30/10/2006

Fanático, eu??? Não!! Manático!!

Mexicano de nascimento, vim para o Brasil com 5 anos, apenas voltei uma vez para lá, mas mantive algumas raízes, como a música. Não sou da época dos grandes boleros, apesar de gostar de alguns, mas na minha geração uma banda se destaca: o Maná, que apesar do trabalho deles ser conhecido no Brasil depois de estarem na tilha sonora de uma novela, eles já têm mais de 20 anos de estrada.
Dias atrás, por meio de boatos, soube que eles estariam aqui no Brasil para divulgar o disco Amar es Combatir (Amar é combater), nada de shows, essa foi a informação. Eu precisava de alguma forma conhecer os “caras”, dizer que adorava as músicas e tinha uma banda cover - creio que seja a única em São Paulo.
Dia 23/10 tive minha primeira experiência como fã de carteirinha. Acordei bem cedo, mesmo não tendo dormido direito na noite passada, parecia uma criança ansiosa, fui até uma grande emissora rádio para tentar algum contato, sinceramente não acreditava que teria algum sucesso. Estava muito sol, e já passava mais de uma hora que eu estava esperando do lado de fora da emissora, quando vi um dos locutores do programa que estava na calçada e comecei a puxar conversa do tipo, “te escuto direto e blá blá blá”. Um detalhe importante: nem gosto dele, não escuto, e muito menos lembrava seu nome, mas mesmo assim ele foi simpático. Eu disse para que tinha ido lá para ver o Maná, ele me deixou assistir a entrevista da recepção da rádio.
Faltava pouco para o programa começar. Quando, de repente, chegam dois carros importados de vidros escuros. Eram eles, tratei de entrar correndo na recepção da rádio.
Quando os vi, eles me estranharam, pois não sabia o que fazer. Fiquei na minha uns instantes até que viram minha camiseta, que não era do Maná, mas do Seu Madruga, personagem do Chaves, vestido de Che Guevara, foi aí que consegui chegar próximo e tirar fotos. Ganhei autógrafos nos meus CD’s, tudo que um Fã deseja, pois pra mim a sensação era de “Não tô acreditando”, é como para os fãs de U2 conhecê-los. A parte mais legal foi quando eles vieram perguntar da banda cover, se fazíamos shows, se tínhamos público, se tinha gostado do CD novo, estava tudo perfeito até os seguranças chegarem. Mas valeu muito a pena.
Felizmente ou infelizmente tive que sair antes do programa acabar, pois meu dia de fã estava apenas na metade, eu tinha ainda que cruzar a cidade para ir ao Altas Horas. O fã clube Maná Brasil conseguiu alguns lugares para a gravação e nós da banda fomos convidados. Nosso pensamento era de que as garotas do fã clube fossem um monte de histéricas, daquele tipo que vê o ídolo, tira a roupa e pula no pescoço, sem contar a vergonha, afinal, estavamos em 4 homens e o resto era mulher. Mas tudo deu certo, o Maná tocou 4 músicas ao vivo, foi o maior número de músicas em um programa, então, dei sorte!!
Sobre as histéricas, algumas exageraram um pouco e foram retiradas da gravação, mas de certa forma entendo a euforia. Em abril de 2007, quando vierem fazer shows, estarei na luta de novo.

Beijos,

Nelson Eufracio
Designer da Revista CLAUDIA


25/10/2006

Projeto leva prática da dança a pessoas comuns

O coreógrafo Ivaldo Bertazzo abre as inscrições para o Projeto Cidadão Dançante 2007. Trata-se de um programa que coloca pessoas comuns, das mais diversas profissões, em contato com a dança. Com movimentos simples do cotidiano e o estímulo da consciência corporal, Bertazzo montará um espetáculo com os cidadãos que ficará em cartaz por três semanas em São Paulo, capital. A intenção do coreógrafo é propiciar ao seu elenco amador uma experiência de coletividade, provação de novos papéis e a ousadia de ir além dos limites já conhecidos. As 150 primeiras pessoas que se inscreverem no programa participarão dos ensaios a partir de novembro e se apresentarão nos palcos no final de abril de 2007.

