29/09/2006

Domingo, escolha seu candidato

Às vésperas das eleições, é enorme o número de correntes que recebo, via internet, incentivando o voto nulo ou branco como protesto. Intrigada com os efeitos desse tipo de campanha, procurei o cientista político Eduardo Viveiros, membro do Núcleo de Estudos de Arte, Mídia e Política da PUC-SP. Ele lembra que o cidadão tem pleno direito de anular o voto, mas isso significa omissão em relação às propostas. E, de fato mostrar indiferença para com o Brasil. Apostar na nulidade do sufrágio como forma de manifestação não é o melhor caminho, pois os votos não-válidos também são contados e acabam legitimando um resultado que interessa aos outros e não a você.

Neste ano, depois de tantos escândalos, está complicado eleger um candidato para nos representar. E é preciso agir rápido, a votação é domingo. Se você começar a pesquisar agora, terá a sensação de que está no supermercado, com todos os candidatos ali, como produtos, dispostos nas prateleiras. Você passa correndo com o carrinho e tem que selecionar o que quer levar. Parece difícil, não?

Mas existem sites onde podemos analisar melhor cada um deles. O Transparência Brasil (clique aqui para acessar), por exemplo, disponibiliza a biografia política dos candidatos a deputado federal que já tiveram algum cargo público relevante, incluindo suas ocorrências na Justiça. Eduardo Viveiros também aponta o Portal da Câmara Federal (clique aqui para acessar) como um meio de conhecermos os projetos de lei e outras proposições de cada deputado em exercício. Já o site Políticos do Brasil (clique aqui para acessar), organizado pelo jornalista Fernando Rodrigues, fornece a ficha de todos os candidatos para os cargos de presidente da República, senador, governador, deputado federal e deputado estadual. Inicie a busca e faça a escolha.

Já estava me despedindo do cientista político, quando ele me contou que uma pesquisa recente indicou as mulheres como a parte do eleitorado mais consciente de seu voto. Domingo é dia de confirmar esse estudo vasculhando a vida política e pessoal do cidadão que vai falar por você durante os próximos quatro anos. Sempre haverá um nome mais identificado com o seu pensamento. Opte, em vez de simplesmente lavar as mãos.

Janaína Castro


28/09/2006

Nas novelas, só gente bonita

Numa entrevista, Manoel Carlos, autor da novela global Páginas da Vida falava que vilão está na moda e mocinhos íntegros em cenas apaixonadas estão por fora. E dizia mais: a população quer ver beldades na TV, gente "com pele boa". Não assisto à novela, porque nunca estou em casa no horário. Mas acompanhei alguns capítulos de Páginas da Vida e algumas polêmicas também.

Ao ver Regina Duarte no papel de Helena, pensei: " Deve ser botox!". O tempo passou e a imprensa descobriu a fórmula mágica: Baselight, um programa que equaliza as cores do vídeo e pode neutralizar rugas e outras imperfeições da pele. "Fantástico", disse para mim mesma! Fantástico mesmo?

Segundo Renata Pallottini, do Núcleo de Pesquisa em Telenovelas, da USP, o telespectador realmente gosta de apreciar o belo, mas os atributos físicos não são imprescindíveis. "Se isso fosse determinante, nossas atrizes talentosíssimas que não são bonitas, não teriam vez. O que seria da grandiosa Laura Cardoso?", pergunta.

Também do núcleo da USP, Maria Lourdes Motter considera a estética à la Gisele Bündchen um direito do telespectador que consome ficção e, principalmente, telenovela. "O feio nos chega no dia-a-dia como carência, exclusão, miséria e opressão. No horário do sonho, no espaço da fantasia, a beleza é fundamental", diz. "Uma personagem pode ser feia, se a feiura está prevista na história. Mas a Regina Duarte não pode aparentar mais idade do que a Helena tem no roteiro", completa. Então, será que o problema é que apenas personagens lindos e jovens têm vez no roteiro?

