O homem mais sexy e roupas recicladas
Há duas delícias na revista americana People de 1º de dezembro. A primeira está logo na capa: esta é a edição do homem mais sexy do mundo. O vencedor não é lá o ator mais famoso por aqui, o australiano Hugh Jackman. Mas o moço faz bem para os olhos – e para quem se lembra, ele era o Wolverine de X-Men (2006). Seu próximo filme é o épico Austrália, em que faz par romântico com Nicole Kidman, e que tem estréia no Brasil prometida para janeiro do ano que vem.
A segunda delícia está lá no fim da revista: fotos mostrando que Angelina Jolie e Brad Pitt aproveitam as roupas do filho mais velho para vestir os mais novos. Tem t-shirts de Maddox usadas nove meses depois por Zahara e Pax; mochila que reaparece no ano seguinte; camiseta de manga comprida que seis meses depois está com outro irmão. E cada vez eu gosto mais dessa família!
Lúcia Barros, editora-chefe de CLAUDIA e mãe de Laura e Rachel, que também dividem boa parte do guarda-roupa.
Foto: Hugh Jackman na pré-estréia de 'Australia' em Nova York. (Brad Barket/Getty Images)
Cuidar de filho 24hs!? Tô fora!
Ai, ai, ai, eu não poderia discordar mais desse raciocínio.
Se há idealização aqui, é do papel de mães e pais – mas sobretudo de mães, uma vez que somos nós que historicamente assumimos a maior parte, quando não todo, o cuidado com os filhos. E esses cuidados demandam tempo integral e energia quase infinita. Deixando teorias de lado e passando ao aspecto absolutamente prático da maternidade: como é que uma mulher vai trabalhar fora e cuidar sem nenhuma ajuda do filho, tudo ao mesmo tempo? Não dá. Então, cada mulher se vira como pode: muitas têm a ajuda das próprias mães para ficarem com os netos, outras contam com creches públicas ou das empresas em que trabalham, outras ainda, têm apenas a opção de contratar uma babá. No final de semana, além de aproveitar a companhia adorável das crianças, muitas de nós têm que também dar conta de supermercado e outros afazeres domésticos, têm que ir ao cabeleireiro (porque estar apresentável é obrigação no mercado profissional e, graças a Deus, é também direito de todas nós que amamos ser mulheres!), têm que resolver mil e uma pendências que durante a semana não é possível...
Falta de tempo, hoje, é problema real de mulheres e homens, assoberbados com a quantidade de coisas por fazer. Em tempos de crise, o quadro tende a piorar, porque muitas empresas já estão demitindo e tantas outras o farão, e quem ficar vai trabalhar ainda mais do que antes. É estranho, então, ver a Rosely argumentar que “a falta de tempo dos pais tem sido usada para explicar tantas buscas de recursos”, quando, na verdade, “esse estilo tem muito mais a ver com a nossa cultura”. Bem, a falta de tempo é parte da nossa cultura. E é real. Então eu entendo perfeitamente os pais que contratam bufês para comemorar o aniversário dos filhos – a alternativa seria a mãe parar de trabalhar para cuidar da festa? E falo só na mãe porque do pai tenho certeza que ninguém se atreveria a pedir isso!
Entendo perfeitamente, também, quando os pais vão para hotéis com monitores. Estar com os filhos é o máximo – e também exaustivo num sistema de 24 horas por dia. Será que mães que trabalham não têm direito a alguns momentos do dia, nas suas férias, para só ficarem sem fazer nada? E mesmo mães que não trabalhem fora, será que delas temos o direito de exigir que fiquem em tempo integral com os filhos porque senão não os amam verdadeiramente?
Acho que precisamos parar de idealizar a maternidade. Precisamos parar de cobrar perfeição das mães. Elas já se cobram o suficiente. E sem precisar que ninguém venha colocar em dúvida seu amor pelos filhos porque parte do cuidado com eles é exercida por outras pessoas.