Serviço
Inscrições: Dia 30 de outubro, segunda-feira, e dia 31 de outubro, terça-feira.
Local: Secretaria da Escola do Movimento. Rua Cotoxó, 1 – Pompéia, São Paulo - SP.
Horário: Das 8 às 20 horas
Valor de inscrição: R$ 100,00 + R$ 50,00 mensais de manutenção
Informações: 11 3865-4780.
Os participantes deverão, no ato da inscrição, inscrever-se automaticamente nas aulas regulares da Escola do Movimento, além dos ensaios.
Despesas com o espetáculo: O cidadão dançante pagará apenas a roupa de base. Adereços, a iluminação, o espaço cênico, a trilha sonora e outras despesas serão por conta da Escola do Movimento.
É obrigatória a freqüência em 85% dos ensaios para participar do espetáculo.

Janaína Castro

* Confira a série de exercícios que melhoram sua postura e seu astral
(Dance com Ivaldo Bertazzo)


20/10/2006

Suicídio é maior entre mulheres com silicone no seio

Mulheres que colocaram próteses de silicone no seio têm duas a três vezes mais probabilidade de cometer suicídio, segundo uma série de estudos publicados pela revista New Scientist na última quinta-feira (19). A pesquisa acompanhou 13 mil norte-americanas e fez um levantamento com 24 mil pacientes canadenses.

Os cientistas não sabem exatamente o porque da estatística. De acordo com o artigo, a hipótese de que o silicone tenha alguma relação química com o problema é remota. A explicação mais plausível é de que a pessoa que se submete à cirurgia já apresenta maiores chances de sofrer algum tipo de distúrbio psiquiátrico, como o transtorno dismórfico corporal (TDC). Os cientistas envolvidos na pesquisa afirmam que três quartos das mulheres que sofrem desse transtorno passam por intervenções cirúrgicas ou tratamentos dermatológicos, na tentativa de resgatar a auto-estima. Também chamado de "feiura imaginária", o TDC torna a mulher obcecada por pequenos defeitos ou por problemas inexistentes, o que pode levá-la à auto-mutilação e ao suicídio.

Janaína Castro


19/10/2006

Pesquisa aponta efeitos de refrigerante na estrutura óssea

Os efeitos do consumo de refrigerantes sobre nossos ossos ainda não é consenso entre as pesquisas médicas. Enquanto algumas apontam que a ingestão de bebidas gaseificadas aumentam as chances de fraturas, outras dizem que o baixo consumo de cálcio é o que diminui a densidade mineral óssea (DMO), que pode ter como conseqüência doenças como a osteoporose.
Para investigar mais a questão, a Tufts University, de Boston, nos Estados Unidos, fez um levantamento medindo a DMO na coluna e na região dos quadris em 1.413 mulheres e 1.125 homens. A pesquisa publicada no American Journal of Clinic Nutrition avaliou também os hábitos alimentares de cada um e os níveis de estrógeno na porção feminina. A conclusão do estudo revela que refrigerantes à base de cola têm relação com a diminuição da densidade óssea somente nas mulheres. Nos homens, a ingestão do produto não tem efeito. Já o consumo de outros tipos de bebidas não apresentam diferenças significantes para ambos os sexos.


Janaína Castro


17/10/2006

Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Celebrando sua 30ª edição, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo abre para o público na próxima sexta-feira (20) e vai até o dia 2 de novembro. Filmes italianos da década de 60 e 70 do gênero político são os destaques deste ano. Serão exibidas obras como De Punhos Cerrados, Marco Bellochio, e Antes da Revolução, Bernardo Bertolucci.
Outra atração imperdível do evento são as projeções de clássicos acompanhadas por uma orquestra ao vivo. Ano passado, eu vi a cópia restaurada de O Encouraçado Potemkin, do cineasta soviético Sergei Eisenstein, com a Orquestra Jazz Sinfônica e fiquei emocionada. Agora estou aguardando ansiosamente por Cabiria, filme italiano de 1914 de Giovanni Pastroni.  
Se você está na cidade paulistana, corra para adquirir seus ingressos na Central no Conjunto Nacional, pela internet ou nas salas de exibições. Confira a programação no site e divirta-se!

