31/10/2008

Cinema para todos os gostos

Estréias nas telonas com ação, comédia romântica, drama e terror. Depois de assistir, não deixe de contar para nós o que achou! 

Gerald Butler em Rock'n'Rolla –A grande roubada“Rock'n'Rolla –A grande roubada”
Agora conhecido como o ex-marido da Madonna, o diretor Guy Ritchie retoma seu estilo violento com pitadas de humor negro em seu novo filme. Depois de amargar com longas insossos, como o “Destino Insólito”, protagonizado pela rainha do pop, ele volta a contar histórias que se entrelaçam no submundo londrino. Dessa vez, com enfoque na máfia russa. O ator maravilhoso Gerald Butler (foto), de “P.S. Eu te amo”, está no elenco. Em DVD, a sugestão é ver duas outras obras de Ritchie: “Snatch – Porcos e Diamantes”, de 2000, com Brad Pitt interpretando um cigano, e “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, nosso favorito, de 1998.

"Um Segredo entre Nós"
Em seu primeiro longa-metragem, o diretor Dennis Lee escalou Julia Roberts e Willem Defoe para viverem o drama da família Waetcher. O filme é apresentado em dois planos: o primeiro trata da infância traumática de Michael, filho do casal, dominado pelo pai e extremamente apegado à mãe; a segunda, mais de 20 anos depois, mostra a volta do menino para sua cidade natal e o reencontro com a família. O longa é construído com muito drama e sensibilidade.

“Eu, meu irmão e nossa namorada”
Uma mistura de comédia e romance, o filme conta a história de Dan (Steve Carell), um viúvo com duas filhas que ganha a vida como autor de uma coluna de jornal. Sua vida vira ao avesso quando se apaixona por Marie (Juliette Binoche), a namorada de seu irmão. O enredo foge dos clichês comuns dos filmes desse gênero e surpreende. O filme é dirigido pelo escritor e roteirista, Peter Hedges.

“Jogos Mortais V”
Para aproveitar o clima de Halloween, ou Dia das Bruxas, uma boa pedida no cinema - se você tiver estômago para o gênero - é o filme “Jogos Mortais V”. Ainda mais sangrento que os quatro primeiros, o quinto filme da saga do violento serial-killer ‘Jigsaw’, já está em cartaz. O filme resgata o suspense presente nos últimos episódios que, juntos, faturaram mais de 500 milhões de dólares. O último episódio segue a mesma linha dos outros, envolto em muito mistério e violência. Vale a pena conferir o primeiro filme da série para entender a trama.

Andrezza Duarte e Janaína Castro
Foto divulgação


28/10/2008

CLAUDIA no Prêmio Herzog

Patrícia Zaidan recebe Menção Honrosa do Prêmio Vladimir HerzogO 30º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog foi realizado nesta segunda-feira (27 de outubro) no Tuca, o Teatro da Pontifícia Universidade Católica, em São Paulo. Fique muitíssimo orgulhosa em receber uma menção honrosa pela reportagem que assino com uma grande companheira, a jornalista Alessandra Roscoe: “O mapa do aborto”, publicada na edição de junho, na nossa CLAUDIA e no nosso site.  

Fiquei honrada, em primeiro lugar, por ter meu nome associado ao de Herzog, um profissional que lutou pelo exercício do bom jornalismo e pela redemocratização do país. Lutou tanto que foi morto pelos torturadores da ditadura militar, em 1975. 

Eu era pouco mais que uma menina quando esse episódio doloroso aconteceu. Vivia em Uberaba, uma cidade calma do interior de Minas, quando li sobre o ato ecumênico em memória de Vlado na Catedral da Sé. Me emocionei com os discursos corajosos desafiando os que mataram o jornalista.

Não queria morrer como ele, mas já desejava me aproximar da defesa dos direitos humanos. Queria ter coragem, fazer um jornalismo sério, que ajudasse a melhorar o país e a vida dos brasileiros. A morte de Vlado me fez entender melhor o que estava se passando no Brasil daquela época.