Juliana Diniz

28/09/2006

O diabo veste Prada. E você? Veste o quê?

Cena crucial do filme O Diabo Veste Prada: Meryl Streep, a poderosa Miranda Priestley, mulher capaz de qualquer expediente para se manter no comando da mais importante revista de moda do planeta – diz para a sua jovem assistente: "Você é igual a mim". Nessa frase, deixa claro que a estagiária Andy (Anne Hathaway) -- que havia chegado ali malvestida, cheia de ideais universitários, querendo mudar o mundo com seus textos sobre sindicatos --, na verdade, gosta mesmo é de luxo. Muito luxo.

E não só Andy. Para Miranda, todo ser humano ama o glamour, a fama e a bajulação. Ela não está errada. O tempo inteiro, a platéia suspira com o que vê na tela. Sucumbe às tantas bolsas, sapatos, casacos, jóias e vestidos de cair o queixo. Muito Valentino, Dolce&Gabbana e, lógico, Prada. O merchandising é personagem, não pano de fundo. Embora as grifes aproveitem o cinema para marcar presença junto ao público, elas (e o significado que carregam) sustentam a história. As grifes mostram o quanto o desejo de consumo se confunde com a imagem de cada um. Se não tenho Prada, mas sonho em usar Prada, logo faço parte desse time e me aproprio dos seus valores.

Há quem diga que o filme de David Frankel é futilzinho. Eu digo que é divertido. E passa perto de algumas reflexões, como: que Prada você veste para subir na vida, disputar espaço no trabalho, na relação amorosa, na convivência com os vizinhos? A mocinha do filme substitui o amor pobre, os pais, os amigos, as velhas crenças por aquilo que ironizava. Troca o cabelo desgrenhado por um último-tipo bem repicado, aprende o que é um curvex Shu Uemura e decola seu projeto no mundo da moda. Um editor da revista (Stanely Tucci) colabora com as reflexões quando ouvi a mocinha dizer que sua vida particular está caótica. A resposta dele vem nesta linha: "Bem-vinda ao clube. Quem trabalha muito não tem tempo para o pessoal". Vá ver o filme e decida com que roupa você quer andar por aí.

Um beijo
Patrícia Zaidan


28/09/2006

Saiba mais sobre queda de cabelo

Assisti a uma palestra sobre queda de cabelos e descobri que muito mais gente do que eu pensava sofre desse mal. Segundo a dermatologista Denise Steiner, cerca de 80% dos homens e 50% das mulheres apresentam algum tipo de queda, mesmo que não seja perceptível. Esse dado me deixou assustada, pois todas as mulheres praticamente idolatram seus cabelos. Mais do que beleza, eles representam a nossa personalidade e feminilidade.

Quando ficamos estressadas, doentes ou emagrecemos, a tendência é que os cabelos fiquem mais opacos e frágeis, isso eu já sabia. Mas agora entendi como funciona esse processo. Cada fio está protegido por um folículo que fica lá dentro da pele. Seu ciclo de vida começa com o crescimento. Somente nessa fase, ele pode demorar de dois a oito anos!
Se você acha que seu cabelo demora muito para crescer e nunca atinge o comprimento que você gostaria, a explicação é a seguinte: pode ser que a fase de crescimento dele dure só dois anos e, logo, o cabelo pare de crescer e comece a se preparar para cair. "Dos fios do nosso couro cabeludo, 85% estão na fase de crescimento e o restante, na de queda", diz a médica.

O natural é que a gente perca 15% dos 150 mil fios que possuímos, durante um período de três meses, mas é difícil fazer uma quantificação que avalie se há ou não uma queda anormal. "Em geral, as mulheres percebem quando ocorre uma variação, que é comum, por exemplo, após o parto, febres e anemias", explica a dermatologista. Nosso organismo gasta muita energia para manter o cabelo saudável (é o segundo maior gasto, só perdendo para o sangue). Por isso, quando ficamos doentes, ele desloca essa energia para outras funções.