Janaína Castro

Mais informações:
Site Oficial da Mostra

Central da Mostra no Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2.073, (esquina com a rua Augusta)
Confira aqui as salas de exibições e os preços


11/10/2006

Violência contra a mulher


O secretário geral da Nações Unidas, Kofi Annan, apresentou na última terça-feira (09), um relatório sobre a violência contra a mulher. As agressões cresceram no mundo todo e, apesar da atenção dada ao problema, pouco foi feito para sua eliminação. "A persistência da violência e a impunidade são claros indicadores do fracasso dos Estados no cumprimento de suas obrigações para proteger as mulheres", disse Annan. Segundo ele, há um grande abismo entre as normas internacionais e as legislações dos países.
O estudo considera violência todas as formas de oprimir o gênero. São citados, além dos abusos físicos, as pressões psicológicas, morais e tudo que pode privar a mulher de sua liberdade.
Segue abaixo uma relação de impressionante de dados:

* A violência doméstica é responsável por 5% do total dos problemas de saúde entre mulheres de 15 a 44 anos de idade, em países em desenvolvimento. Já nos países desenvolvidos, a porcentagem sobe para 19%.

* 40% dos adolescentes de 14 a 17 anos disseram conhecer alguém que já foi agredida por namorados. E, pelas estatísticas, uma em cada cinco universitárias vai passar por algum tipo de violência passional.

* 40% a 50% das mulheres da União Européia já foram assediadas sexualmente no local de trabalho.

* Em países como Brasil, Japão, Namíbia, Peru e Samoa, a violência doméstica causada pelo parceiro atinge de 13% a 61%.

* Já no Canadá, nos EUA, em Israel, na Austrália e África do Sul, entre outros, 40% a 70% das mulheres assassinadas são vítimas dos seus maridos.

* Mais recentemente, um estudo na República Árabe Síria revelou que 21,8% das mulheres já experimentaram alguma forma de violência dentro da família, e, dessas, 48% já foram agredidas fisicamente.

* Cerca de 130 milhões de mulheres e meninas já passaram pelo tráfico para a exploração sexual e pela mutilação de órgãos genitais, sobretudo na África e no Oriente Médio.

Janaína Castro


09/10/2006

Você faz tricô?

A prática de tricotar está crescendo entre as mulheres que têm uma rotina de trabalho muito intensa. Fazer blusas, xales, meias e outros mimos virou forma de aliviar o stress. Se você é executiva, se tem um cargo no Judiciário, na direção de indústrias ou de universidades e vive na cidade de São Paulo / Grande São Paulo, entre no nosso fórum e conte qual é a sua relação com o tricô (e deixe um e-mail para contato).

Abraços

Participe!
Fórum: Você faz tricô?


06/10/2006

A deputada menina

Candidata a um cargo federal pela primeira vez, Manuela D´Ávila, do PCdoB, conquistou 271.939 eleitores e, aos 25 anos, é a deputada  federal mais jovem do Rio Grande do Sul. A vereadora de Porto Alegre agora faz as malas rumo a Brasília. Ela conversou com CLAUDIA sobre sua geração, seus objetivos para o mandato e como vai atuar em relação aos direitos da mulher.

CLAUDIA -- Quando pensou em política pela primeira vez? 
MANUELA D'AVILA -- Desde muito pequena. Já na quarta série tive professores de história muito bons, que diziam que a realidade que temos está longe de ser normal. Eu me preocupava com  isso.

CLAUDIA -- Há políticos na sua família?
MANUELA D'AVILA -- Não, não tem. Sou a primeira 

CLAUDIA --  Que tipo de criança você foi?
MANUELA D'AVILA -- Fui uma criança muito feliz. Minha infância tinha muita música, minha mãe tocava violão. E me lembro que eu levava broncas porque recortava as revistas dela para fazer bandeirinhas .

CLAUDIA --Você faz parte de uma geração que não se identifica com a política. Nesse momento em que grande parcela dos jovens está desiludida, o que a motivou a  se candidatar ?
MANUELA D'AVILA -- Não sei se é tão verdadeira a idéia de que os jovens não gostem de política. Há um grande número deles envolvidos em ONGs, no movimento hip hop e no movimento estudantil. O que acontece é que a juventude participa menos da política institucional, até mesmo porque há pouco espaço aberto nos partidos tradicionais. 