Lúcia Barros
Editora-chefe de CLAUDIA e mãe de Laura e Rachel
Moda na luta contra o HIV
Há sete anos, o estilista Carlos Tufvesson criou a campanha “A moda na luta contra o HIV”, para ajudar na divulgação da prevenção a essa e outras doenças sexualmente transmissíveis. Em parceria com a Associação de Charme de Ipanema desde 2006, a iniciativa foi expandida para mais lojas do Rio de Janeiro.
Desde a última segunda-feira (24), as vitrines das lojas que fazem parte da Associação montam suas vitrines com um laço vermelho para mostrar seu apoio à campanha e participação na luta. A ação dura até 1º de dezembro, quando se comemora o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.
A campanha criou uma camiseta em apoio ao combate à doença, que foi usada por personalidades como Angélica e Christiane Torloni. A peça é vendida nas lojas da Associação e a renda será totalmente revertida para a Sociedade Viva Cazuza.
As grifes participantes em 2008 são: Antonio Bernardo, Basthianna, Bianca Marques, Blue Man, Carlos Tufvesson, Casual Street, Dautore, Espaço Fashion, Farm, Lee Loo, Lenny, Limits, Manufact Mara Mac, Maria Bonita Extra, Maria Oiticica, Mixed, Natan, Osklen, Redley, Regis Coelho, Reserva, Teodora, Via Flores e Wöllner.
A mulher e o HIV
De acordo com o Ministério da Saúde, desde o início da epidemia até junho deste ano, a doença atingiu mais de 170 mil pessoas do sexo feminino, o que equivale a 34% dos casos.
Ainda segundo o ministério, existem alguns fatores que contribuem para que as mulheres sejam mais vulneráveis à AIDS: desigualdade nas relações de poder; maior dificuldade de negociação das mulheres quanto ao uso de preservativo; violência doméstica e sexual; discriminação e preconceito relacionados à raça, etnia e orientação sexual; além da falta de percepção das mulheres sobre o risco de se infectar pelo HIV.
Andrezza Duarte
Na foto, o estilista Carlos Tufvesson e o Presidente do Quadrilátero do Charme de Ipanema, Bruno Pereira vestem a camiseta
Fotografo Daniel Benassi
Um juiz que persegue as mulheres
O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª. Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande, é o centro das atenções no polêmico caso que investiga a vida de 9.896 mulheres que teriam praticado aborto numa clínica clandestina na capital sul-mato-grossense. A apuração, iniciada em abril de 2007, com o fechamento da clínica, tem uma conotação moralista e preconceituosa. A começar pela exposição pública dos prontuários das quase 10 mil cidadãs. A Justiça, desprezando o fato de que um prontuário médico é documento sigiloso, deixou as fichas à disposição de curiosos, que faziam fila para saber quem eram as “criminosas”. O desrespeito se prolongou por sete dias, até que pressões de defensores dos direitos humanos levaram a Justiça a restringir o acesso à papelada.
Mas a ação não foi suficiente para desacelerar o juiz, que prossegue com a apuração mais ampla sobre aborto que já se viu no país. Aluízio Pereira dos Santos intima maridos, familiares, ex-namorados e chega a exigir de mulheres o exame de corpo de delito – em intervenções que, supõe-se, tenham ocorrido entre seis e oito anos atrás. Algumas das indiciadas, num total de 1,5 mil, contam que os interrogatórios têm sido longos, constrangedores, invasivos à exaustão. Uma das acusadas chegou a levar o filho ao tribunal para comprovar que desistira do aborto.
À imprensa, o juiz justificou os excessos dizendo que é necessário invadir a privacidade para buscar detalhes da vida sexual das mulheres suspeitas. O que deseja este senhor? Arruinar alguém que já se sentiu frágil diante de uma gravidez indesejada e que, desamparada pela lei, buscou uma alternativa extrema numa clínica clandestina? O que ele pretende? Ser transformado em porta-voz da ala conservadora do Congresso Nacional que, só no ano passado, propôs 13 projetos para tornar a lei ainda mais retrógrada e machista, proibindo até o aborto em caso de estupro? Em parte, ele conseguiu seu intento: a ação espetacular que preside já foi assunto no plenário da Câmara e do Senado.