Hoje, 33 anos depois, receber a menção honrosa no prêmio do Sindicato dos Jornalistas me dá a certeza de que escolhi o caminho certo. Publicar uma reportagem defendendo o direito da mulher decidir o que fazer com a gravidez indesejada é, de fato, nosso papel. Estou há 9 anos em CLAUDIA, redação que me dá carta branca para trabalhar nessa direção. Faço parte de uma equipe equilibrada e segura, que assume a missão de discutir todas as questões relacionadas à mulher. Mesmo que as questões sejam polêmicas, como é o aborto clandestino, que mata milhares e milhares de brasileiras a cada ano. Essa barbárie só vai ter fim na hora em que deputados e senadores entenderem que a flexibilização da lei  pode acabar com o mais grave problema de saúde pública ligado ao sexo feminino.

Patrícia Zaidan
Foto arquivo pessoal


24/10/2008

O assassinato de Eloá

Só alguns minutos

 Assentada a poeira inicial, não consigo parar de pensar neste assunto. Nos últimos dias, vimos passar diante de nossos olhos, pelas telas de nossas TVs, um tratado completo sobre as relações de poder entre mulheres e homens. Aquilo que os “iniciados” chamam de “relações de gênero”, e que tanta gente tem dificuldade para entender.

Lindemberg e Eloá eram jovens moradores de um conjunto habitacional de trabalhadores da Grande São Paulo. Até onde sei, com histórias e vidas parecidas. Nada que envolvesse grandes disparidades sócio-econômicas.

Envolveram-se num relacionamento amoroso, quando ela era pouco mais que uma criança, e ele um rapaz de dezenove anos. Segundo informações que circulam, era um namoro tumultuado, com vários rompimentos e reconciliações, geralmente motivados pelo comportamento possessivo de Lindemberg.

Até o dia que Eloá decidiu não se reconciliar mais com ele. Uma decisão que ele não podia aceitar, um atrevimento, uma manifestação insuportável de egoísmo, como falou por telefone a um repórter. Como ela não cedia às suas tentativas de diálogo, ele resolveu obrigá-la, da forma que lhe pareceu mais adequada. Ou seja, ela o empurrou a tomar aquela atitude extrema!

Invadiu a casa dela numa tarde de segunda-feira, insinuando que os colegas que estavam ali tinham intenções a respeito de Eloá que só ele mesmo poderia ter. Estava armado, e a situação logo evoluiu para cárcere privado.
Não tinha nada para pedir em troca, pois o que ele queria, que era a atenção exclusiva dela, já havia conseguido. Que fazer, então? Prolongar indefinidamente o inferno, para que não restasse dúvida sobre quem controlava a situação, para reafirmar, hora após hora, que ela era propriedade dele, e faria o que ele quisesse.

Não me venham com essa lorota de que ele foi movido pela paixão. O que moveu Lindemberg foi o medo de ser rejeitado de forma definitiva e de perder a voz de mando numa relação que ele controlava tão bem. Como ficaria sua hombridade? Como lidar com o vazio deixado por tamanha humilhação?

Passaram-se os dias, as noites, mais dias e noites, até que ele mesmo não suportava mais a situação que havia criado. Mas, como sair? Impedindo que Eloá continuasse a viver, e, agora, sem ele, que é um rapaz inteligente e sabe que não teria mais nenhuma chance. Mirou seu revólver na cabeça e no sexo da ex-namorada. Bem dentro da lógica de que “se não for minha, não será de mais ninguém”.

Lindemberg inviabilizou sua vida e seu futuro, mas ele ainda pode dispor de uma e de outro. Eloá foi imolada para que o macho pelo menos preservasse sua macheza, pois viverá o resto de seus dias assombrado pelo que foi capaz de fazer. Isto pode soar como uma simplificação extrema, e talvez seja mesmo, mas como encontrar razões defensáveis para o que aconteceu?

