27/05/2009

O divórcio agora é direto

Até que enfim...

Como existe a crença de que ninguém é feliz sozinho sem ter alguém para amar, sempre houve a tentativa de manter as pessoas dentro do casamento. Mas, apesar da insistência do legislador, não adianta, todos perseguem o sonho da felicidade que nem sempre é encontrada em uma primeira escolha.

Antes o casamento era indissolúvel e o desquite rompia, mas não dissolvia o casamento. Sabe-se lá o significado dessa distinção, mas o fato é que os desquitados não podiam voltar a casar.

Depois de uma luta de um quarto de século, foi aprovado o divórcio, mas com inúmeras restrições. O desquite foi transformado em separação e com igual efeito: não punha fim ao casamento.

Mesmo com a nova Constituição e o recente Código Civil, enorme eram os entraves para, enfim, as pessoas poderem buscar a felicidade em novas relações. A separação, ainda que consensual, só podia ser obtida depois de um ano do casamento. A separação litigiosa dependia da identificação de culpados, e somente o “inocente” tinha legitimidade para ingressar com a ação. Depois, era necessário aguardar um ano para converter a separação em divórcio.

Já o divórcio direto estava condicionado ao prazo de dois anos da separação de fato. Ou seja, dependia do decurso do prazo ou de simples declaração de duas testemunhas de que o casal estava separado por este período.

Todos esses artifícios nada mais buscavam do que desestimular o fim do casamento.

Felizmente este verdadeiro calvário está chegando ao fim. A aprovação da PEC 33/2007, dando nova redação ao § 6º do art. 226 da Constituição Federal acaba com a separação e termina com os prazos para a concessão do divórcio.

Como o divórcio já está regrado no Código Civil, quando sancionada, a nova regra entra imediatamente em vigor, não carecendo de regulamentação.

O avanço é significativo e para lá de salutar, pois atende aos princípios da liberdade e respeita a autonomia da vontade. Afinal, se não há prazo para casar nada justifica a imposição de prazos para o casamento acabar.

Com a alteração, acaba o instituto da separação. As pessoas que eram separadas judicialmente passam ao estado civil de divorciadas.

Além disso, a medida produzirá significativo desafogo do Poder Judiciário, pois todos os processos de separação automaticamente se transformarão em ação de divórcio. E, como para a sua concessão não cabe a identificação de culpados, não haverá mais necessidade da produção de provas e inquirição de testemunhas. As demandas se limitarão a definir eventual obrigação alimentar entre os cônjuges e a questão do nome, caso algum deles tenha adotado o sobrenome do outro. Existindo filhos, as questões relativas a eles precisam ser acertadas. É necessária a definição da forma de convivência com os pais – já que não se fala mais em guarda e visitas – e o estabelecimento do encargo alimentar.  Sequer os aspectos patrimoniais precisam ser definidos, eis possível a concessão do divórcio sem partilha de bens.

Mas, de tudo, o aspecto mais significativo da mudança que se avizinha talvez seja o fato de que o Estado acabar uma injustificável interferência na vida dos cidadãos. Enfim passa a respeitar o direito de todos de buscar a felicidade que não se encontra necessariamente na mantença do casamento, mas, muitas vezes, com o seu fim.

Maria Berenice Dias, advogada, ex-desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e vice-presidente nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM)


26/05/2009

As crianças de hoje são as mulheres de ontem

O que têm em comum as crianças de hoje e as mulheres dos anos 50? Segundo a norte-americana Lenore Skenazy, idealizadora de um movimento para libertar nossos filhos das nossas neuras com relação à segurança, muito. É uma discussão inovadora e interessante – ainda que, como mãe de duas bebês e moradora de São Paulo, eu no momento prefira ficar no nível teórico de toda essa história.