A briga esquentou quando a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, assim referiu-se ao episódio, em artigo recente: “Está em curso, em Mato Grosso do Sul, um episódio assustador e de imensa fúria persecutória contra os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres no Brasil.”
Sempre em frente, o juiz Aluízio Pereira dos Santos já considerou culpadas 26 brasileiras (as condenadas cumprem penas alternativas, cuidando de crianças em orfanatos) e já decidiu que a dona da clínica, a médica Neide Motta Machado, será julgada em júri popular.
Movimentos de mulheres e associações de advogados enviaram relatório sobre o que está se passando para a ONG Anistia Internacional. É preciso mais: denunciar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, aos quatro cantos do mundo e – principalmente -- a todos os brasileiros. Nosso país assinou tratados e convenções internacionais se comprometendo a banir toda forma de violência e discriminação contra as mulheres. Se a fúria jurídica de Campo Grande não cessar perante esse argumento, talvez valha a pena lembrar que a proibição legal não impede que 1 milhão de abortos sejam praticados anualmente no Brasil; que em 220 mil casos ocorrem seqüelas graves e que em tantos outros o desfecho é a morte.
Mais dois lembretes ao juiz estão nos quadros abaixo:
O que a ação clandestina provoca:
• 25% dos episódios de esterilidade
• 602 internações diárias por infecções
• 9% dos óbitos maternos
(dados do Ministério da Saúde)
Perfil de quem aborta
70% das mulheres que abortam no Brasil vivem relação estável. São escolarizadas, têm de 20 a 29 anos, no mínimo um filho e, em, 51% dos casos, se dizem católicas.
Patrícia Zaidan
Decoração sustentável
Se ficar na cidade de São Paulo no feriado do Dia da Consciência Negra (20), vale a pena visitar o Projeto Biomóvel, no Hotel Bourbon Convention Ibirapuera. Ambientes decorados com mobília produzida sem agredir a natureza fazem parte da exposição, que fica aberta só amanhã. Cadeiras, camas, mesas e outras peças feitas com madeira de reflorestamento ou materiais reciclados mostram que é possível ter uma bela sala sem prejudicar o planeta.
Serviço:
Hotel Bourbon Convention Ibirapuera
Avenida Ibirapuera, 2927. São Paulo, SP
Dia 20 de novembro, das 9 às 18 horas, entrada franca
Informações: 11 3129-5158 - G.P. Comunicação
Janaína Castro
Foto: ambiente Rudnick, divulgação
Bazar de Natal
O Externato São Rafael – tradicional escola paulistana, na Mooca – promove anualmente seu tradicional Bazar de Natal de enfeites artesanais. As peças (guirlandas, anjos, arvorezinhas, castiçais, toalhinhas bordadas, pratos pintados, embalagens, entre outros enfeites) são confeccionadas pelas mulheres do Grupo de Mães e a Associação dos Moradores e Amigos do bairro: entidades criadas e comandadas há quatro anos por Joana Giannoccaro, proprietária da escola, com a finalidade de gerar uma renda extra para essas mulheres e para o Hospital do Câncer. As peças da foto podem ser encomendadas pelo telefone 11 2606-0050.
Madalena Ioneda
Foto divulgação
Combata o diabetes
Cerca de oito milhões de pessoas no Brasil e mais de 246 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com o diabetes. Em 2025, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a previsão é que esse número chegue a 380 milhões. O primeiro passo para a prevenção é conhecer a doença e seus sintomas.
O que é diabetes?
É uma doença que faz com que a quantidade de glicose no sangue aumente. Com o tempo, os altos níveis de açúcar afetam todos os setores do corpo. Quando se tem diabetes, o corpo produz pouca ou nenhuma insulina, o que dificulta o transporte do açúcar do sangue às células, onde seria usado como fonte de energia.
