19/12/2008

AllTV, a primeira TV da internet

allTV- A Primeira TV interativa da Internet - 24 Horas ao VivoQuanto ninguém sabia muito bem o que significava internet e até onde ela poderia chegar, um visionário imaginou como seria a televisão na internet. O ano era 2002. O visionário alugou uma casa (um imóvel residencial) no bairro paulistano do Paraíso e, na base do improviso, montou um estúdio, contratou uma garotada que adora mexer em computadores, câmeras, microfones e se arriscou: “Está no ar a allTV”. O nome do visionário é Albert Luchetti. Eu, como o conheci de perto, tive a certeza de que a allTV entraria para a história das comunicações no Brasil.

Ela entrou. Em menos de 7 anos, a allTVse impôs, é uma realidade e tem cumprido a promessa de oferecer informação, lazer, cultura, entretenimento e, sobretudo, interatividade. Isso só foi possível por uma razão: Luchetti é um grande repórter, tem faro de repórter e adora a novidade, como todo grande repórter. Seu negócio vingou graças a sua teimosia de repórter. Num livro de 272 páginas, ele conta a epopéia da criação da primeira TV na internet. Revela como ela avançou rapidamente e se tornou uma rede com 9 retransmissoras com programação local em 19 estados, num leque que soma franquias e parcerias.

O livro vale como fonte de pesquisa para estudantes de jornalismo, publicidade, marketing e de gente interessada em empreendedorismo. Vale até como lição de auto-ajuda para quem desacredita em si e no país. A allTV é a cara do Brasil, é a prova de que uma remota idéia pode se materializar. Nesse caso, está corporificada numa programação variada que se espalha pelas 24 horas do dia. São talk shows, programas esportivos, femininos (allTV Mulher), produções para os preocupados com o planeta (Allbiente e Dogs Cats Show) e outras pouco convencionais como um programa de esportes náuticos (Ocean), paranormalidade (A Vidente), coleções (Fanáticos por Coleções)... Um dos meus preferidos é Netto Cozinha na Net. Esse tem o fetiche e o tempero napolitano do apresentador Luiz Annunciato Netto que, ao lado de Andressa Nascimento desperta o apetite do internauta às 10 hs da manhã. Netto é um capítulo a parte na allTV. Ele vem da técnica. Fez sua carreira atrás das câmeras, era um homem de fios, cabos, torres, antenas, conexões, sinais digitais... até a allTV lhe dar a chance de voar. Ele voou para o melhor da gastronomia internacional e divide com os usuários da rede mundial de computadores os conhecimentos que guardou durante anos, secretamente.

Enfim, a allTV é um veículo com a alma desta era. Digitalizou a democracia -- deu aos conectados à web a oportunidade de opinar, criticar, meter o bedelho e tomar parte, em tempo real, das notícias e das produções. O internauta é parte da realidade na allTV, que tem o pique do rádio e a magia da TV. 

Patrícia Zaidan


18/12/2008

A arte que veio da rua

Nina PandolfoAos 31 anos, Nina Pandolfo é a mais bem sucedida grafiteira do Brasil. Casada com Otávio Pandolfo, da dupla Os Gêmeos - também grafiteiros de renome internacional - a artista que pintava muros em São Paulo agora expõe suas obras mundo afora. Veja a entrevista que ela concedeu à repórter Gisela Blanco:


Como você virou grafiteira?
Comecei pintando nas telas e passei para os muros. Hoje faço os dois, e vendo muitos quadros em galerias. Na tela, posso ousar mais, misturando materiais, fazendo esculturas e colagens. Nos muros, uso apenas grafite, mas tenho um espaço enorme para compor e sei que o desenho vai ficar ali exposto para todo mundo. Acredito que a arte tem que ser democrática e não pretendo nunca parar de pintar nas ruas. O que me deu mais destaque foi minha arte urbana, que nunca imaginei que fosse fazer tanto sucesso.  

Esse mês você está apresentado sua primeira exposição individual no exterior. Por que suas obras fazem tanto sucesso lá fora?
Nos Estados Unidos e na Europa, o grafite é mais aceito como expressão artística. Este mês, exponho na Índia, um país em que o grafite praticamente não existe. Precisamos até importar as latas de tinta aqui do Brasil, porque lá não tem. O convite partiu de um galerista muito importante que conheceu meu trabalho no exterior. Meu nome também foi incluído no livro “Graffiti Woman” (2006), da editora americana Harry N. Abrams, Inc, que reúne obras de cerca de 120 grafiteiras de destaque no mundo.

Grafite de Nina Pandolfo em muro de São PauloE no Brasil?
Aqui, estamos ganhando espaço aos poucos. Este ano, fiz uma exposição na Galeria Leme, em São Paulo, e todas as minhas obras foram vendidas na primeira semana. Recentemente, grafitei também a casa de Eduardo Leme, dono da galeria, que foi projetada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha (ganhador, em 2006, do prêmio Pritzker, o mais importante da arquitetura mundial). Os dois me deram carta branca para escolher a parede que iria pintar, dentro ou fora da casa.