Já os desequilíbrios emocionais, como os picos de stress, a morte de um parente, pressão no trabalho ou uma grande mudança, desencadeiam um problema auto-imunológico. O organismo reconhece o cabelo como um agressor, causando uma inflamação no bulbo e dificultando o crescimento.

Há ainda a queda de cabelo de origem genética, a calvície propriamente dita. Um gen dá a ordem para que os cabelos do topo do couro cabeludo comecem a afinar. Eles ficam cada vez mais fracos até que a raiz atrofie. Mas a boa notícia é que isso tem tratamento. "Se descobrir o problema logo no início, você consegue evitar a queda com o uso contínuo de remédios", diz a médica.

Juliana Diniz


27/09/2006

O medo de envelhecer

Hoje, 27 de setembro, é o Dia do Idoso. Compreendo que a data sirva para defender o velho, seu direito de sair por aí, ser pleno em todos os sentidos. Mas, quero falar de outra coisa: do nosso despreparo para encarar a ordem natural da vida. A palavra idoso mexe comigo. Tenho medo de ficar velha, de perder a potência, o vigor, a capacidade de ser eu mesma. Além disso, idoso me remete ao meu pai. É amarga a experiência de ver aquele que foi seu guia perder a direção da própria vida. Um filho nunca se sente preparado para o envelhecer do pai ou da mãe. É como constatar que o Super Homem zerou o seu poder.

Me lembro como foi cruel notar que meu pai, rondando os 60 anos, estava se curvando, frágil, ao Alzheimer. Tudo muito rápido: de intrépido criador, de jornalista antenado e lúcido, ele virou velho. E de velho adquiriu todos os trejeitos, a ausência, o lapso de memória, até meu nome esqueceu. Dali para a cadeira de rodas e para o silêncio absoluto não demorou um pulo. Foram necessários mais 10 anos longos para que eu entendesse que era preciso desapegar. Na última vez em que o abracei, percebi o seu olhar sem brilho, pedindo descanso. Meu dever de filha era dizer que, por mim, ele estava liberado. Dias depois, meu pai se recolheu para sempre. Pensei que havia aprendido a lidar com a morte. No último agosto, vi que não sei nada sobre a partida. Minha tia querida regava o jardim e, num mal súbito, encerrou sua permanência na Terra. Me pegou desprevenida. Choro até hoje, entristecida, pela falta que ela me faz.

Nossa relação com a velhice é complicada, penso eu, porque ela escancara a finitude. Brigamos com essa realidade o tempo todo. Se os nossos velhos entram na estrada que leva ao fim, é sinal de que nós estaremos caminhando nela logo depois. Talvez isso explique a dificuldade de encarar a velhice deles. Afinal, ela antecede a nossa e nos coloca nus diante da verdade de que também deixaremos para trás os nosso filhos.

Um grande abraço

Patrícia Zaidan


27/09/2006

Bell Marcondes no Sesc Pompéia

Na edição de setembro da Revista CLAUDIA, a produtora artística Bell Marcondes nos concedeu uma bela entrevista sobre sua luta contra as drogas (Do glamour do show bizz ao inferno das drogas. E a ressurreição). De tão emocionante a história, convidamos a autora para um chat que rolou na segunda feira passada (25). Bell nos contou estar "limpa" há 6 anos, 10 meses e 9 dias. Depois de 18 anos viciada, cada dia que passa sem usar nenhum tipo de entorpecente é uma enorme vitória, "não passava 10 minutos sem consumir drogas", disse no bate-papo.
Toda sua vida é contada na autobiografia  Estou viva, não uso mais drogas. De profissional bem sucedida à indigente, sua trajetória serve como exemplo para afastar as pessoas do mundo das drogas. Além do livro, Bell passa seu recado em palestras, hoje mesmo ela estará no Sesc Pompéia, às 20 horas, para falar de sua experiência. Vale a pena, é uma grande lição de coragem e esperança.