O raciocínio é o seguinte: nos anos 50, depois de uma década trabalhando por conta da necessidade de mão de obra feminina que a Segunda Guerra inaugurou no Ocidente, as mulheres de repente começaram a receber a seguinte mensagem, basicamente de todo lado: ei, o que mesmo você está fazendo trabalhando aí? Já para casa, você é por demais boba, doce, fofa para o mundo lá fora. Para Lenore, é exatamente o que estamos hoje fazendo com nossas crianças. Se uma ou duas gerações atrás a meninada andava até a escola, pegava ônibus sozinha, brincava na rua e por aí vai, hoje a infância vive trancada em casa. (Claro, claro, estamos falando da infância de classe média e alta, muito bem entendido) 

“Sofremos uma lavagem cerebral de medo e nossas crianças pagam o pato”, escreve Lenore hoje em um artigo em blog do Washington Post. “Cortamos suas asas e nos perguntamos por que será que elas estão entediadas, tristes, gordas.”

Os pais estão preocupados com a segurança dos filhos, óbvio. Mas Lenore argumenta que não é verdade que nossas crianças estejam vivendo num mundo mais perigoso para elas. Ela cita, por exemplo, o número um dos medos dos pais americanos: que seus filhos sejam raptados ou assassinados por estranhos. E argumenta: essa possibilidade é absolutamente rara, em termos estatísticos, a chance de uma desgraça dessas ocorrer é de 1 em 1,5 milhão.

Para saber mais sobre as ideias dessa escritora que vive em Manhattan com o marido e dois filhos pré-adolescentes, visite o site freerangekids.com. O livro dela  “Free Range Kids: Giving Our Children the Freedom We Had Without Going Nuts With Worry” foi publicado no mês passado, pela Wiley & Sons.

Lúcia Barros, editora-chefe de CLAUDIA


25/05/2009

Uma homenagem ao café

grãos de caféNesta segunda-feira, 25 de maio, comemora-se o Dia do Café. Para não deixar passar em branco a data, reunimos algumas curiosidades retiradas da reportagem de agosto de 2007, "De Boa Safra", de Fabiana Badra Eid e editada por Madalena Ioneda, do suplemento de CLAUDIA COMIDA & BEBIDA. 

História
Conta a lenda que, no século 9, um pastor de cabras etíope reparou que seus animais mostravam-se muito mais espertos sempre que comiam as folhas de um certo arbusto. Intrigado com tal fenômeno, ele decidiu fazer um teste mastigando os frutos da planta. A experiência chegou aos ouvidos de um monge, que, por sua vez, começou a fazer infusões com as folhas para tentar manter-se acordado por mais tempo para fazer suas orações noturnas. Assim, acredita-se que, com uma mãozinha do acaso, o café foi descoberto. Como toda história que não é passível de comprovação, não se sabe até onde isso tudo é verdadeiro. Mas é incontestável o fato de que o hábito de tomar café disseminou-se para além da Etiópia a partir do século 16: primeiro no Oriente, entre a Pérsia e a Arábia, onde era torrado e depois misturado à água - embora tenha sido inicialmente discriminado, pois muitos acreditavam que o efeito altamente revigorante da bebida afrontava as leis do profeta Maomé.

Onde é cultivado o nosso café
Entre as principais regiões produtoras estão Mogiana Paulista (nordeste do estado de São Paulo), Bahia, Paraná, Espírito Santo e Rondônia. Minas Gerais aparece como o maior produtor do país. A espécie Arábica representa aproximadamente 70% do mercado, enquanto a Robusta detém 30%.

O descafeinado
A cafeína é um estimulante natural presente no café. Os grãos normais contêm entre 0,8 e 2,5% dessa substância, conforme a origem e a variedade. Para obter um café sem cafeína, o produtor precisa extraí-la dos grãos verdes. Os métodos modernos de descafeinação não afetam o sabor e o aroma, porém não é possível afirmar que o café descafeinado é totalmente livre da substância ativa. Nos países da Comunidade Européia, por exemplo, o café torrado descafeinado pode conter até 0,1% de resíduo. Para extrair a cafeína dos grãos, existem vários métodos, os principais são o da água-carbono (H2O/C), que usa a água como solvente, e o do diclorometano, (conhecido como DCM), a base da substância que dá nome ao processo.