CLAUDIA -- O PT sempre foi um partido de expressão entre os jovens de esquerda. Mas você escolheu o PC do B ...
MANUELA D'AVILA -- Entrei no PC do B pela proximidade que ele tinha com o movimento estudantil. É um partido unificado, em que todos têm suas opiniões, mas existe um ideal comum. Isso faz com que ele fique fortalecido.

CLAUDIA -- Qual o futuro para a esquerda no Brasil? Ela vai passar por um processo de renovação?
MANUELA D'AVILA -- A esquerda tem a capacidade de se renovar sempre. A realidade está mudando a cada dia e nosso desafio é acompanhar essas transformações. Quem quer política para mudar a realidade tem que ter esse avanço. O que não significa mudar  as nossas bases.

CLAUDIA -- Você foi mais votada do que o Aldo Rebelo, presidente da Câmara e nome tradicional do seu partido. Qual a relação desses votos para o PC do B?  
MANUELA D'AVILA -- Recebi muito apoio da legenda. A capacidade do PC do B em compreender a juventude é decisiva nas urnas. Eu fui candidata única no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, há muitos nomes, talvez por isso Aldo tenha tido menos votos.

CLAUDIA -- Li, em uma entrevista, que você disse que a universidade, no governo Fernando Henrique, passou por um processo que a tornaria um ambiente acrítico. Como está essa situação? Você propõe uma reforma  do ensino superior?
MANUELA D'AVILA -- O governo FHC tentou liquidar a  universidade pública. Houve uma onda de privatizações que só não chegou à universidade por causa da resistência dos professores, alunos e funcionários. Mas ocorreu um grande sucateamento. Se você não pode contratar  professor, não tem equipamentos e se não há democratização, a universidade se  fragiliza e o conhecimento diminui. A universidade  ajuda  muito a mudar um país. Não podemos continuar eternamente comprando tecnologia. É preciso conquistar essa independência para contribuir  com  o desenvolvimento do Brasil. Há pessoas excelentes lá dentro que fazem isso, mas é preciso uma regulamentação das particulares e uma democratização das públicas.

CLAUDIA --Você foi eleita vereadora de Porto Alegre com uma plataforma de políticas públicas para juventude. Quais são os seus objetivos agora que chegou à Câmara dos Deputados? 
MANUELA D'AVILA -- Fui eleita vereadora quando o governo FHC tentou privatizar universidades e vou ser deputada na legislatura que vai votar essa tentativa. A Reforma Universitária está nos  meus projetos, assim como a ampliação do Pró-UNE, a geração de emprego para os jovens sem ser contraditório à condição de estudante. Para tudo isso se realizar, é fundamental lutar pelo desenvolvimento e o crescimento do Brasil.

CLAUDIA -- Como vai fazer para aparecer no Congresso, já que deputado de primeira viagem têm muita dificuldade de transitar politicamente, de opinar e de ser ouvido... Isso será ainda mais complicado, agora, para os partidos que não ultrapassaram a cláusula de barreira.
MANUELA D'AVILA -- Política e respeito se conquista trabalhando, né? Temos uma bancada forte, com nomes respeitados. Além disso, é uma bancada unitária, que divide tarefas. Acredito que isso vai facilitar bastante minha inserção e meu trabalho.

CLAUDIA --Apesar da sua votação expressiva, as mulheres não conseguiram aumentar seu espaço nos cargos de poder. Os números são bem próximos aos da última eleição. O que ainda dificulta a entrada  da mulher na política?
MANUELA D'AVILA -- Acho que existem muitas questões. Em primeiro lugar, existe pouco espaço para nós nos partidos. Não se investe politicamente nas mulheres. Mas a bancada do PC do B continua meio a meio, né? Os partidos mais conservadores, que têm grandes bancadas, não apostam  na promoção de gente nova. Se ficar investindo em caciques, não existe renovação e há menos espaço para  nós .

CLAUDIA --A mulheres encontram mais espaço nas legendas peque nas do que nas grandes ?
MANUELA D'AVILA -- Acho que depende mais da política  interna  do partido do que do tamanho dele.

CLAUDIA --Você vê essa mesma dificuldade para os jovens? 
MANUELA D'AVILA -- É a mesma coisa, sim. Falta investimento no jovem .