Beijos, Janaína

SESC POMPÉIA
Rua Clélia, 93
São Paulo - SP


26/09/2006

Grana curta

Ontem, comentei aqui no blog uma nova lei que protegia a mulher contra a violência doméstica. E ela merece mesmo ser comemorada. Mas agora vem a triste notícia: o governo prevê, no orçamento da União para 2007, míseros R$ 7.109.007 destinados ao Programa de Combate à Violência contra as Mulheres. Isso representa uma redução de 42% em relação a verba de 2006 (R$ 12.285.837). Com que recursos serão  implantados, por exemplo,  os programas de reeducação comportamental para os agressores, que a lei prevê? Ela admite ainda a ampliação dos juizados especiais para cuidar dos casos de violência contra a mulher. De onde vai sair o dinheiro? Para fazer valer as medidas estabelecidas na Lei é preciso verba e, acima de tudo, bom senso. 

Juliana Diniz


25/09/2006

Chega de apanhar calada

Estava lendo notícias na Internet e vi que, na sexta-feira, um homem que tentou estrangular a ex-mulher foi o primeiro a ser preso conforme a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, ou Lei Maria da Penha. Talvez ele não soubesse, mas ela estava entrando em vigor justo naquele dia (22 de setembro). Além de proteger as mulheres contra a discriminação e a opressão, a lei prevê punições mais severas para quem comete violência. O agressor pode ficar até cinco anos na cadeia e não existe mais o pagamento de cestas básicas, uma pena mais branda que, às vezes, aliviava a barra do homem e não impedia novas agressões. Entre os avanços, outros dois me chamaram a atenção: agora a lei abrange agressões de pessoas do mesmo sexo, como quando um casal homossexual briga e uma das mulheres passa dos limites, e possibilita que o juiz determine que o agressor freqüente programas de reeducação comportamental. Pela primeira vez, discrimina as formas de agressão contra a mulher (física, psicológica, sexual, moral e patrimonial). Garante, ainda, toda a proteção necessária para a vítima. Espero que a lei realmente seja colocada em prática e que cada vez mais mulheres denunciem os abusos que sofrem. Não tem mais motivos para apostar em um relacionamento furado e apanhar calada com medo de procurar a polícia.

Juliana Diniz


22/09/2006

Mulheres são a maioria dos desempregados

Mais uma vez, a corda arrebenta do nosso lado. O IBGE divulgou ontem (21 de setembro) a informação de que o desemprego é maior entre as mulheres. Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego, de agosto, que identifica o perfil das pessoas que buscam trabalho nas principais regiões metropolitanas. O sexo feminino representa quase 56% dos que não têm de  onde  tirar o salário. "Se ainda mantivéssemos a mesma estrutura familiar de 20 anos atrás, isso não seria tão grave como é hoje", afirma Márcio Pochman, professor do Instituto de Economia da UNICAMP.

Antigamente, o desemprego da mulher poderia ser compensado pela renda do marido, que costumava ser o chefe da casa. "Hoje, um terço das famílias é constituído apenas por um adulto, normalmente a mulher, e um menor de idade", explica Pochman. Se a mãe fica desempregada, não há nenhuma outra fonte para formar a renda. A conseqüência imediata: a mulher acaba aceitando cargos inferiores ao que ocupava e se submete a salários bem  menores. Do contrário, a família ficará desamparada.

Apesar das mulheres terem maior escolaridade do que os homens, elas ainda sofrem com a antiga desigualdade no mercado de trabalho. "O fato da mulher ter uma formação educacional cada vez melhor, não implica, necessariamente, menos desemprego para o gênero", diz o professor. "O perfil dos empregos criados, hoje, são os mais simples e exigem menos escolaridade", completa.