Em 2006, você grafitou o castelo de Kelburn na Escócia. Como foi a experiência?
Foi um projeto encomendado pelos filhos do lorde de Glasgow, dono do castelo de mais de 800 anos. Eu e meu amigo Nunca, meu marido Otávio e meu cunhado Gustavo passamos um mês vivendo no castelo e pintando uma fachada. No início, contrariado, o lorde disse que a pintura poderia ficar lá por apenas dois meses. Mas quando viu o resultado, se surpreendeu, disse que aquilo era uma belíssima forma de arte e que não ia apagar de jeito nenhum. Agora está procurando patrocínio para pintarmos o outro lado do castelo.


Como é ser casada com um dos grafiteiros mais famosos do Brasil?
Conheci meu marido Otávio e o Gustavo, irmão dele, em uma oficina de grafite, quando éramos adolescentes. Estamos juntos há 15 anos (7 anos de casamento) e somos muito bem resolvidos profissionalmente. Nunca me senti à sombra dele. Fazemos vários trabalhos juntos, mas temos traços diferentes e meu estilo é muito bem definido, minhas obras são bem femininas. Faço sempre bonecas e bichos redondos, de olhos grandes. Todos dizem que minhas personagens são a minha cara. Transmitem uma certa doçura, mas também rebeldia. Quando desenho nos muros, tento deixar a cidade mais bonita e colorida, mas também quero fazer as pessoas pensarem. Gosto de fazer críticas sociais. Não me encaixo naquele estereótipo do grafiteiro que gosta de hip hop e vive à margem da sociedade. Sou evangélica e adoro música brasileira.

Fotos Chris Parente/Produção Sylvia Radovan/Cabelo e maquiagem Erick Santos, BLZ


12/12/2008

Como tirar pêlo de gato da roupa

Gato na janela

Esse é Ludovico, o mais peludo dos meus quatro gatos

Deitar na cama ou no sofá com um gato no colo é um dos maiores prazeres de quem divide a casa com um, dois, três, quatro (no meu caso) bichanos. O grande problema é que gato é uma bola de pêlos ambulante, que por onde passa deixa uma trilha de pêlo dificílima de ser eliminada. Eu já tentei usar fita crepe, rolinhos adesivos, aspirador de pó e tudo o que me indicaram, mas nunca consegui realmente ter sucesso na limpeza. Durante uma conversa com uma grande amiga que tem nada menos do que 23 gatos, conheci A MELHOR e mais barata solução para tirar pêlo dos tecidos: luva de borracha. Isso mesmo, aquela simples luva de borracha usada para proteger as mãos enquanto você lava pratos. Basta calçar e ir passando na roupa, no sofá e onde mais você quiser. Os pêlos saem com uma facilidade impressionante!
 
Adorei testar a novidade e impressionar Maria, que trabalha lá em casa há anos. Igualmente surpresa e encantada com a "luva-exterminadora-de-pêlos", pela primeira vez ela não precisou aspirar o sofá durante a faxina. Eu? Já garanti dois novos pares e vim correndo contar a descoberta para vocês!

Gabriella Galvão
foto: arquivo pessoal


10/12/2008

Brinquedos personalizados

Baralho da UAU! BrinquedosPara quem ainda não encontrou um presente fácil e criativo, vale checar a loja virtual UAU! Brinquedos. Você manda uma foto e eles imprimem em um jogo de cartas, em um quebra-cabeça ou até em tatuagens “falsas”. O baralho com 54 cartas vem em azul ou vermelho e custa R$ 35,50 (para jogar buraco, por exemplo, precisa de dois conjuntos de cartas de cores diferentes). O site também tem um guia com instruções para escolher a foto com o corte mais adequado para estampar o jogo escolhido.

Para mais idéias de presentes, de vários preços, cheque nosso Especial de Natal!

