Meu presente para você
Querida
Sempre recebo poesias, contos, reflexões escritas por leitoras e leitores. Decidi dividir com você este texto -- assinado por um jovem professor de teatro, de São Paulo – porque não fala apenas sobre mulheres do palco, mas de todas nós. Leia e veja que você também se identificará com ele.
Bom Natal e um 2007 maravilhoso
Patrícia Zaidan
Mulheres verdadeiramente de teatro
Por Rafael Masini
Atenta ao espelho, aquela mulher, com delicadeza, contorna os olhos com lápis preto.Concentrada, olhar fixo, correndo junto ao lápis, o roteiro. Passo a passo, entradas e saídas, um texto com quem ela se casou por seis deliciosos meses. Porque essa mulher de teatro é apaixonada pela vida, faz dela sua grande arte. Não lhe escapa nenhum detalhe, observação a cada instante. Sabe quando o vento lhe sopra o cabelo, quando um livro a emociona, quando uma poesia lhe destrava a alma. Essa mulher verdadeiramente de teatro abstrae fofocas, despreza a insensibilidade e o preconceito. Sabe, sim, ser vaidosa. Mas, feminina, ela sabe que a mulher tem que lutar por seu espaço – e não se transforma em um homem por isso. É delicada, apesar das mãos rudes, pois quando ela é verdadeiramente de teatro, não foge do batente, ergue cenários afina refletores, organiza o figurino, digita o roteiro, chora no final da temporada. Ela sabe amar com profundidade e verdade como pede Rilke, respeitando-se a si mesma. Diverte-se com Suassuna e Molier, casaria mil vezes com os poemas de Vinicius e com as músicas do Chico. Lambuza-se diariamente com Cecília. Essa mulher verdadeiramente de teatro, desliga a TV pra escutar Gardel e vai à Bienal, à sala São Paulo... E, sem dinheiro, caminha no parque, lê no Jardim Botânico. Não tem vergonha de chorar suas tristezas, de gritar seus amores, de se deixar amar por quem realmente lhe deseja amar. E quando a cortina fecha, ela ainda terá a força de Antígone e a teimosia de Hécuba. Suas unhas podem estar com esmalte, mas também com graxa. Sempre prontas para afagar uma cabeça carente e esbofetear um rosto cafajeste, pois mulheres de teatro montam Brecht e Marina Colasanti, sabem dosar no álcool -- seus sentidos são sua essência e nada pode destruí-los ou desestabiliza-los. As mulheres de teatro são altas e baixas, gordas e magras, elas são apaixonantes e apaixonadas, são criativas e/ou redundantes, erram, caem, xingam e brilham. Mulheres verdadeiramente de teatro nos tiram o sono, são indizíveis e indescritíveis. Nos fazem errar no português, na pontuação, nos fazem escrever textos intermináveis sobre a sua magia em carne e osso. Elas nos fazem sentir ridículos tentando escrever sobre elas e ao mesmo tempo nos instigam a digitar sem parar, a desenha-las até acabar o grafite. As mulheres verdadeiramente de teatro nos confundem com a sua clareza e a sua magnífica interpretação. Decoram no ósseo e improvisam no tic-tac. Mulheres verdadeiramente de teatro me recordam todos os dias que Deus realmente existe e que o diabo, bom esse coitado jamais criaria algo assim.
SALVE MARTA! Em 2006, o melhor do futebol brasileiro é uma mulher
Pelé, Zico, Tostão, Garrincha, Raí, Romário, Ronaldos Fênomeno e Gaúcho...
Diante de uma lista como essa, não há dúvidas de que o Brasil é berço dos melhores jogadores de futebol do mundo. O que ninguém tinha notado, ainda, é que nossas meninas também são boas. E muito!
Apesar da falta de estrutura para a categoria feminina do esporte, as boleiras se esforçam e vêm conquistando um espaço cada vez maior no cenário internacional. O maior exemplo é a meia-atacante Marta, que arrematou na última segunda-feira (18) o mais cobiçado título da Fifa (Federação Internacional de Futebol). Ela é a melhor jogadora da temporada de 2006, prêmio conhecido como Bola de Ouro. Oba! Pela primeira vez, o troféu está na mão de uma brasileira.
A alagoana de apenas 20 anos de idade superou as veteranas Christine Lilly, dos Estados Unidos – país no qual o futebol é terreno das mulheres -, e Renate Lingor, da Alemanha. Depois de ser eleita pela Fifa segundo e o terceiro lugares nos anos de 2005 e 2004, respectivamente, e de conquistar a medalha de prata na Olimpíada de Atenas-2004, Marta recebeu seu troféu muito emocionada . Ela lembrou das condições ruins de quando praticava o esporte no Brasil. Em Zurique, cidade Suíça onde a premiação é realizada, a craque ressaltou a falta de interesse e de investimento do nosso país nas mulheres. "Existe uma grande diferença entre o futebol feminino na Europa e no Brasil. Aqui tem mais apoio", afirmou.
A jogadora, que veste a camisa do time sueco Umea, aponta um dos problemas no Brasil: "As jogadoras treinam apenas durante três meses no ano e depois param." A conquista de Marta prova que o desenvolvimento do esporte feminino no Brasil depende de uma mobilização da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), em parceria com os clubes, para a criação de uma liga feminina nacional. Talento é a única coisa que não falta paras as garotas.
Janaína Castro
Igualdade entre sexos também beneficia crianças
Um relatório divulgado ontem (11) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostrou que a igualdade entre gêneros beneficia não só às mulheres, como a seus filhos também. A eliminação da discriminação tem um profundo e positivo impacto na sobrevivência e no bem estar das crianças, de acordo com o documento.