Outro dado que dificulta a vida da desempregada na hora de tentar nova colocação: as mulheres avançaram em áreas tradicionalmente femininas, como a Saúde e a Educação, mas ainda são pouco recrutadas pela indústria , por exemplo. Quanto aos cargos de chefia e gerência, permanecem tendo que disputar a unhas e dentes. E se as mulheres chegam lá, o salário - como mostram as pesquisas - é sempre menor do que o dos colegas homens.

"A crise de emprego que enfrentamos desde 1980 acentua essa desigualdade. Quem mais sofre são as negras e as jovens que estão buscando oportunidades pela primeira vez. Agora, elas precisam disputar cargos com pessoas experientes desempregadas, e que terão de se sujeitar a ocupar posições mais baixas", afirma Pochman.


Juliana Diniz


22/09/2006

Fique com Vladimir Brichta esta noite

Antes mesmo da pré-estréia para a imprensa, o ator Vladimir Brichta falou com exclusividade à revista CLAUDIA sobre sua participação na comédia romântica Fica Comigo Essa Noite. O filme é dirigido por João Falcão - o responsável pelo ingresso de Vlad no grande circuito brasileiro do teatro - e tem Alinne Moraes e Laura Cardoso no elenco.


CLAUDIA Você começou no teatro, em Salvador, depois foi para a TV e, por último, fez cinema? É diferente fazer filmes? Quais foram as dificuldades que encontrou?

Vladimir Brichta Acho que o tamanho da tela de cinema é a maior diferença. Claro que cinema é mais lento que TV. No teatro você também passa dois meses somente ensaiando seu personagem. Nos três, temos que buscar a verdade do personagem. A maior diferença que vejo é ter que atuar sempre pensando que o que faço na TV pode parecer exagerado no cinema.


CLAUDIA É a primeira vez que você faz um protagonista no cinema. Foi um desafio?

Vladimir Brichta Eu não pensava muito nisso, até porque não tive uma sobrecarga de cenas, não senti um peso de responsabilidade. Só pensava que era um personagem muito bom. É uma satisfação enorme, principalmente por estar ao lado de João, com quem já fiz três peças e filmei recentemente A Máquina.


CLAUDIA Você fez vários personagens engraçadíssimos na TV. Você gosta de fazer humor, é esse o caminho que você escolheu?

Vladimir Brichta Foi uma coisa que acabou surgindo na TV e eu topei. Não escolhi humor, mas, quando apareceu, curti fazer. No teatro eu experimentei tudo, não quero fazer só humor. Quero ter mais opções também na TV e testar outras coisas.

CLAUDIA Como é o Edu, de Fica Comigo Esta Noite? O que vocês têm em comum?

Vladimir Brichta O Edu é um músico sonhador e romântico. Ele é um apaixonado que se encanta por uma menina, interpretada por Alinne Moraes,  e quer morar com ela. Então casa. Mas, com o tempo, o cotidiano pesa e ele percebe como é difícil amadurecer junto com outra pessoa. No meio de uma discussão do casal, Edu morre e começam todas as confusões.  Insatisfeitos por estar morto e pela  forma com que isso aconteceu, fica determinado a fazer as pazes. Eu me pareço com o Edu por também ser bastante determinado e adorar música


CLAUDIA No filme, você canta. Você já tinha cantado antes?

Vladimir Brichta Já sim, eu tinha cantado em algumas peças. Não sou músico, mas adoro.


CLAUDIA O seu personagem divide algumas cenas com a talentosíssima Laura Cardoso.

Vladimir Brichta Foi um prazer muito grande. Ela é uma das atrizes mais brilhantes do Brasil. É deslumbrante, maravilhosa. Não dá para falar da Fernanda Montenegro e esquecer da Laura. Uma das cenas que fiz com ela, intermediando sua conversa com o fantasma do coração de pedra, é lindíssima.


CLAUDIA Como foi o reencontro com Alinne Moraes, depois de você ter trabalhado com ela na novela da Globo, Coração de Estudante?

Vladimir Brichta É nítido o empenho dela. A Alinne se dedica ao personagem e é apaixonada pelo o que faz. Isso torna o ambiente de trabalho muito agradável.