CLAUDIA -- Quais são as suas propostas para melhorar a vida da mulher no país?
MANUELA D'AVILA -- Uma das questões mais importantes, que temos que acompanhar, é a violência contra a mulher. Houve uma mudança na lei recentemente, mas os índices ainda são muito altos. A evasão escolar das mulheres, por causa da gravidez na adolescência, é outro tema relevante que exige várias outras políticas públicas.

CLAUDIA -- O que pensa sobre o modo como o aborto é tratado no Brasil?
MANUELA D'AVILA -- O aborto é tratado de forma moralista. Independentemente da opinião que tenhamos, somos obrigados a discutir isso. Mulheres que  geram  fetos encéfalos que só vão viver por oito horas, no máximo, não têm liberdade de escolha. Não podem decidir interromper a gravidez. Ainda há a questão das mortes em clínicas clandestinas. Existe um corte social muito claro aí. As de baixa renda são as que mais sofrem. Essa questão precisa ser debatida . 

CLAUDIA -- Como é sua rotina diária?
MANUELA D'AVILA -- De muito trabalho. Ultimamente tenho trabalho desde manhã cedinho até tarde da noite.

CLAUDIA -- O que gosta de fazer, de ler, de ouvir?
MANUELA D'AVILA -- Adoro ouvir música e gosto muito de literatura brasileira e latino-americana. Costumo ler Jorge Amado e Gioconda Belli, uma escritora da Nicarágua que é ótima.

CLAUDIA --Você tem manias, superstições?
MANUELA D'AVILA -- Na hora do azar, valem todas! (risos). Acho que, quando a coisa aperta, todos os santos ajudam.

Juliana Diniz


06/10/2006

Mães brasileiras

Veja o que o estudo realizado pelo IBOPE Mídia, Mães Contemporâneas, constatou sobre a mulher brasileira - mãe, profissional e dona-de-casa:


* 51% das mulheres são mães. Cerca de dois terços delas são das classes D e E. Já nas classes A e B, a porcentagem cai para 46%.

* A idade média é de 38 anos, dois a mais que nas faixas D e E. Dentre elas, 18% têm até 24 anos.

* Um terço das mães não vivem com companheiros e não são casadas, destas, 56% têm atividades profissionais. E 43% são chefes de família, o que corresponde a 3 milhões de mulheres.

* 67% das que trabalham afirmam ser capazes de sustentar  a  família sem ajuda  (Obs: os homens ganhem em média 32% a mais que mulheres).

* 34% das mães estão no setor informal, 41% são autônomas e 4% conduzem seus próprios negócios . 

* Do total, 68% consideram difícil conciliar trabalho, maternidade e casamento.

* Para 90%, a profissão significa realização pessoal; para 82%, independência e para 81%, proporciona o contato com pessoas diferentes.

* 55% almejam seguir carreira e valorizam a atuação profissional, o que  implica em investir muito tempo no aperfeiçoamento. Segundo a pesquisa, isso pode ser o motivo pelo qual mais da metade das mães gostaria de dedicar mais tempo aos filhos.

* Mesmo as que trabalham fora de casa concordam que as tarefas domésticas cansam mais (76%) do que permanecer no escritório, na fábrica, no comércio... 

* Apesar de tantas tarefas e responsabilidades, 88% das mães se consideram felizes.

Janaína Castro


06/10/2006

Dermatologia acessível para pessoas de baixa renda

Desde 18 de setembro, a clínica dermatológica Fundação Pele Saudável, em São Paulo, atende gratuitamente pessoas sem condições financeiras que necessitam de consulta médica para problemas relacionados a cabelo, pele e unhas.
Contando com 60 dermatologistas e coordenada pelo prof.dr. Valcinir Bedin, a Fundação fornece consultas individuais e tratamentos como queda de cabelo e aparecimento de manchas e pintas na pele. A clínica também é conveniada com alguns laboratórios que fazem exames gratuitos ou a preço de custo.

