Música pela sustentabilidade

O festival About Us deu uma verdadeira aula sobre Sustentabilidade no último domingo, 28 de setembro. O evento, que reuniu mais de 40 mil pessoas na Chácara do Jockey, em São Paulo, abordou o tema com muita cultura e entretenimento. Foram montadas tendas por todo o local com as mais variadas propostas, como a reciclagem de bitucas de cigarro, a triagem de todo o lixo produzido no evento e oficinas de arte. Os shows de música foram marcados por personalidades nacionais e internacionais que levaram o público ao delírio. As atividades visaram a conscientização sobre a importância de cada indivíduo na luta pelo meio ambiente.
Por uma boa causa
Uma das novidades apresentadas foi a transformação de pontas de cigarro em papel. Foi instalado um grande depositório para os restos de cigarro, no qual as pessoas puderam esvaziar os ‘porta-bitucas’ distribuídos no evento. A interatividade da programação serviu como incentivo para tratar o conceito sustentável de maneira leve e dinâmica. O festival não deixou de lado o tema da poluição: para os carros que levavam mais de quatro pessoas, o valor do estacionamento era reduzido em 30%. Quem optasse pela bicicleta como meio de transporte, tinha tratamento preferencial. Quem cooperou, saiu ganhando.
Cantando por um mundo melhor
O entretenimento, pano de fundo do projeto, ficou em boas mãos: o grupo Afro Lata/ Mangue abriu a tarde de espetáculos dando as boas-vindas ao público. O dia seguiu com as atrações nacionais NX Zero, Seu Jorge e Vanessa da Mata. O show do músico internacional, Ben Harper, foi um dos mais aguardados da noite. Ele, que cantou a música “Boa Sorte” ao lado de Vanessa, atraiu ainda mais pessoas ao evento. Porém, a glória do About Us ficou reservada para a banda norte americana Dave Matthews Band, que estendeu o show a pedido do público.
About Us
O festival foi realizado também em Manaus, no dia 26 de setembro. A organização e pontualidade marcaram os dois dias de evento e proporcionaram tranqüilidade e conforto às pessoas presentes. Famílias, casais e amigos puderam curtir uma boa música rodeados por iniciativas fundamentais para a preservação do meio ambiente.
Andrezza Duarte
Foto, divulgação In Press PNI
Como partidos políticos pensam a Educação
As eleições municipais estão aí. E essa é uma ótima hora para pensarmos naquelas coisas que nos incomodam mas empurramos com a barriga. Por exemplo, os impostos que pagamos e os serviços que não temos. Não conheço ninguém com um mínimo rendimento que se arrisque em hospitais ou em escolas públicas. Mas não seria bom se fosse diferente?
O projeto Educar para Crescer, iniciativa do Grupo Abril e do Grupo Laureate, nasceu exatamente pra isso: lutar por uma educação de qualidade. Para quem já usa a escola pública e para quem ainda não pensou em usar.
Dê uma olhada nesta reportagem: Como os partidos políticos pensam a Educação. Ela pode ser um bom começo para você começar a refletir sobre isso. Veja, em linhas gerais, o que cada partido quer fazer e o que já fez pela educação brasileira. Depois, vai ficar mais fácil decidir seu voto.
Bettina Monteiro
Editora do site Educar para Crescer
Na foto: Sala de aula na EMEF Professora Leonor Mendes de Barros, a mais bem avaliada pelo Ministério da Educação. Por Ricardo Benichio
Escolas recebem "Selo Aqui se Brinca"
Amarelinha, pau-de-sebo e ‘cabanas’ montadas com lençóis velhos são algumas atividades que nos remetem à infância. Quem não se lembra das brincadeiras deliciosas que nos levava para longe, aonde podíamos ser príncipes e princesas, mães e professores. Subir em árvores, tomar chuva e se sujar com lama dos pés à cabeça traziam a sensação de liberdade e autonomia. E é essa a proposta do Selo Aqui se Brinca. Em evento realizado na última quarta-feira (17), a OMO e o Instituto Sidarta anunciaram os resultados da iniciativa social que envolveu 477 escolas de 88 cidades do Estado de São Paulo. O projeto, que começou há oito meses, estimula instituições de ensino a incentivarem o brincar como forma de aprendizado.