CLAUDIA Você já tem algum novo projeto engatilhado?

Vladimir Brichta Não sei quanto ao cinema, mas tenho um plano para teatro, que, infelizmente, ainda não posso adiantar.

Juliana  Diniz 


22/09/2006

Pós-amor

Já ouviu o novo CD, Cê, de Caetano Veloso? Uma das mais significativas canções é "Não me arrependo" . É uma espécie de declaração de amor pós-amor. Caetano compôs para a ex-mulher Paula Lavigne, de quem está separado desde dezembro de 2004. Eles estiveram juntos por 19 anos. Hoje, ela tem 37. O casamento rolou quando era pouco mais que uma menina, de 16 anos.

"Eu não me arrependo de você
cê não me devia maldizer assim
Vi você crescer
fiz você crescer
vi cê me fazer crescer também pra
além de mim"

Beijos,
Patrícia Zaidan


22/09/2006

Loucas pelo Chico

Queridas leitoras, será que vocês também são fãs do Chico Buarque?

Eu fui ver o show dele no último domingo e me diverti com a mulherada da platéia. Elas gritam “Lindo”, “Gostoso”, sem a menor cerimônia.

No final do show, quando o Chico entrou para dar bis e cantou “Quem te viu quem te vê”, uma moça subiu ao palco, driblou todos os seguranças e realizou um desejo coletivo: agarrou o Chico.

A essa altura o compositor já  estava enrolado numa bandeira da mangueira (alguma atrevida deve ter jogado lá da platéia) e tinha assinado vários autógrafos para as moças ensandecidas que pulavam na primeira fila. 

Para acalmar os ânimos (ou os hormônios?)  depois do bis o Chico voltou ao palco outra vez e  terminou a noite cantando “Agora eu era o herói....”  Todo mundo cantou junto (até os homens).  Tudo bem que ele tem olhos verdes. Mas só um poeta de verdade  para fazer tanta gente voltar ao quintal da infância e lutar contra os canhões inimigos. Achei bonito.

Saí do teatro de alma lavada e pedi desculpas para a minha filha de 17 anos. Foi ela quem insistiu para irmos ao show, pois nunca tinha visto o cantor no palco. Como paguei o maior mico na fila de ingressos,  dei uma de chata e reclamei do programa (afinal,  por causa disso perdi minha hora de almoço, cheguei atrasada na redação, mas tudo bem.  Nem levei bronca da chefe porque, ao saber das minhas intenções, ela encomendou uns ingressos também...).

Cheguei à conclusão de que ver um show do Chico Buarque faz parte do processo de iniciação feminina.  Só que as “iniciadas” ficam querendo mais e mais. A catarse  não acaba. O Chico é  um poeta que passa de mãe para a filha.


Déborah de Paula Souza


21/09/2006

Amanhã tem eclipse. Fique esperta

Prepare-se: o último eclipse solar de 2006 acontecerá amanhã (sexta, 22) às 7h30, atingindo seu pico máximo às 8h41 da manhã no horário de Brasília. A astróloga de CLAUDIA, Izabel Cristina, dá importantes recomendações para o momento de escuridão:

"Aos 29 graus e 20 minutos de Virgem, o eclipse mobilizará os nossos impulsos mais inconscientes. É necessário que a gente tome muito cuidado com nossas decisões, sobretudo nos assuntos de trabalho e saúde. Com o fenômeno sob o signo virginiano, as atitudes tomadas por influências negativas podem trazer resultados ruins que se prolongariam por seis meses. Eclipse, como o próprio nome já diz, é o ocultamento, a gente acaba não vendo as coisas com clareza."

Então, muita cautela!