Para a Diretora Executiva da Unicef, Ann M. Veneman, a igualdade de gêneros está intrinsecamente ligada ao bem estar das crianças, sendo a educação a chave para a equivalência. “Se as mulheres não recebem educação, não gozam de um bom estado de saúde e de autonomia, os meninos e meninas são quem sofrem”, afirma Veneman.
O relatório alega que as melhoras na situação feminina estão longe de ser suficientes. Milhares de garotas ainda vivem na pobreza, não têm autonomia e sofrem discriminação, e por isso têm menos chance de freqüentarem escolas e ficam mais suscetíveis à violência física e sexual. Para reverter a situação, o órgão sugere medidas de extrema importância como o investimento governamental na educação escolar de meninas e movimentos para engajar homens e garotos na questão da igualdade.
Janaína Castro
SPFW exigirá atestado médico e idade mínima de modelos
O maior evento de moda da América Latina, São Paulo Fashion Week, anunciou nesta semana novas regras em campanha contra a anorexia. Para a próxima temporada, que ocorrerá em janeiro de 2007, as agências deverão apresentar atestado médico comprovando a saúde das modelos. Outra medida é a proibição de jovens menores de 16 anos nos desfiles.
O conjunto de ações tomadas pela organização do SPFW são conseqüências diretas de casos que têm chamado a atenção da mídia, como a morte da modelo de 21 anos, Ana Carolina Reston, em decorrência da anorexia. O diretor artístico do evento, Paulo Borges, afirmou que "cada um precisa cuidar e reconhecer suas co-responsabilidades e desafios de forma ética".
A mobilização no setor da moda também contará com investimentos do evento em propagandas em mídia impressa e eletrônica, cartilhas e palestras para a prevenção e conscientização acerca dos transtornos alimentares.
Janaína Castro
Leia também:
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(Anorexia, bulimia, compulsão alimentar - Quando comer (ou não) vira uma doença)
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(Perigo à vista - A glorificação da anorexia e bulimia na internet)
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(Semana de moda espanhola recusa modelos muito magras)
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(Você anda bem com sua aparência?)
Bazares de Natal agitam as compras em São Paulo
Final de ano é tempo de se esbaldar e dar presentes para todo mundo, ainda mais para nós mesmas. Se não quiser gastar muito, dois bazares tradicionais da época são os lugares ideais para se achar roupas, acessórios e afins.
O Happy Bazar de Natal reúne coleções passadas de grifes como Cavalera, UMA e Lucy in the Sky e também artefatos de decoração com até 50% de desconto.
Já o Q! Bazar (foto), que agora está em dois endereços, vem com descontos que passam de 50% em diversas marcas, como Ricardo Almeida e Calvin Klein. Sendo que parte da renda do evento é revertida para a entidade beneficente APAE. Confira no site (clique aqui) quais lojas estão no ITM Expo e quais estão no Jockey Clube.
Como todo bazar, quanto antes for, melhores são as opções. De preferência, vá cedinho - logo que eles abrirem. Um pouco mais vazios, você poderá escolher com tranqüilidade o que quiser levar.
Boas compras,
Janaína Castro
Happy Bazar de Natal
Até o dia 15 de dezembro
Rua da Consolação, 3122
São Paulo - SP
De segunda à sexta, das 12 às 20 horas; sábados das 11h às 19; domingos e feriados, das 14h às 19.
Q! Bazar
Até o dia 22 de dezembro
Ingresso: R$ 6
Joquey Clube de São Paulo
Rua Dr. José Augusto de Queiroz / Portão 1 – Eucaliptos
ITM Expo
Avenida Eng. Roberto Zuccolo, 555, Vila Leopoldina (atrás da CEAGESP)
São Paulo – SP
Todos os dias, das 12 às 22 horas (incluindo domingos e feriados)
11 3254-7828 (Jockey) e 11 2117-7000 (ITM Expo)
AIDS, o grande desafio da nossa geração
Hoje, 1º de dezembro, é o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, fez um apelo aos governantes de todo o mundo: assumam, em um esforço sem precedentes, a vontade política na luta contra a Aids, por ele considerada o maior desafio da atualidade. A todos os cidadãos, Annan pede mais responsabilidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça o pedido com o slogan: Mantenha a promessa. Pare a AIDS, enfatizando a necessidade de continuação e renovação das campanhas já existentes.
Apesar dos projetos para a conscientização sobre o flagelo terem crescido, o número de pessoas infectadas é cada vez maior, sobretudo as mulheres. Segundo relatório divulgado pela UNAIDS, programa das Nações Unidas para a AIDS e o vírus HIV, os dados de até 1998 revelavam que cerca de 41% dos adultos soropositivos eram do sexo feminino. Já em 2006, essa porcentagem subiu para a metade de toda população infectada.
A situação é mais grave na África sub-saariana. Entre as pessoas de 15 a 24 anos soropositivas, a proporção é de 36 mulheres para cada 10 homens. Lá, estão três quartos de toda a população mundial feminina com HIV. O relatório revela também que muitas das portadoras do HIV não fazem parte do grupo considerado de risco - são casadas ou possuem um parceiro fixo - sendo que somente 11% das mulheres dessa região acreditam que têm o direito de pedir aos parceiros que usem preservativos.
Janaína Castro
Leia também:
* A geração que nasceu com o HIV chega à idade adulta
(Herdeiros do vírus desafiam a AIDS)
* Mulheres que lutam contra a disseminação do HIV na África
(Heroínas Anônimas da África)