Renata Meirelles, mestre pela Faculdade de Educação da USP e uma das organizadoras do Aqui se Brinca conta: “recebemos 477 realidades diferentes e ainda estamos aprendendo com elas. Cada uma intensificou a nossa bagagem cultural, mas ao final, selecionamos 87”. Do total, 87 escolas paulistas foram selecionadas por profissionais de educação, com base em critérios como ter a brincadeira como tema de formação, considerar o direito de brincar como um ato de conquista da cidadania e o estímulo contínuo de atividades.
As escolas receberam o Selo Aqui se Brinca. Vinte e cinco ganharam o “Baú de Possibilidades”, compostos por tecidos e fantasias costuradas à mão para enriquecer a criatividade das crianças; e cinco instituições de ensino foram premiadas com playgrounds educativos. Regina Camargo, gerente da OMO, diz que “o contato com a natureza, por exemplo, é essencial para a criança criar referências. O Selo é uma ferramenta para troca de experiências”.
Cláudia Siqueira, diretora do Instituto Sidarta aponta que “o que definiu as escolas foram as boas práticas, como a valorização da simplicidade, da cultura e da autonomia da criança”. Renata Meirelles ressalta que “os pequenos têm muita sede para aprender e buscam isso durante todo o dia. O educador está lá para desafiá-las”.
Você pode fazer em casa
As mães devem proporcionar maneiras para a criança se conhecer melhor e a apreender o que está ao seu redor. Brinquedos simples, como um rolo de papelão, representam um mar de possibilidades: um túnel, um trem, uma espaço-nave. É importante que elas encontrem isso em suas casas também. Geralmente, o que elas precisam é muito mais simples do eu imaginamos. “Permita que seu filho tenha muito mais experiências vividas do que informação. O aprendizado vem como conseqüência de algo que ela viveu”, afirma Renata. “As mães precisam observar atentamente o que as crianças buscam para não deixar a curiosidade morrer. Deixe que elas se sujem, estimulem a fantasia. Construa cabanas no meio da sala com cobertores e vassouras. Participe dos sonhos e volte à infância com elas”.
Andrezza Duarte
Na foto, as representantes das cinco escolas vencedeoras (divulgação)
Sem preconceito, homens recorrem à vasectomia
A cirurgia de vasectomia sempre foi um fantasma na vida do homem. Muitos mitos assombram o sexo masculino quando o assunto é operação. O principal deles é o medo da impotência. De cara, vamos derrubar essa lenda: a vasectomia não afeta o desempenho sexual e não causa qualquer disfunção erétil. Ela é uma cirurgia que deixa o homem estéril, uma alternativa de planejamento familiar que desobriga a mulher de usar o anticoncepcional, depois que o casal já tem os filhos que deseja.
A procura pela operação teve um crescimento significante no Brasil. Em levantamento feito pelo Ministério da Saúde, mais de 37 mil homens foram submetidos à cirurgia no ano de 2007, em hospitais públicos e ambulatórios de todo país. Em 2006, o número registrado foi de 22 mil.
Para a maioria dos homens, falar sobre saúde e sexualidade já não é mais considerado um problema. O urologista e presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo, Ubirajara Ferreira, diz que “eles desenvolveram uma tendência atual de maior conscientização, de maior cuidado com a própria saúde”. E as responsáveis por essa mudança, quase radical, são as mulheres. “De 360 consultas ao urologista, 40% são marcadas por mulheres. Elas são as reais incentivadoras da cirurgia”, afirma o médico. “Ela menstrua, fica grávida e dá à luz. O homem é sempre o espectador. A vasectomia representa uma entrega do parceiro, uma real participação dele na vida sexual do casal. A mulher se sente valorizada. É o preço que ele tem que pagar pelo relacionamento”.