 
Janaína Castro


21/09/2006

Chega de polêmica sobre o discurso do Papa

Leitora, amiga: Você ouviu hoje o que disse a advogada iraniana Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz? Ela declarou: "Está na hora de pôr fim à polêmicas inúteis". A muçulmana, defensora dos direitos das mulheres e das crianças, se referia ao bafafá iniciado pelo Papa Bento XVI. O estopim da revolta provocada entre os seguidores do islã foi a citação, pelo papa, de uma frase do imperador bizantino Manuel II, que há 600 anos afirmou: "Maomé trouxe apenas coisas más e desumanas, como sua ordem para difundir, pela espada, a palavra da fé que ele pregava."

O discurso do líder maior da Igreja Católica, de fato, reverberou como se ele atribuísse ao profeta Maomé a responsabilidade de insuflar a violência. Depois do barulho, ele explicou que não pretendia ofender ninguém e Shirin Ebadi aceitou. Seja como for, a advogada tem razão, "todos devemos combater a teoria dos choques das civilizações utilizada por grupos que querem a guerra". Há vários conflitos no mundo – alguns na porção árabe -- precisando de água benta e boas palavras. Há tantos problemas, de diferentes naturezas, que não sobra tempo para perder com esse tipo de polêmica. Depois do 11 de setembro, o planeta está muito mais perigoso. É muito mais difícil viver hoje do que há 600 anos, quando o imperador bizantino disse o que disse. Basta olhar alguns números da Terra, para ver que os líderes mundiais -- religiosos ou não, políticos ou não – precisam se preocupar mais com os homens. O mundo registra:

2,7 bilhões de miseráveis
160 milhões de desempregados
430 mil pessoas assassinadas por ano
736 milhões de jovens e adultos analfabetos
51 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da Aids
e incontáveis cadáveres produzidos pelas últimas guerras

Patrícia Zaidan


20/09/2006

"Cinema, Aspirinas e Urubus" é o indicado brasileiro para concorrer ao Oscar

O Brasil já sabe quem pode representá-lo no Oscar do ano que vem: Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes. CLAUDIA conversou com o roteirista de Quanto vale ou é por quilo?, Newton Cannito, sobre a escolha.

Para Cannito, a indicação do longa de Gomes para a estatueta de Melhor Filme estrangeiro foi excelente. “O filme traz uma estética artística diferenciada, o que é muito apreciado pelos críticos da Academia para a categoria. Cinema, Aspirinas e Urubus é a obra que tem mais chance de Oscar", afirma o roteirista.

Entre os 14 longa-metragens nacionais que poderiam ser selecionados, estavam Zuzu Angel, de Sergio Rezende, Anjos do Sol, de Rudi Lagemann e O Maior Amor do Mundo, de Carlos Diegues.

A decisão foi tomada por uma comissão de especialistas em cinema convidados pelo Ministério da Cultura, como os diretores Andrucha Waddington (Casa de Areia) e Sandra Werneck (Cazuza). O juri foi presidido pelo Secretário de Audiovisual, Orlando Senna.

A história do filme se passa em 1942 no sertão nordestino. Dois homens de culturas completamente distintas, um brasileiro que quer escapar da seca e um alemão fugido da Segunda Guerra Mundial, viajam juntos exibindo filmes para pessoas que nunca haviam entrado num cinema.

A Academia norte-americana recebe inscrições de mais de 50 países todos os anos, sendo que apenas 5 serão escolhidos para o concorrer ao Oscar. A lista dos indicados será divulgada no dia 23 de janeiro.

Janaína Castro


11/09/2006

Semana de moda espanhola recusa modelos muito magras

Modelos com o estilo anoréxico estão em baixa na cidade de Madri.
De acordo com a agência de notícias ANSA, a Pasarela Cibeles, tradicional semana de moda internacional, vetou a participação de meninas magérrimas no evento por serem consideradas maus exemplos para mulheres jovens. A referência usada para determinar o casting foi o Índice de Massa Corporal (IMC): foram rejeitadas modelos com o índice inferior à 18 kg/m².
Equivalente a uma pessoa de 1,75 centímetros e com peso menor que 56 quilos, 18 kg/m² é considerado abaixo do normal pela Organização Mundial de Saúde.