Peço vários minutos de silêncio e reflexão sobre este caso tão emblemático e, ao mesmo tempo, tão corriqueiro, em maior ou menor grau, em tantas relações supostamente afetivas entre mulheres e homens.

Júnia Puglia
Vice-diretora do Unifem (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher)


22/10/2008

CLAUDIA recebe menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog

O mês de outubro tem sido muito especial. Além de celebrar nosso 47º aniversário, vamos comemorar a Menção Honrosa que recebemos no 30º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A reportagem O Mapa do Aborto, das jornalistas Patrícia Zaidan e Alessandra Roscoe, mereceu um destaque na categoria Revista. A matéria compara as leis de aborto no Brasil e no mundo mostrando que o nosso país está alinhado com as nações atrasadas, que proíbem o aborto, não respeitam os direitos da mulher e que tudo isso leva ao atraso econômico e social.

Outra Menção Honrosa da categoria foi dada à revista Nova Escola, também publicada pela Editora Abril. A reportagem, de Thais Macedo Gurgel, tem como título Inclusão, só com aprendizagem.

A premiação acontece na segunda-feira (27), em São Paulo.


15/10/2008

Câncer de mama é tema de exposição em Brasília

Dalva Sandes, fotografada por Hugo LenziMulheres que enfrentaram o câncer de mama ou que ainda estão na luta são retratadas na exposição fotográfica De Peito Aberto, inaugurada na quarta-feira (15) na Caixa Cultural Brasília, Distrito Federal. De autoria da jornalista Vera Golik e do fotógrafo Hugo Lenzi, o projeto traz também depoimentos emocionantes sobre o tema e duas palestras gratuitas com pacientes e médicos sobre a auto-estima da mulher com câncer de mama.

Serviço
Exposição De Peito Aberto
Local: CAIXA Cultural - Galerias Piccolas I e II
Endereço: SBS Q. 4, Lt. 3/4 - Térreo, anexo ao edifício Matriz da Caixa
Visitação: de 15 de outubro a 30 de novembro de 2008
Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Palestras: 16 e 29 de outubro, no Teatro da Caixa, às 19:30h,
Informações e agendamento para palestra ou grupos de visitas monitoradas: de terça-feira a sexta-feira, de 9h às 18h, pelo telefone (61) 3206-9448.
Classificação etária: Livre
Entrada Gratuita

Janaína Castro
Imagem: Dalva Sandes, fotografada por Hugo Lenzi (divulgação)


13/10/2008

CLAUDIA comemora 47 anos

CLAUDIA comemora 47 anosOutubro é um mês muito especial para a equipe de CLAUDIA. Com orgulho, a marca comemora 47 anos na vida da mulher brasileira. E, para aumentar nossa alegria, recebemos nesta segunda-feira uma deliciosa homenagem da Neutrogena, que enviou para a redação um bolo de chocolate com recheio de morango.

O doce chegou em uma hora perfeita, por volta das 5 da tarde, quando bate aquela fome. O sabor também foi certeiro, chocolate em uma redação quase toda feminina é uma ótima escolha. Devoramos em menos de dez minutos! E tão gentil quanto o bolo foi o recado anexado:

"Há 47 anos, de formas variadas, CLAUDIA se conecta com o tempo. As páginas viradas são experiências para traduzir o hoje e antecipar o amanhã.

A cada mês, surge uma mulher mais completa.

Vocês fazem aniversário, mas são as leitoras que ganham o presente. Elas, assim como nós, conhecem e estimam o valor da sua experiência.
Parabéns!

Um grande abraço,
Equipe
NEUTROGENA"

Nós é que agradecemos pela saborosa delicadeza.

Redação CLAUDIA
Foto Janaína Castro


07/10/2008

Festa do Prêmio CLAUDIA 2008

Vencedoras do Prêmio CLAUDIA 2008 e Marcia NederA 13ª edição do Prêmio CLAUDIA foi realizada no dia 6, em São Paulo. A festa, que reuniu cerca de mil pessoas na Sala São Paulo, foi uma grandiosa homenagem ao talento e à dedicação de mulheres que fazem a diferença em 5 áreas do conhecimento: ciências, cultura, negócios, políticas públicas e trabalho social.