A cirurgia
A vasectomia é um procedimento simples: “Pode ser feito até no consultório médico, sempre sob anestesia local. São feitos duas pequenas incisões no escroto para isolar os dois canais que levam os espermatozóides para a uretra na hora da ejaculação. Depois disso, eles são cortados”, explica Ubirajara.
O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza essa cirurgia de graça em homens que têm pelo menos dois filhos vivos ou mais de 25 anos. “A operação não apresenta nenhum risco para o homem e não causa efeitos colaterais”, diz o médico. É recomendado que ele não mantenha relações sexuais por cerca de uma semana após a intervenção. O procedimento é reversível e a taxa de sucesso da cirurgia de reversão varia, mas pode chegar a 70%.
Andrezza Duarte
Licença-maternidade de 6 meses já é lei
O presidente Lula sancionou a lei que amplia o período da licença-maternidade de 120 para 180 dias. Como a concessão do benefício será opcional para o empregador, a lei garantirá o incentivo fiscal para a empresa privada que der os dois meses a mais para as funcionárias, que também podem escolher se querem ou não o benefício.
A lei foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira, dia 10 de setembro. Mas só produzirá seus efeitos quando houver um decreto presidencial regulamentando o "Programa Empresa Cidadã". Ele deve definir prazos e procedimentos para a adesão das companhias interessadas. Até o fim deste ano, o documento estará pronto. Portanto, as mulheres só poderão requerer a licença ampliada a partir de 2009 (e um mês depois do parto), caso a sua empresa se cadastre no programa. A empresa será ressarcida quando declarar o imposto de renda 2009/2010 e receberá o selo “Empresa Amiga da Criança”.
A medida tem sido muito esperada pelas mulheres, que vão poder ficar mais perto do bebê nos primeiros meses de vida. Esse contato é rico e indispensável. Não só sob o ponto de vista emocional como é importante também para a saúde da criança, que continuará sendo amamentada no peito da mãe por mais 60 dias.
Os primeiros quatro meses de licença continuarão sendo pagos pelo INSS.
Janaína Castro e Patrícia Zaidan
Pílula do dia seguinte: uso e abuso
A pílula do dia seguinte tem sido usada como contraceptivo de rotina por jovens brasileiros. A conclusão é da pesquisa feita pelo Portal Educacional no primeiro semestre deste ano com mais de seis mil alunos de 272 escolas particulares do país. De 1.383 adolescentes, 22% perderam a virgindade entre 13 e 16 anos. A pílula do dia seguinte foi a forma que eles encontraram para evitar a gravidez. Conclusão: elas estão abusando desse método. A educadora sexual e diretora executiva do Instituo Kaplan, Maria Helena Vilela, diz que a pílula do dia seguinte é uma alternativa, exclusivamente, de emergência.
Quando usar:
A pílula não deve ser adotada corriqueiramente como método anticoncepcional. Além de não substituir a camisinha, ela tem indicações precisas. Só deve ser procurada em situações específicas, como:
-Casos de violência sexual
-Rompimento da camisinha
-Em caso de esquecimento da pílula anticoncepcional por mais de dois dias
Como funciona:
A pílula do dia seguinte dificulta o encontro do espermatozóide com o óvulo, impedindo a fecundação. O principal ativo do contraceptivo é o levonorgestrel, substância que causa um desnível hormonal no corpo feminino. Caso a fecundação já tenha ocorrido, a pílula gera uma descamação no útero e evita a implantação do ovo fecundado.
Como funciona:
São dois comprimidos: o primeiro pode ser tomado até 72 horas após o ato sexual. O segundo, 12 horas mais tarde. Quanto mais cedo, maior a eficácia: nas primeiras 24 horas, o risco de gravidez é de 5%. Após 48 horas, o risco aumenta para 15% e, depois disso, para 40%.
