na escola.
Bettina Monteiro
Editora do Educar para Crescer
O que fazer com as crianças nas férias?
Férias no museu
Uma seleção de centros culturais, museus e instituições que oferecem atividades divertidas (e educativas!) para você curtir com seus filhos
Todo julho é a mesma coisa. Filhos em férias e pais nem tanto. Entre os cursos de férias, os acampamentos e a comodidade da TV, estão as inúmeras atrações que a própria cidade esconde. Garanto: ser turista em sua própria cidade pode ser muito divertido. Negocie com seu chefe ou prepare-se para o feriadão. E dê uma canja para os pequenos. A equipe do Educar para Crescer selecionou os melhores centros culturais, museus e instituições do Brasil. São atrações que ao mesmo tempo oferecem atividades educativas e divertidas para as crianças. Do Aquário de Santos ao Museu de Tecnologia da Puc, em Porto Alegre. Do Instituto Brennand, no Recife, ao Museu Imperial, em Petrópolis. Veja o especial de férias do Educar para Crescer e vote na sua atração favorita.
Entre todas as atrações, fiquei muitíssimo bem impressionada com o Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. Além do acervo e das exposições temporárias, da possibilidade de ser acompanhado por monitores, ele produz materias muito interessantes para que as crianças (e os adultos também) reinterpretem o conteúdo aprendido. São livros com caça-palavras, palavras cruzadas, jogos de lógica e outros desafios para brincar e aprender. Diversão com aprendizagem: quer mistura melhor para as férias? Parabéns ao museu, levou meu voto.
Bettina Monteiro, editora da coluna Boa Viagem, de CLAUDIA, é editora do Educar para Crescer
As crianças de hoje são as mulheres de ontem
O que têm em comum as crianças de hoje e as mulheres dos anos 50? Segundo a norte-americana Lenore Skenazy, idealizadora de um movimento para libertar nossos filhos das nossas neuras com relação à segurança, muito. É uma discussão inovadora e interessante – ainda que, como mãe de duas bebês e moradora de São Paulo, eu no momento prefira ficar no nível teórico de toda essa história.
O raciocínio é o seguinte: nos anos 50, depois de uma década trabalhando por conta da necessidade de mão de obra feminina que a Segunda Guerra inaugurou no Ocidente, as mulheres de repente começaram a receber a seguinte mensagem, basicamente de todo lado: ei, o que mesmo você está fazendo trabalhando aí? Já para casa, você é por demais boba, doce, fofa para o mundo lá fora. Para Lenore, é exatamente o que estamos hoje fazendo com nossas crianças. Se uma ou duas gerações atrás a meninada andava até a escola, pegava ônibus sozinha, brincava na rua e por aí vai, hoje a infância vive trancada em casa. (Claro, claro, estamos falando da infância de classe média e alta, muito bem entendido)
“Sofremos uma lavagem cerebral de medo e nossas crianças pagam o pato”, escreve Lenore hoje em um artigo em blog do Washington Post. “Cortamos suas asas e nos perguntamos por que será que elas estão entediadas, tristes, gordas.”
Os pais estão preocupados com a segurança dos filhos, óbvio. Mas Lenore argumenta que não é verdade que nossas crianças estejam vivendo num mundo mais perigoso para elas. Ela cita, por exemplo, o número um dos medos dos pais americanos: que seus filhos sejam raptados ou assassinados por estranhos. E argumenta: essa possibilidade é absolutamente rara, em termos estatísticos, a chance de uma desgraça dessas ocorrer é de 1 em 1,5 milhão.
Para saber mais sobre as ideias dessa escritora que vive em Manhattan com o marido e dois filhos pré-adolescentes, visite o site freerangekids.com. O livro dela “Free Range Kids: Giving Our Children the Freedom We Had Without Going Nuts With Worry” foi publicado no mês passado, pela Wiley & Sons.
Lúcia Barros, editora-chefe de CLAUDIA
Dia da Educação: informe-se para acompanhar a educação das crianças
Nesta terça-feira (28) comemora-se o Dia da Educação. Se você é uma mãe dedicada, sabe que ela não acontece só dentro da escola. Ao contrário. A participação da família na educação dos filhos representa 70% do desempenho escolar deles. Isso quer dizer que a infra-estrutura de um colégio pode até impressionar os pais, mas não interfere de forma tão notável no desempenho das crianças na escola. A conclusão surgiu de um levantamento da Fundação Itaú Social. Danuza Leão também defende a importância da família na formação das crianças. “A melhor coisa que os pais podem fazer pela Educação dos seus filhos é dar o exemplo”, diz a colunista de CLAUDIA. E ela acredita que essa afirmação vale tanto para os valores éticos, que a família tem obrigação de transmitir aos pequenos, como para aspectos pedagógicos, como a valorização da leitura.
Gostaria de participar mais, mas não sabe por onde começar? Leia as reportagens 10 perguntas que os pais devem fazer aos professores e 8 razões para ir à reunião de pais e mestres, do site Educar para Crescer. Sua maior dificuldade é conversar com eles sobre sexualidade? Então clique em Como falar sobre sexo?, que pode ajudá-la a esclarecer dúvidas sem mitos nem atropelos. Como fazer os pequenos respeitarem e entenderem as diferenças? Como formá-los para um mundo que parece ter perdido valores essenciais? Se suas maiores dúvidas recaem sobre a formação das crianças, clique em Como educar para a paz? e Valores na Educação, que reúne um precioso apanhado de conselhos de Paulo Gaudêncio, Yves de La Taille e outros especialistas.