Atrações muito especiais marcaram a premiação, apresentada pela atriz Christiane Torloni. A cantora Ná Ozetti e o pianista André Mehmari abriram a noite com um belo show, interpretando as canções “Because”, de John Lennon e Paul McCartney, e “Rosa”, de Pixinguinha. A ginasta Daiane dos Santos empolgou a platéia com uma seqüência de saltos e dança no solo ao som de “Brasileirinho” e a trupe do Circo Zanni encantou com suas bailarinas equilibristas.

Na foto, a diretora de redação de CLAUDIA, Marcia Neder (a quarta, da esquerda para a direita), comemora com as cinco vencedoras. Clique aqui e conheça as escolhidas de cada categoria deste ano.

Foto Marie Hippenmeyer


03/10/2008

Bate-papo com Dave Matthews

Dave Matthews

Em breve passagem pelo Brasil, o líder da banda norte-americana Dave Matthews Band provou que sua legião de fãs brasileiros é poderosa. Com um público na faixa dos 30 anos, Dave Matthews e sua banda se apresentaram em Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro no mês de setembro. Os shows não duraram menos de duas horas e meia e levaram as pessoas ao delírio.

Com uma proposta bem diferente, eles ensaiam um estilo musical conhecido como folk rock. A mescla dos sons de violino, saxofone e flauta com os de guitarra, bateria e baixo são traços característicos do grupo. Dave Matthews conquistou o público com seu trabalho na década de 90 com os sucessos Crash into me e #41, entre tantos outros. Desde então, é inspiração para grandes músicos internacionais. A banda já lançou mais de 30 CDs, incluindo os álbuns gravados ao vivo.

Dave é sul-africano e dono de uma voz inconfundível. Ele já foi considerado um dos homens mais charmosos da América e bateu um papo com CLAUDIA no qual revelou que sua maior inspiração são as mulheres. 

CLAUDIA: O Brasil esperou sete anos pelo retorno da banda, desde a participação no Rock ‘n Rio, em 2001. Como foi estar de volta?

Dave Matthews: Eu adoro o Brasil. Nunca imaginei que tivéssemos tantos fãs por aqui e me surpreendi quando milhares de pessoas cantaram comigo as minhas músicas. As noites de show foram divertidas e animadas, não queria sair do palco. O Brasil não pôde ficar de fora quando decidimos trazer a turnê para a América do Sul.

CLAUDIA: Você foi eleito um dos homens mais charmosos da América.

Dave Matthews: Quem disse isso?! Bom, o que posso dizer? Sou realmente charmoso (risos). Mas preciso ouvir isso de mais pessoas, para saber se é verdade. Será que as mulheres de CLAUDIA acham isso?

CLAUDIA: As suas músicas falam muito sobre amor - todas as formas dele. Já que você é o responsável pela criação da maioria das músicas, qual é sua fonte de inspiração?

 Dave Matthews: Sou um homem que sabe se apaixonar. Conheci e senti diferentes tipos de amor. Mesclo minha realidade com a idealização de um sentimento perfeito. Acredito que a dor é, também, uma ótima fonte de inspiração. A verdade é que idolatro as mulheres, sou apaixonado por elas. Essa adoração me incentiva a criar. 

CLAUDIA: Quais os planos da Dave Matthews Band para o futuro?

Dave Matthews: Recentemente, nosso saxofonista e amigo, LeRoi Moore, faleceu. O trabalho fica mais doloroso. Mas depois da turnê, voltaremos ao estúdio para gravar mais um CD, que deve ser lançado no começo do ano que vem. Como é um trabalho feito em grupo, ele fará muita falta.

Andrezza Duarte
Foto Andrezza Duarte