Para agendar uma consulta:
ONG Fundação Pele Saudável
No local: Rua Almirante Pereira Guimarães, nº314
Pacaembu (próximo ao metrô Clínicas ou Sumaré)
São Paulo - SP
Por telefone: 11 3675-0265

Janaína Castro


04/10/2006

De olho nas mulheres eleitas

O desempenho feminino na última eleição não foi muito animador. Apesar de sermos maioria entre os eleitores, ainda encontramos imensas barreiras quando o assunto é a nossa inserção no cenário político. O número de mulheres que vão compor a Câmara e o Senado, a partir de 2007, mostra que não houve evolução em relação às urnas de 2002. Serão 45 deputadas federais contra 42, 110 deputadas estaduais (éramos 133), e quatro senadoras. "Não se ampliou o espaço das mulheres nas relações de poder", afirma Almira Rodrigues, socióloga e pesquisadora do Centro Feminino de Estudos e Assessoria, CFEMEA.

A dificuldade começa muito antes da eleição: a campanha exige altos gastos de caráter privado, o que por si só já é um fator seletivo. "Além disso, a cultura patriarcal prevalece. Existe a idéia de que o público é para homens e o privado, o doméstico é feminino", critica Almira. "A estruturação e o funcionamento dos partidos políticos exigem dedicação integral e exclusiva, enquanto a mulher tende a fazer uma composição da sua vida entre filhos, casa, estudos e política", completa. Assim, a sobrecarga de trabalho recai sempre sobre elas.

Outro fator que a socióloga aponta é o "medo do poder", conseqüência da pouca intimidade que temos com altos postos. Transpostas essas barreiras, a candidata já entra na competição eleitoral em desvantagem e precisa enfrentar o preconceito. No Brasil, menos de 10% dos parlamentares são mulheres. Isso nos coloca entre os países com pior desempenho na questão de gênero. "Essa ausência feminina no poder é comprometedora para a democracia do país", ressalta Almira.

Os buracos que ficaram

Importantes aliadas na luta pelos direitos das mulheres estão de fora com o resultado das eleições. Algumas não se reelegeram, outras se lançaram para cargos diferentes. Para Natalia Mori, socióloga e diretora colegiada do CFEMEA, tivemos grandes perdas: entre elas, as deputadas Iara Bernardi, que era uma das coordenadoras da bancada feminina e Luci Choinaki, que lutava pelo reconhecimento da dona-de-casa e seu direito à aposentadoria. A deputada Jandira Feghali, a mais polêmica delas, tentou uma vaga no Senado, mas não conseguiu. "A Jandira defendia nossos direitos sexuais e reprodutivos, a área que o centro acompanha de perto porque é bastante suscetível a retrocessos. Infelizmente, ela costuma ser alvo das igrejas católicas e, apesar das pesquisas a apontarem em primeiro lugar na disputa pelo Senado, no Rio, não venceu", lamenta.

Os ganhos que vieram

Mas nem tudo é nebuloso. "Em uma primeira análise, o congresso não ficou mais conservador. Alguns sanguessugas e ligados ao mensalão ficaram de fora", lembra Almira. "Quase 49% da bancada feminina vem de partidos de esquerda, que costumam apoiar a causa das mulheres". Já Natalia aponta algumas parlamentares que prometem fazer coro às reivindicações femininas. "Da Bahia, ganhamos Lídice da Mata (PSB), do Rio, Cida Diogo (PT) e, de Minas, Jô Moraes (PC do B)", diz.
Existem também cinco candidatas que estão na disputa para o segundo turno para governo do Estado, entre elas, Ana Júlia Carepa, do PT do Pará e Denise Frossard, do PPS do Rio. Angela Guadagnin (PT de São Paulo) caiu na boca do povo quando fez a dança da pizza no plenário, e não conseguiu a reeleição. Já no Rio Grande do Sul, Manuela D´Ávila (PC do B) foi a deputada federal mais votada no estado aos 25 anos. "Ela é jovem, promete, mas ainda não a conhecemos. Vamos esperar para ver como ela vai trabalhar", diz Natália. Há ainda outros grandes nomes, como o da deputada federal eleita Luiza Erudina (PSB) que se mantém. "Ela é importante porque acompanha temas que não são só de mulheres e leva essa perspectiva feminina para outros assuntos", afirma Natalia..