Há dois tipos de diabetes:
Tipo 1: o paciente deve tomar insulina por meio de injeção para suprir a ausência ou a fraca produção da substância.
Tipo 2: o corpo do paciente com diabetes tipo 2 produz insulina, mas ela não funciona de forma correta.
Quais são os sintomas?
As pessoas que apresentarem sinais como perda de peso, sede, visão turva e cansaço, devem procurar orientação médica o quanto antes.
Mesmo sem sintomas, existem alguns fatores de risco que podem desencadear a doença:
-excesso de peso;
-parentes com diabetes;
-pressão alta e taxas elevadas de colesterol e triglicerídeos;
-ter mais de 40 anos.
Andrezza Duarte
O que fazer com o pão "dormido"?
Se você já cansou de torrar o pão do dia seguinte para não desperdiçar, aproveite a dica da nossa chef de cozinha Bettina Orrico e faça uma receita original, fácil e deliciosa. Ela ensina como preparar a açorda, uma sopa portuguesa que leva camarão e 5 pãezinhos de sal, também conhecido como francês.
Açorda de camarão
Ingredientes:
500 g de camarão médio
2 litros de água
5 pãezinhos de 50g (tipo francês ou de sal) cortados em fatias
4 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de azeite
1 cebola média picada
4 dentes de alho picados
Sal e pimenta do reino a gosto
2 colheres (sopa) de coentro picado
Modo de preparo:
Limpe o camarão e reserve. Lave as cabeças e as cascas e coloque numa panela com água. Leve ao fogo e deixe ferver por 15 minutos, com a panela semitampada. Passe por peneira e despeje o caldo sobre as fatias de pão. Derreta a manteiga com o azeite. Frite a cebola junto com o alho, até ficar macia, mas não deixe dourar. Junte o pão embebido no caldo de camarão, tempero com sal e pimenta Quando começar a ferver, acrescente o camarão. Cozinhe por 3 minutos. Adicione o coentro e sirva bem quente em pratos fundos. Rende 6 porções.
Janaína Castro
Foto Mauro Holanda
Arte em rua de São Paulo
Nasceu a "Árvore das Perguntas" na capital paulista, perto do metrô da Vila Madalena.
Uma árvore que vivia num canto entulhado de lixo, e que havia sido maltratada e tinha uma parte queimada, um dia amanheceu esplendorosa e cheia de perguntas.
Não é conto de carochinha nem obra de magia.
É uma intervenção do artista plástico Jaime Prades (que tem um histórico incrível de intervenção urbana). Vizinho da árvore, ele via a cada dia o lixo crescendo ao redor dela. Um dia, munido de material de limpeza e uma disposição “para ser ator e não espectador”, ele partiu para ação.
Limpou tudo e tratou das feridas da árvore. Retirou sua crosta queimada, lavou, abriu o cimento que comprimia as raízes, encheu a terra de seixos brancos, pintou em volta, usando símbolos e personagens que são sua marca registrada (e que a mim pareceram guardiões alegres).
Por fim, deixou uma penca de perguntas na árvore. Eis algumas:
Por que jogamos lixo na rua?
Por que não nos importamos uns com os outros?
Temos direito à beleza?
Se você mora ou visita São Paulo, vá conhecer a Árvore das Perguntas. Ela é linda. Fica na confluência da rua Apinagés com as ruas Herculano e Soledade (perto da Av. Heitor Penteado). Conversei com o Jaime (eu queria dar um beijo no artista depois de ver aquela pracinha recém-nascida!). Ele disse que ainda tem gente que às vezes coloca lixo ali: ele vai lá, limpa de novo e tenta conversar com quem tem esse hábito. Por outro lado, acabou conhecendo um monte de gente legal nas redondezas: falou com vizinhos, trocou idéias, ganhou apoio para a limpeza. Como dá para ver na foto, naquela calçada de São Paulo tem menos dor e mais beleza.