Efeitos colaterais:
Angela Maggio da Fonseca, professora de ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, diz que “a pílula do dia seguinte é de alta dosagem de hormônios e pode provocar irregularidade menstrual, acne, náuseas e vômitos”.
Dores de cabeça e enjôos, também podem ocorrer com o uso do medicamento. Em caso de vômito ou diarréia nas primeiras duas horas depois da ingestão do comprimido, a dose deve ser repetida.
Contra-indicações:
A pílula de emergência não é recomendada para pessoas que sofrem de hipertensão, problemas cardíacos e diabetes. É importante que a mulher receba orientação médica antes de ingerir os comprimidos.
Uso indiscriminado
A enfermeira Maria Helena diz que “a pílula não deve ser usada mais de uma vez no mesmo ciclo menstrual, pois perde o efeito. Mesmo se ingerida apenas uma vez, ela garante apenas 95% de eficácia, enquanto a pílula anticoncepcional protege em 99,9% dos casos e a taxa de hormônio é mínima”. A professora Angela adverte que a adoção freqüente acarreta aumento de peso, náuseas e irregularidade menstrual.
O contraceptivo de emergência não precisa de receitas médicas. É vendido em farmácias com um valor entre 15 e 20 reais. Para Angela, o acesso fácil aos comprimidos provoca um abuso: “É preciso conscientizar a população de que não é um procedimento de rotina. O ideal é oferecer o medicamento em postos de unidade básica de saúde juntamente com orientação para o planejamento familiar”.
Segundo pesquisa do Programa do Adolescente do Estado de São Paulo, 33% das garotas que tomaram esses comprimidos não se preocuparam com nenhum outro método contraceptivo. Os jovens não amadurecem o suficiente antes de iniciarem a vida sexual e desconhecem os riscos que ela pode trazer. A médica Angela acredita que “muitos adolescentes não têm responsabilidade sobre o ato sexual. Eles precisam ser instruídos: não é somente a gravidez indesejada; têm, também, as doenças sexualmente transmissíveis (DST) e eles não estão preocupados com isso”. A falta de informação começa dentro de casa. Maria Helena orienta: “Os pais devem conversar com seus filhos sobre a vida sexual e incentivar o uso da camisinha, sempre. Levar as meninas ao ginecologista é essencial para a indicação de uma pílula anticoncepcional adequada”.
Andrezza Duarte
Estréia nos cinemas "Linha de Passe"
Assisti aos oito filmes de Walter Salles – três deles co-dirigidos por Daniela Thomas. Fiquei surpresa com Terra Estrangeira, me encantei (como o país inteiro) ao ver Central do Brasil, considerei Abril Despedaçado pura poesia, com aquela fotografia árida e bonita ao mesmo tempo... mas não tenho dúvida em eleger Linha de Passe, que estreou nesta sexta (5/09), o melhor de todos. Walter Salles e Daniela Thomas estão maduros, o elenco afiado, a linguagem tem o tom da verdade. Na história da família de Cleusa (Sandra Corveloni) há autenticidade, muita cumplicidade e afeto. O respeito entre pessoas que se gostam e se perdoam está na tela -- é o retrato de uma família, no melhor sentido da palavra.
Linha de Passe acompanha a rotina da empregada doméstica Cleusa, mulher parecida com outras 18,5 milhões de brasileiras que são chefes de família e criam os filhos sozinhas – os amores sempre vão embora, as crianças ficam para comer, vestir, estudar... tudo por conta delas. O perfil de mulher chefe-da-casa é comum no país. Em 10 anos (de 1996 a 2006), o número de mulheres sem parceiros que carregam o mundo nas costas, como Cleusa, cresceu 79%, nas contas do IBGE.
Dos números, voltamos para o cinema: em cena, está Cleusa, à beira da pia cheia de louças, grávida do quinto filho. Ela é um tipo resolvido e tem uma paixão louca pelo Corinthians – o futebol faz parte do coração da doméstica e do filho Dario (Vinícius de Oliveira). Às vésperas de completar 18 anos, o garoto vê por um fio a chance de passar na “peneira” de um time de futebol. Todas as esperanças de redenção da casa estão depositadas no meia-armador que sonha ser contratado como craque de um grande clube.