Bruna Nicolielo, repórter do site Educar para Crescer
Etiquetas para uniforme infantil
Minhas filhas vão para a escola no ano que vem, pela primeira vez. Então estou descobrindo um universo inteiro. Esta semana foi a vez das etiquetas para colocar nos uniformes delas. Achei essas bacaníssimas que você vê aí do lado. A escolha é ampla: letras assim e assado, das mais diversas cores, fundo com menininha, com menininho, com bichinho, apenas com estampas, e até mesmo simples, branco (definitivamente, não para meu espírito um tanto barroco quando se trata de vestir). O melhor da história é que basta passar a etiqueta a ferro sobre a roupa que ela cola – fácil assim! Claro que esta mãe que trabalha adorou a idéia, encomendou logo 30 de cada e, semana que vem, vamos passar muito uniforme a ferro lá em casa...
Lúcia Barros, editora-chefe de CLAUDIA, mãe de Laura e Rachel
Foto Janaína Castro
Cuidar de filho 24hs!? Tô fora!
Ai, ai, ai, eu não poderia discordar mais desse raciocínio.
Se há idealização aqui, é do papel de mães e pais – mas sobretudo de mães, uma vez que somos nós que historicamente assumimos a maior parte, quando não todo, o cuidado com os filhos. E esses cuidados demandam tempo integral e energia quase infinita. Deixando teorias de lado e passando ao aspecto absolutamente prático da maternidade: como é que uma mulher vai trabalhar fora e cuidar sem nenhuma ajuda do filho, tudo ao mesmo tempo? Não dá. Então, cada mulher se vira como pode: muitas têm a ajuda das próprias mães para ficarem com os netos, outras contam com creches públicas ou das empresas em que trabalham, outras ainda, têm apenas a opção de contratar uma babá. No final de semana, além de aproveitar a companhia adorável das crianças, muitas de nós têm que também dar conta de supermercado e outros afazeres domésticos, têm que ir ao cabeleireiro (porque estar apresentável é obrigação no mercado profissional e, graças a Deus, é também direito de todas nós que amamos ser mulheres!), têm que resolver mil e uma pendências que durante a semana não é possível...
Falta de tempo, hoje, é problema real de mulheres e homens, assoberbados com a quantidade de coisas por fazer. Em tempos de crise, o quadro tende a piorar, porque muitas empresas já estão demitindo e tantas outras o farão, e quem ficar vai trabalhar ainda mais do que antes. É estranho, então, ver a Rosely argumentar que “a falta de tempo dos pais tem sido usada para explicar tantas buscas de recursos”, quando, na verdade, “esse estilo tem muito mais a ver com a nossa cultura”. Bem, a falta de tempo é parte da nossa cultura. E é real. Então eu entendo perfeitamente os pais que contratam bufês para comemorar o aniversário dos filhos – a alternativa seria a mãe parar de trabalhar para cuidar da festa? E falo só na mãe porque do pai tenho certeza que ninguém se atreveria a pedir isso!
Entendo perfeitamente, também, quando os pais vão para hotéis com monitores. Estar com os filhos é o máximo – e também exaustivo num sistema de 24 horas por dia. Será que mães que trabalham não têm direito a alguns momentos do dia, nas suas férias, para só ficarem sem fazer nada? E mesmo mães que não trabalhem fora, será que delas temos o direito de exigir que fiquem em tempo integral com os filhos porque senão não os amam verdadeiramente?
Acho que precisamos parar de idealizar a maternidade. Precisamos parar de cobrar perfeição das mães. Elas já se cobram o suficiente. E sem precisar que ninguém venha colocar em dúvida seu amor pelos filhos porque parte do cuidado com eles é exercida por outras pessoas.
Lúcia Barros
Editora-chefe de CLAUDIA e mãe de Laura e Rachel
Dia dos pais - como ajudar o pai a ser pai
Ser pai não é uma tarefa fácil e as mães têm um papel fundamental na hora de ajudá-los a exercer a função. Veja o que você pode fazer pelo pai de seu filho e confira dois emocionantes depoimentos de homens amorosos sobre paternidade
Se você mora com o pai dos seus filhos
Conversem sobre a educação, evitando contradições – pelo menos na frente da criança. Fuja de chavões do tipo: “Vou poupar seu pai”, bem como de ameaças: “Se seu pai souber, vai ficar bravo”.
Se você é mãe solteira ou separada
Facilite o convívio da criança com o pai. Jamais faça do filho um portador de recados para seu ex. Não fale mal do pai para a criança: até um péssimo companheiro pode ser um ótimo pai – e, se não for, deixe que exerça a paternidade.
Se seu filho não tem pai
Na falta de alguém que exerça a função paterna, outra figura ou instância será incorporada pelo inconsciente da criança – pode ser até o trabalho da mãe ou qualquer coisa que o afaste dela. Esse é o modo de a criança aprender que não pode ter tudo. Se você tem um parceiro, é preferível dizer ao filho que não pode ficar com ele porque vai sair com seu namorado do que justificar a ausência por outro motivo, como o trabalho. “É melhor para a criança lidar com a raiva dirigida a um namorado de carne e osso do que a uma entidade abstrata, como o trabalho”, explica o psicanalista Jorge Forbes.
Leia os depoimentos sobre paternidade:
César Rodrigues Barbosa, viúvo, pai da atleta Jade Barbosa, que integra a seleção brasileira de ginástica nas Olimpíadas de 2008, em Pequim
Carlos Frederico de Melo Silva, casado, pai de Marina, 2 anos e meio, e Gael, 4 meses
Reportagem Maria Emilia Kubrusly, Déborah de Paula Souza e Kizzy Bortolo