Para saber sobre outras intervenções, confira o site do artista.
Déborah de Paula Souza
Foto Jaime Prades, arquivo pessoal
Teatro para curtir com a criançada
Uma ótima sugestão para divertir crianças (e adultos!) em São Paulo é a peça “O Mágico de Nós”, sob direção de César Gouvêia, do Jogando no Quintal. Baseado no conto“O Mágico de Oz”, é um espetáculo de improvisação voltado para o universo infantil, que usa a imaginação dos pequenos para compor a história. Logo no começo, o público é levado pela menina Dorothy até o Mundo de Oz. Ao lado de seus companheiros (seu cãozinho, o espantalho, o leão e o homem de lata), ela precisa encontrar o caminho de volta para casa. As crianças se divertem sugerindo cenas e participando no palco. As gargalhadas são garantidas! Corra para ver, porque são as últimas semanas em cartaz.
Serviço
"O Mágico de Nós", no Teatro Tucarena
Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes
Dia e hora: sábados e domingos às 16h
Preço: R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia
Recomendação: Livre (a partir de 5 anos)
Em cartaz até 23 de novembro
Bilheteria: Quarta a sexta-feira, das 15h às 20h
Sábados e Domingos, das 15h até o início do espetáculo
Televendas: (11) 3188.4156
Janaína Castro
Foto Cris Bierrenbach, divulgação
Mallu Magalhães fala sobre música, moda e amizade
Em apenas onze meses de carreira, a cantora e compositora de 16 anos foi do anonimato ao sucesso profissional. Filha de um engenheiro e de uma paisagista, a menina ficou famosa na internet, passou a fazer shows nos mais badalados festivais do país e agora lança seu primeiro CD, "Mallu Magalhães".
CLAUDIA - Como começou esse sucesso repentino?
MALLU - No meu aniversário de 15 anos, em 2007, pedi para minha família me dar dinheiro de presente. Paguei um estúdio e gravei minhas composições. Depois, disponibilizei na comunidade virtual de música Myspace e em menos de seis meses já tinha quase 1 milhão e meio de acessos, estava dando entrevistas e fazendo shows em todo o Brasil.
CLAUDIA - Você está prestes a lançar seu primeiro CD. Vai continuar no mesmo estilo?
MALLU - Recebi convites de várias gravadoras, mas preferi manter meu estilo independente. Não gostei das imposições dos contratos e acho que não preciso deles para seguir minha carreira. Gravei no estúdio AR, no Rio de Janeiro, com o pessoal do selo independente Agência de Música e com o produtor Mário Caldato, que já produziu gente como Seu Jorge, Bebel Gilberto e a banda americana Beastie Boys. Lançamos primeiro as músicas com conteúdo exclusivo para uma marca de celulares. Quem comprava o aparelho, levava junto as músicas (mp3). Como foi natural, elas logo se espalharam pela internet. Então lançamos os arquivos no site. E só agora em novembro lançamos o disco físico, à venda nas lojas. Nele, metade das músicas são em português e a outra em inglês. Como não sou muito fluente na língua, uso sempre um dicionário. Mas as minhas maiores influências são cantores folk americanos como Bob Dylan e Johnny Cash, além dos escritores beatniks.
CLAUDIA - Além dos shows pelo Brasil, você se apresenta em eventos de moda. De onde partiu a idéia?
MALLU - O convite veio das marcas Jogê e Maria Bonita Extra. No Brasil está começando a moda de música ao vivo nos desfiles. Eu tocava e improvisava enquanto as modelos iam desfilando na passarela. Gostei muito da experiência, já que também considero a moda uma expressão artística. Além de compor, cantar e tocar vários instrumentos, gosto muito de desenhar e costurar. Faço minhas próprias roupas e escolho o figurino dos meus shows. Pinto muito com lápis aquarela, crayon, canetinha, faço colagens... a capa e o encarte do meu disco, por exemplo, fui eu que fiz.