Janaína Castro


04/09/2006

Q!Bazar de volta em São Paulo

Considerado o maior bazar multi-marcas da América Latina, o Q!Bazar acontece pela segunda vez neste ano na cidade de São Paulo. De 1º de setembro até 15 de outubro, o evento promete descontos de até 70% em roupas, sapatos, bolsas e acessórios. Marcas como Guaraná Brasil, Buckman, Calvin Klein, Zoomp e TNG estão reunidas com muitas outras para a mega-liquidação. Mais legal de tudo é que, além dos lojistas e clientes levarem vantagem com as vendas a preços bem mais em conta, o evento tem sua função social: cada edição contribui (e muito!) com uma entidade, e desta vez a Casa Hope será a contemplada. A dica é evitar dias e horários que possivelmente estarão cheios. Fuja de sábados e feriados, sobretudo durante à tarde. Assim, você poderá bater perna com muita tranqüilidade, experimentar várias peças e aproveitar bem os descontos.

Beijos, Janaína

Q! Bazar
Local: ITM Expo – Tel.: 2117-7000
(Rua Eng. Roberto Zucollo, 555, Vila Leopoldina - atrás do Ceagesp)
Data: de 01 de setembro a 15 de outubro
Horário: das 12 às 22 horas (inclusive sábados, domingos e feriados)
Ingressos: R$ 6,00 (quem preencher na hora o cupom de pesquisa paga 1/2 entrada) – idosos (acima de 60 anos) e crianças (abaixo de 12 anos) não pagam
Acesso para deficientes físicos
Estacionamento no local: R$ 5,00 (só quando não estiver acontecendo outro Evento no mesmo local)
Outros Serviços: praça de alimentação, ambulatório, posto médico e toillets)
Formas de pagamento: todos os cartões de crédito e débito, cheques e dinheiro


01/09/2006

Para Aline e leitoras da comunidade "Adoro a revista Claudia!", no Orkut


Meninas,
Que pisada de bola a nossa!!! Vocês nos enchem de prestígio no Orkut, a gente vive navegando pela comunidade e na hora de falar de vocês... a gente erra o nome da comunidade. Estamos chateadas e nos torturando por não ter rechecado o nome. Amo, adoro... é tudo tão parecido que deixamos passar. Mil desculpas em nome da redação. A gente vai colocar um "erramos" na edição de outubro. Obrigada pelo carinho e pelas contribuições ao nosso trabalho.

Um beijo, Sibelle

01/09/2006

Vacina contra HPV é aprovada no Brasil


Foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA -na última segunda-feira (28) a primeira vacina que protege a mulher da infecção pelo HPV (papilomavírus humano), doença sexualmente transmissível que afeta quase 20.000 brasileiras e é responsável por mais de 95% dos casos de câncer no colo do útero.

Poderão receber a Gardasil, como é conhecida a droga, mulheres dos 9 ao 26 anos de idade, faixa etária que compreende o grupo pesquisado. Ainda estão em andamento os estudos do efeito da vacina em outros grupos, como homens de 16 a 26 anos e mulheres de idade entre 27 e 45. Para sua completa eficácia, o ideal é que seja aplicada antes do início da vida sexual, quando a pessoa ainda não foi exposta ao vírus. Mesmo assim, a mulher sexualmente ativa pode se beneficiar com a vacina, já que ela previne quatro diferentes tipos de HPV e dificilmente alguém está infectado por mais de um tipo, podendo então se proteger dos outros. 

Nos Estados Unidos, a estimativa é que 4.000 mortes por ano causadas pelo câncer no cólo do útero possam ser evitadas com a administração da droga. O laboratório Merck, que comercializa a Gardasil desde julho nos EUA, prevê a chegada do medicamento no Brasil até o final deste ano. Não foi definido ainda se a vacina será distribuída em rede pública, pois seu preço em reais também não foi estipulado.

Janaína Castro