Janaína Castro
Foto Carla Bianchi, divulgação


05/12/2008

Comédia stand-up em São Paulo: para chorar de rir

Danilo Gentili, Marcela Leal, Rafinha Bastos, Oscar Filho e Marcelo MansfieldSempre que dá gosto de sair com meu marido durante a semana. E a opção da última quarta-feira foi divertidíssima. Fomos assistir ao Clube da Comédia, no Teatro Procópio Ferreira. O gênero de comédia stand-up está na moda e os humoristas-jornalistas do CQC (Custe o que Custar, da Band) são um grande chamariz, mas confesso que me surpreendi. Não pensei que fosse rir tanto – até o meu marido que sofre de asma não agüentou, precisou usar a bombinha várias vezes durante o espetáculo. Além do sarcasmo irresistível de Danilo Gentili e do show à parte de Oscar Filho, as outras duas figuras foram o máximo: o veterano Marcelo Mansfield amarra os quadros com tiradas geniais e a única mulher da turma, Marcela Leal, não deixa a peteca cair em nenhum momento. Mas a grande surpresa da noite foi Murilo Gun, um garoto espertíssimo, pioneiro do stand-up em Recife. Ele não faz parte do elenco fixo, que muitas vezes também conta com a presença de Rafinha Bastos – aí é metade do CQC no palco. Show! Se você mora em São Paulo ou pertinho, corra porque a temporada de 2008 vai até dia 17 de dezembro. O teatro fica na rua Augusta, 2823, tel. (11) 3083-4475. O grupo também se apresenta aos domingos no Bar Bleecker Street, na rua Inácio Pereira da Rocha, 367  (é melhor reservar uma mesa pelo número 11 2967-2771). No site do Clube da Comédia, você pode ver um pedacinho do espetáculo.

Ulrica d’Orey
Foto divulgação

04/12/2008

Ostras, molhos diferentes e cerveja Guinness

Outro dia eu fiz um programa diferente e bem bacana, ainda mais em um domingo paulistano, que raramente encontro algo inusitado para fazer. Experimentei a combinação de ostras com cerveja. Até aí, nada demais, eu sei. Mas tudo muda quando as ostras frescas recebem molhos sofisticados ao invés do usual limão, e são harmonizadas com cervejas do clã Guinness no lugar da cervejinha básica do dia-a-dia.

Cerveja Guinness com ostras com ovas tipo caviar e azeite trufado
Guinness com ostras servidas com ovas tipo caviar e azeite trufado

O programa em questão é o Clã Guinness Oyster Festival, que acontece até dia 14 de dezembro em dois restaurantes de São Paulo. Para cada tipo de cerveja foram criadas duas receitas de molho para as ostras. Eu experimentei todas as combinações e ainda opções que estão fora do cardápio. De longe, a minha favorita foi a cerveja encorpada Kilkenny acompanhada de ostras com ovas tipo caviar e azeite trufado. É um manjar dos deuses!
 

Clã Guinness Oyster Festival
Quando:
até 14 de dezembro
Onde: nos restaurantes Balneário das Pedras – Rua Lisboa, 191, Pinheiros, tel.: (11) 3082 7904 – e Di Bistrot – Rua Jacurici, 27, Itaim Bibi, tel.: (11)  3079 9098, em São Paulo
Quanto custa: são três harmonizações (um tipo de cerveja e seis ostras frescas com diferentes molhos): cerveja lager Harp servida com ostras ao vinagrete de tangerina e perfume de baunilha (R$ 32 por pessoa); cerveja irish red ale Kilkenny servida com ostras com azeite de trufas e sal do Himalaia, e ostras com emulsão de limão cravo, azeite de avelã e pimenta rosa (R$ 37 por pessoa); e cerveja Guinness com ostras com ovas tipo caviar e vinagre de alecrim, e ostras com farofa de bacon e ervas aromáticas (R$ 44 por pessoa).

Gabriella Galvão
foto: divulgação


04/12/2008

Etiquetas para uniforme infantil

Etiquetas para uniforme escolarMinhas filhas vão para a escola no ano que vem, pela primeira vez. Então estou descobrindo um universo inteiro. Esta semana foi a vez das etiquetas para colocar nos uniformes delas. Achei essas bacaníssimas que você vê aí do lado. A escolha é ampla: letras assim e assado, das mais diversas cores, fundo com menininha, com menininho, com bichinho, apenas com estampas, e até mesmo simples, branco (definitivamente, não para meu espírito um tanto barroco quando se trata de vestir). O melhor da história é que basta passar a etiqueta a ferro sobre a roupa que ela cola – fácil assim! Claro que esta mãe que trabalha adorou a idéia, encomendou logo 30 de cada e, semana que vem, vamos passar muito uniforme a ferro lá em casa...
    

Lúcia Barros, editora-chefe de CLAUDIA, mãe de Laura e Rachel
Foto Janaína Castro


02/12/2008

Exposição de moda

Vestido de Hedva MeggedA diretora Renata Mellão abre as portas do “A CASA - Museu do Objeto Brasileiro” para apresentar as coleções de roupas das designers Gláucia Amaral, Hedva Megged, Liana Bloisi, Mayumi Ito e Paula Yne. A exposição Roupa de Ver a Deus n'A CASA, reúne modelos artísticos criados especialmente para o evento. A mostra esbanja criatividade na variedade de peças, produzidas com diferentes tecidos, cortes e bordados.

Quando: 4 a 14 de dezembro de 2008 - Horário: 11h às 19h (segunda a sexta), 14h às 19h (sábado e domingo)
Onde:“A CASA - Museu do Objeto Brasileiro”
Endereço: Rua Cunha Gago, 807, Pinheiros, São Paulo - SP.

Andrezza Duarte
Foto: vestido da designer Hedva Megged, divulgação