CLAUDIA - Você vem de uma família de classe alta. Tem sido difícil para eles aceitar sua carreira artística e o sucesso repentinos?
MALLU - Como sou menor de idade, meus pais sempre me acompanham nos shows e em viagens. Isso deixou nossa relação mais complicada, mas também melhor em alguns pontos. Temos nossas diferenças, como toda família. Virei vegetariana, por exemplo, e eles não gostam disso. Mas os amo muito e também percebi que pessoas como a minha irmã, dois anos mais velha, estarão sempre ao meu lado. Mas ao contrário, tive muitos problemas na escola. Passei por três colégios diferentes, só esse ano. Eu sempre fui a rejeitada, a excluída da turma. Com o sucesso, de um dia para o outro, colegas que nunca gostaram de mim queriam virar meus melhores amigos. Não sou rancorosa ou vingativa, mas não me esqueço das coisas. Também acho complicado estudar e trabalhar. É difícil ter tempo para tudo. Sou muito independente e às vezes não vejo a hora de fazer logo 18 anos e poder controlar minha própria vida.
CLAUDIA - E os novos amigos?
MALLU - Depois que comecei a fazer vários shows, conheci muita gente legal. Como o Marcelo Camelo, ex-vocalista do Los Hermanos, com quem gravei a música “Janta”. Ele é uma pessoa incrível e passou de ídolo a amigão. Também tenho namorado, o Hélio Flanders, que é vocalista do Vanguart, uma banda de rock independente. Ainda gostaria muito de um dia conhecer Rita Lee, já que sou fã de Mutantes e dos tropicalistas. E a Sandy também. Musicalmente não temos nenhuma afinidade, mas adoraria perguntar como ela fez para conciliar tão bem a escola e a vida de adolescente com o trabalho artístico.
Ouça aqui as músicas de Mallu Magalhães.
Gisela Blanco
Foto Chris Parente
Proteja-se do câncer da pele
Chegou a hora de cuidar da saúde. No próximo sábado, dia 08 de novembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza a 10ª Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele em 23 estados do país. Serão oferecidos exames de pele e orientações sobre os principais cuidados para evitar a doença, como a exposição solar.
A campanha conta com 1.500 dermatologistas que farão atendimentos gratuitos em mais de 170 postos. A iniciativa faz parte de um grande projeto do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele (PNCCP), criado em 1999. Em 2007, foram realizados mais de 30 mil atendimentos em todo o Brasil, com 3.100 casos positivos.
Segundo a SBD, o câncer da pele é o tipo com maior incidência no Brasil.
Serviço
Quando: sábado, 08 de novembro de 2008
Horário: 9h às 15h
Onde: Para saber onde será a campanha em seu estado, ligue 0800 7013187
Andrezza Duarte
Dica cultural em São Paulo
O Espaço Maria Antônia, da Universidade de São Paulo, sempre coloca em sua programação atrações culturais para lá de interessantes para o público paulista. Entre palestras, lançamentos e cursos, estão as exposições de artistas plásticos e videoartistas. Vale a pena conferir a obra de Guto Araujo, “Vazio”, que fica em cartaz até o dia 16 de novembro. Em vídeo, Araujo apresenta uma janela virtual localizada em frente a um prédio comum da capital paulista. Dela, pode-se assistir aos fatos cotidianos, que acabam passando uma sensação de solidão. Quem vê se sente impotente no meio das imagens. É uma experiência curiosa.
Serviço
Centro Universitário Maria Antonia - USP
Rua Maria Antonia, 294
Vila Buarque, São Paulo, SP
Tel: 11 3255 7182
Visitação
Até 16 de novembro 2008
De terça a sexta, das 12h às 21h. Sábado, domingo e feriado, das 10 às 18h
Entrada gratuita
Janaína Castro
Imagem: "Vazio", 2007, vídeo-color, de Guto Araujo