Dario não é uma mera invenção de ficcionistas: o roteiro bebe na fonte do documentário Futebol, de João Salles, irmão do diretor. Ele mostra a disputa desesperada de milhares de adolescentes que sofrem todo tipo de humilhação nas filas do teste – os garotos fazem qualquer negócio para se destacar diante dos olheiros que podem transformá-los em Ronaldinho ou Robinho.
O Brasil da periferia está encarnado também no motoboy, filho mais velho de Cleusa, que vacila entre seguir na mesmice de motoboy ou virar um motoboy bandido. O outro filho, o segundo, é a representação da desesperança, recorrendo à religião na tentativa de aplacar a falta de oportunidades. O cenário dele é uma igreja crente que promete fazer paraplégicos andar.
O caçula – único negro da casa – nunca viu o pai. Tudo o que sabe é que o homem não foi casado com a mãe, era negro e motorista de ônibus. O garoto investe toda sua energia para identificá-lo. Essa história me trouxe à memória uma notícia que li no jornal, anos atrás. Walter Salles confessou que também havia lido a mesma notícia – um texto do jornalista Ricardo Kotscho – e se inspirou nela para a criação do caçulinha da família. O texto relatava que um menino de 12 anos, de tanto freqüentar garagens de empresa de ônibus no rastro do pai, acabou aprendendo a dirigir. Ele percorreu 80 quilômetros ao volante. Ao ser detido e enviado a FEBEM declarou que só queria uma coisa: encontrar o aquele que abandonara a família alguns anos antes.
Linha de Passe é também um filme delicado, um momento magistral que deu a Sandra Corveloni a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Por trás do brilhante desempenho da atriz não está apenas um eficiente trabalho de preparação de atores. Sandra faz parte da nação que emerge das dificuldades. Como bóia-fria, ela saiu da zona rural do Mato Grosso do Sul diretamente para o centro urbano de São Paulo. No mesmo caminhão viajavam os irmãos, o pai que virou operário e a mãe que virou doméstica sem carteira assinada. Sandra sabe o que está interpretando e sabe também como é viver num grupo sempre em busca de identidade – suas raízes estão na maior categoria profissional do país, a das empregadas domésticas.
A estréia do filme ocorreu no mesmo dia em que o BCG (The Boston Consulting) classificou o Brasil entre os países com número de milionários em crescimento: em dois anos, passamos a contar 90 mil novos milionários. Ao todo, eles somam 220 mil patrícios donos de 1,2 trilhão de dólares – apenas no mercado financeiro. Não se pode ler os dados como sinal de mais gente saindo da miséria, claro. A leitura obrigatória é a de que o abismo entre os que têm muito e os que não têm nada, como a família de Cleusa, é cada vez mais largo e profundo.
Patrícia Zaidan
Foto: cena do filme, DanielaThomas, divulgação
PF combate pedofilia na internet
A segunda edição da Operação Carrossel para combater a pedofilia na internet foi realizada na última quarta-feira (3), em 17 estados e no Distrito Federal. A primeira ocorreu em dezembro de 2007. De acordo com a Polícia Federal, três prisões em flagrante foram registradas e vários computadores, pen-drives e CDs apreendidos. Mas o balanço final ainda não foi divulgado.
“A internet é revolucionária e poderosa, mas como não há controle, ela propicia o anonimato e facilita a reprodução, publicação e divulgação da pornografia infantil.”, afirmou o delegado-chefe do Combate aos Crimes Cibernéticos da PF, Adalton Martins. Além de ser universal, ela é capaz de seduzir o internauta a viver numa realidade quase fantástica. Por isso, crianças e adolescentes são presas fáceis dos pedófilos que atuam na web. “Não há diferença entre a vida real e a internet, é como andar na rua. Por mais que o computador dê segurança e estabeleça uma distância (física) entre as pessoas, essa imunidade é apenas uma ilusão.” Para os pais, o delegado diz: “É importante ter a noção de que qualquer um pode entrar na sua casa pelo cabo da rede. A falta de informação entre jovens e crianças pode levá-los a uma maior exposição da vida pessoal, o que eleva os índices de pedofilia.”
