27/11/2006

Plante uma árvore: esse é o pedido da mulher que ganhou o Prêmio Nobel da Paz

A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Wangari Maathai, em conjunto com a Organização das Nações Unidas, lançou o projeto One Billion Trees Campaign (Campanha Um Bilhão de Árvores). A iniciativa convoca os cidadãos de todo o mundo a plantarem mudas para combater o aquecimento global causado pelo efeito estufa. A idéia é mostrar que movimentos para a preservação do meio ambiente não precisam ficar limitados aos gabinetes políticos, os cidadãos comuns também podem colaborar. E muito!

O site do projeto indica quantas mudas já foram plantadas, sendo a meta um bilhão de árvores até o fim de 2007. E, se você aderir, pode registrar sua ação na web, ajudando o número a crescer (conheça site da campanha).

Para plantar árvores aqui no Brasil, sobretudo em grandes cidades, você deve consultar as leis da Secretaria do Meio Ambiente do seu município. Em São Paulo, por exemplo, é necessário encaminhar uma solicitação para a sub-prefeitura de seu bairro se quiser arborizar alguma rua ou praça (veja aqui os telefones). Mas você não precisa de uma autorização para o plantio em propriedade privada, embora seja recomendada uma avaliação técnica para saber se a espécie a ser plantada suporta as condições ambientes. Enquanto em Belo Horizonte, tanto em terrenos públicos como privados, o plantio é liberado somente após a vistoria de um engenheiro que apontará o melhor procedimento.

Capitais como o Rio de Janeiro e Porto Alegre propõem ações comunitárias organizadas pelas próprias prefeituras. Pelo site da Secretaria do Meio Ambiente carioca (veja o site), você pode se cadastrar como voluntário. Já a prefeitura porto-alegrense convida os cidadãos a adotarem uma árvore (saiba como), zelando pelo seu crescimento.

Cidade arborizada é sinônimo de qualidade de vida. Além de absorverem parte do gás carbônico emitido em excesso por indústrias e automóveis, as árvores produzem sombras, ajudam na infiltração da água no solo, abafam parte da poluição sonora e transformam a paisagem visual em algo muito mais agradável.

Janaína Castro


22/11/2006

Violência contra mulher em foco

Os casos de violência contra a mulher têm recebido bastante destaque nos noticiários das últimas semanas. Em São Paulo, por exemplo, três crimes chocaram a população, incluindo o assassinato de uma mulher grávida. Já no Rio de Janeiro, em menos de uma semana, foram registrados três homicídios passionais.

Segundo Jacira Vieira de Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, casos graves como esses infelizmente acontecem todos os dias, mas só chamam a atenção quando ocorrem em locais de maior visibilidade. A diretora afirma que não há um aumento da violência contra a mulher : "O que ocorre é uma maior atenção da população e dos meios de comunicação provavelmente em razão da Lei Maria da Penha ". Essa lei -- aprovada em agosto deste ano e em vigor desde setembro -- defende a mulher agredida, possibilitando a prisão em flagrante ou preventiva do agressor. Outra mudança foi a extinção de penas pecuniárias, em que o criminoso pagava o crime com uma pequena multa ou com a doação de cestas básicas.

O Ibope e o Instituto Patrícia Galvão divulgaram na última quinta-feira (16) uma pesquisa que indica as reações da sociedade perante as agressões. Realizado no primeiro semestre de 2006, portanto, antes da aprovação da Lei Maria da Penha, o levantamento revela que a preocupação com esse tipo de violência cresceu: 33% dos entrevistados consideram o crime como o principal problema das brasileiras na atualidade ; 74% dizem que os homens que agridem suas mulheres acreditam que não serão punidos e 76% concordam que os agressores não levam a sério as penas pecuniárias. Dos pesquisados, 33% acham que, quando uma mulher denuncia o crime, o agressor fica sabendo e reage com mais violência ainda, já que a mulher fica mais exposta à sua raiva. Com a nova lei, isso vai mudar: além do agressor ser preso, terá que se comprometer com o juiz a freqüentar cursos ou tratamentos para que não volte a agredir. Além disso, a lei prevê que a mulher, assim como seus filhos, passem a ter maior assistência do Estado, que deverá protegê-la contra uma recaída do marido. Esse último item depende de verbas: só com dinheiro poderão ser ampliados os programas de proteção às vítimas.