O que cobrar

Na tentativa de reverter esse quadro desfavorável para as mulheres, podemos começar fazendo nosso papel como cidadãs. Devemos cobrar que leis como a Maria da Penha, sobre violência doméstica, virem políticas públicas. "Tráfico de mulheres e direitos sexuais também exigem monitoramento das parlamentares e de toda a sociedade", aponta Natalia. Mas não precisamos nos ater apenas a temas do âmbito feminino. "Monitorar o orçamento é uma questão chave e pode ser que venha uma nova reforma da Previdência Social. Precisamos nos manter informadas, sobretudo, porque as mulheres são minoria dos inscritos no INSS e o trabalho doméstico não é reconhecido". Acompanhe os passos das parlamentares eleitas durante o mandato. Confira se você está sendo bem representada e se seus direitos são respeitados. Quem sabe você não tenha sugestões para melhorar a condição das mulheres no Brasil.

 
Juliana Diniz


02/10/2006

Boca de urna e santinhos

No último domingo (1º de outubro), o Brasil foi às urnas escolher seus representantes. Na minha cidade, no interior de São Paulo, os santinhos dos candidatos grudavam na calçada, escorregadia após a chuva. Pouco antes do almoço, fui exercer o meu direito, dessa vez com menos entusiasmo e mais preocupação. Pensei várias vezes se os números que estavam ali no meu papel mereciam meu voto. Sempre levei muito a sério a eleição, tirei meu título aos dezesseis anos para poder participar e a última coisa que queria era fazer uma escolha errada. E lá estava eu na pequena fila para votar. Será que as pessoas ainda estão dormindo? Será que elas vêem depois da chuva?

Na minha frente, apenas quatro pessoas: dois homens e duas mulheres. "Mas por que o senhor não vai votar no Lula?", perguntou uma das moças com tom de dúvida, e não de sugestão. Ao que o homem responde: "o Lula foi bom pros miseráveis; pra gente como a gente, classe média, não. Ele deu dinheiro pros banqueiros". E sua "boca de urna" durou mais uns 10 minutos, com o auxílio entusiasmado do outro homem, sendo interrompida apenas uma vez: "porque eu não vi os debates, não sei...", dizia a mulher. "Olha, essa é só minha opinião, a senhora vota em quem a senhora quiser, mas ele não merece", como se não estivesse tentando convencê-la. Por fim, a moça disse para a outra que a acompanhava. "Você tá ouvindo? Coloca tudo 45 então".

Independentemente de qualquer opinião política, fiquei em dúvida se entrava na discussão, se criticava a "boca de urna" do sujeito ou qualquer coisa. Mas confesso que fiquei com raiva do homem e da mulher, ele por tentar semear seu voto e ela por não ter opinião própria. Essas coisas só acontecem comigo? Na última eleição para presidente, o eleitor na minha frente "deixou cair" sua cola bem na mesa onde todas as pessoas precisam assinar a folha de presença. Quando o avisei que havia esquecido seu papel, ele corou e disse, sem graça, que não ia precisar mais dele. Feliz por votar pela primeira vez e indignada por sua cara de pau, mostrei a ele onde ficava o lixo. Claro que ele não ficou muito contente, mas voltou, pegou sua cola e levou embora. Até agora fico pensando por que não agi da mesma forma nesse domingo. Por que não me manifestei? Sabe, acho que, como cidadã, eu deveria era ter dado voz de prisão pra esse sujeito.

Juliana Diniz


02/10/2006

Literatura na Paulista

Quem gosta de literatura não pode perder o 2º Corredor Literário, na Avenida Paulista, que começa hoje. Serão sete dias em que São Paulo vai se entregar aos versos. Mais de 60 mil pessoas devem participar das atividades que promovem a leitura. Aproveite a programação cultural que, nesse ano, traz workshop de xilogravuras, oficina de artes e quadrinhos, exposições e a esperada feira de livros com preços promocionais (na Fiesp). Antes de ir às compras, reserve um tempinho para tirar da estante os exemplares que você já leu e doá-los para a formação de novas salas de leitura_ uma equipe do projeto vai retirá-los na sua casa. O Corredor vai até o dia 8 de outubro em mais de catorze espaços ao longo da avenida. Para mais informações, clique aqui e acesse. Boa leitura!

Juliana Diniz