Trabalho de mãe
Os danos dessa relação virtual são palpáveis e a família deve estar atenta para proteger os filhos. “O controle e participação da mãe nas atividades virtuais do filho tem uma importância imensurável”, afirma o delegado. “Ela pode identificar se a criança já estabeleceu contatos ou criou vínculos com algum desconhecido”, afirma. Para facilitar esse acompanhamento, Martins ensina que o computador não deve ficar no quarto da criança ou adolescente: “Coloque o ponto de internet em um lugar visível da casa para que sempre tenha alguém de olho nas atividades do jovem”. Uma boa opção são os programas de computador que filtram certos conteúdos para preservar o usuário. Outro detalhe: a conversa ainda é a melhor forma de educar. A família deve alertar para os riscos das relações com estranhos e explicar, de forma sutil, como agem os pedófilos na web. Em geral, eles pedem fotos da criança ou a levam a tirar as roupas na frente da câmera.
É crime
De acordo com o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA) é crime apresentar, produzir, vender, fornecer, publicar ou divulgar fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente por qualquer meio de comunicação, incluindo a rede mundial de computadores. A lei prevê pena de até 6 anos de reclusão e multa.
As denúncias podem ser feitas na delegacia de Polícia Civil mais próxima ou pelo telefone da Polícia Federal : (61) 3311.8329
Andrezza Duarte
Cesarianas crescem no Brasil
O número de cesarianas está crescendo no Brasil. O mito de que a tecnologia utilizada na cirurgia é mais segura que o parto normal fez com que muitas abandonassem o método natural de dar à luz. A médica Rosiane Mattar, presidente da Comissão de Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), diz que os países com menor taxa de mortalidade materna são os mesmos que praticam o parto normal com maior freqüência. “Sempre que possível, é melhor optar pela via normal, pois oferece mais segurança”, afirma a médica. A enfermeira e ativista da rede Parto do Princípio, Maíra Libertad, enfatiza o que foi colocado pela médica: “tanto para a mãe quanto para o bebê, o parto normal é mais indicado. A recuperação da mulher é mais rápida e permite que ela participe de forma ativa no nascimento do filho.” Ela define o parto normal como uma etapa de transição para o bebê. “É um processo fisiológico, no qual o bebê sai de um ambiente protegido para o mundo”.
Porém, nem sempre é possível dar à luz naturalmente. Em situações em que a mulher apresentar pressão alta, diabetes ou alguma doença renal ou o feto demonstrar dificuldades, como desproporção entre seu tamanho e o da bacia ou deslocamento da placenta, a opção é a intervenção cirúrgica. É essencial que a mulher busque orientação médica para conhecer os riscos e os benefícios dos métodos disponíveis e, assim, avaliar o que será melhor e mais seguro para o seu caso. O que importa é a saúde e a vida da mãe e do filho.
A mais recente Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) avalia que entre 1996 e 2006, o aumento de cesarianas cresceu 21%, o que hoje representa 44% dos partos no país. O Conselho Federal de Medicina e a Agência Nacional de Saúde Suplementar criaram uma comissão para discutir formas de aumentar a qualidade de assistência ao parto e reduzir os índices de crescimento de cesarianas.
Andrezza Duarte
Comunidade oficial de CLAUDIA no Orkut
Agora temos mais um canal de comunicação para você conversar com a redação. Criamos no Orkut nossa comunidade oficial, Mulheres de CLAUDIA. É um espaço para dar e ouvir opiniões e sugestões, tirar dúvidas e conhecer mulheres que, como você, gostam de estar sempre informadas, bonitas e de bem com a vida. Participe!
Redação CLAUDIA