Janaína Castro


10/11/2006

Uma mulher dá novos ares para política dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, mesmo decepcionado com os resultados das eleições de terça-feira, exerceu a escassa diplomacia política que lhe pertence almoçando ontem com a democrata Nancy Pelosi, futura presidente da Câmara dos Deputados. Uma das maiores opositoras ao  governo vigente, Pelosi é a primeira mulher a ocupar o cargo na história dos EUA.

Apesar da cordialidade e dos elogios que pairaram sobre o encontro, nota-se que o conflito entre partidos será intenso nos dois últimos anos de mandato Bush. Os democratas se fortaleceram com as maiorias no Congresso depois de seis anos de intransigências do mandato republicano, além de obterem a maioria dos governos estaduais. A primeira conseqüência da vitória democrata foi a renúncia do secretário da Defesa Donald Rumsfeld, defensor da Guerra do Iraque. Em seu lugar, assume o ex-diretor da CIA, Robert Gates.

Pelas pesquisas boca-de-urna, ficou evidente que a mudança de lideranças vem como protesto do povo norte-americano contra as políticas controversas do governo Bush. Pelosi representa um grande alívio por lidar de forma mais coesa, flexível e humana com as medidas tomadas pela gestão republicana. Seu histórico político inclui lutas a favor da liberdade de escolha sobre o aborto e uma forte oposição ao uso da força no Iraque, principal motivo de desagrado do eleitorado norte-americano.

Esperamos que outras questões de importância mundial, como a preservação do meio ambiente, totalmente negligenciada por Bush, e a imigração também recebam olhares renovados com a vitória dos democratas.

Por ser a primeira mulher a chefiar o Câmara, Nancy Pelosi traz melhores perspectivas para a ala feminina na política norte-americana e mundial, já que os EUA são o país de maior influência política no planeta. Hillary Clinton, senadora reeleita pelo estado de Nova York, por exemplo, torna-se um nome cada vez mais provável para se candidatar à presidência do país em 2008. A senadora é preferência de 37% do eleitorado democrata, de acordo com uma pesquisa realizada em setembro pela rede de notícias CNN.

E não só para as mulheres as eleições apresentaram boas novidades. Minorias também estão mais presentes no cenário político. Deval Patrick foi eleito para o governo de Massachusetts: será o primeiro negro a administrar o Estado, Bernie Sander é o primeiro senador declaradamente socialista e Keith Ellison se tornou o primeiro deputado muçulmano.

Janaína Castro


07/11/2006

YouTube-se!

Você já deve ter visto algum vídeo pelo YouTube. Se não viu, pelo menos já  ouviu falar da maior comunidade que compartilha conteúdo audiovisual na internet. Com mais de 70 milhões de vídeos assistidos por dia, o YouTube foi declarado pela revista Times como a melhor invenção do ano, superando até parafernálias tecnológicas como videogames e robôs japoneses. O site, arrematado em outubro pelo Google por 1,65 bilhão de dólares, disponibiliza gratuitamente vídeos de até dez minutos para os internautas.

Para se divertir com todos os vídeos, basta se registrar e procurar no campo search (busca) um assunto de seu interesse. Se tiver algum vídeo relacionado ao que você escreveu, é só clicar nele e esperar que carregue. Por exemplo, coloquei no campo de procura "Odete Roitman", personagem antológica interpretada pela Beatriz Segall na novela Vale Tudo. Em um segundo, o site listou 8 vídeos. Dois deles nada tinham a ver  com o  tema - isso acontece às vezes -, mas os outros mostram cenas inesquecíveis, como o retorno dela ao Brasil e seu assassinato.

Mais legal ainda é que os usuários do YouTube não precisam ser apenas espectadores, é possível também comentar os vídeos, dar notas, integrá-los em seus sites pessoais e, inclusive, colocar online os próprios vídeos. Só não é permitido colocar imagens que  atropelem a lei dos direitos autorais ou tenham conteúdo ofensivo, pois a equipe do site fica de olho. Experimente, por exemplo, divulgar para seus amigos imagens da  sua festa de casamento ou daquela viagem maravilhosa. 

Vai fazer muito sucesso.

Janaína Castro