Conselhos do barista
Segundo o barista Richard Orlando Kumagai, do Suplicy Cafés Especiais, o leite utilizado nas bebidas deve ser o tipo A, o melhor para obter o efeito evaporado, que forma a espuma. "É essencial deixar o leite cheguar ao ponto de fervura, mas sem ultrapassar os 75 ºC, para obter uma espuma cremosa e deixar o leite com textura e sabor perfeitos". Para quem não tem cafeteira de café expresso, pode utilizar um café forte.

Selos de pureza
Embora a legislação não imponha nenhum selo às marcas, algumas adotam a chancela criada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), responsável pelo Programa de Qualidade do Café (PQC). Esse programa permite ao consumidor identificar o tipo de grão utilizado pela marca e escolher em termos de sabor, corpo, aroma, torração e moagem. A associação adota ainda o Programa Permanente de Controle da Pureza de Café (PPCPC), reconhecido mundialmente, para atestar a pureza do café. "Atualmente, menos de 5% das marcas nacionais são impuras ou adulteradas", garante Edgard Bressani, executivo da maior empresa produtora de cafés do mundo, a Ipanema Coffees.


21/05/2009

Curativos da Hello Kitty, superfofos!

A Band-aidâ, Johnson & Johnson, repaginou as tiras e as embalagens da linha Hello Kitty, a gatinha que nasceu há 38 anos e continua na moda. Os curativos ficaram ainda mais bonitinhos e encantam meninas pequenas e grandes - a editora do site, Gabriella Galvão, adora! Dependendo do seu estilo, vale apostar na diversão para manter o look fashion, mesmo com um “dodói”. Ao todo, são 17 estampas coloridas, em duas opções de tamanho: 15 tiras e 10 minitiras. Para os meninos, a coleção do Batman, lançada no ano passado junto com o filme Batman – O Cavaleiro das Trevas, faz sucesso. Preço sugerido: R$ 6,50.

SAC: 0800 7036363

Janaína Castro
Foto divulgação


15/05/2009

Culinária francesa no Felix Bistrot

Em comemoração ao ano da França no Brasil, o restaurante Felix Bistrot participa da Temporada da Culinária Francesa. Do dia 14 a 31 de maio, a casa serve refeições completas especiais, como o terrine de queijo de cabra (Boursin), para entrada, o entrecote au bearnaise (molho francês) com batata dauphines e, de sobremesa, o crepe Suzette. Os preços, que  incluem entrada, prato principal e sobremesa, vão de R$ 40 a R$ 60.

O chef do Felix Bistrot, Alain Uzan, cedeu para nosso blog duas receitas para você copiar e/ou ficar com água na boca. Vale experimentar!

Molho Bearnaise (para 4 pessoas)
Ingredientes
12 gemas
400g de manteiga derretida
40 g de cebola roxa
10g de estragão
Sal e pimenta a gosto
10g de cebolette picada

Modo de preparo
Aqueça a gema no banho-maria, com uma colher de cha de água. Acrescente a manteiga aos poucos, fora do banho-maria, e todos os outros ingredientes. Homogeneizar.

Batatas Dauphines
Ingredientes
2.700 kg (15 porções)
0,5 litro de água
200 g de manteiga
300 g de farinha de trigo
0,5 l de ovos
Noz moscada
Sal a gosto

Modo de Preparo:
Coloque a água para ferver com a manteiga e o sal, acrescente a farinha de trigo e deixa refogar (até cozinhar um pouco a farinha).  Junte os ovos aos pouco e bata na batedeira. Por último, coloque o purê de batata até homogeneizar. Faça bolinhas e frite sobre imersão.
 
Serviço
Felix Bistrot

Avenida: José Felix de Oliveira, 555 - Granja Viana (próximo ao quilômetro 24 da Rodovia Raposo Tavares) - Cotia/SP
Horário de funcionamento: Domingo (12h/17h), segunda-feira (12h/15h), terça-feira a quinta-feira (12h/15h e 19h/23h), sexta-feira (12h/15h e 19h/0h) e sábado (12h/17h e 19h/0h).
Reservas: (11) 4702.3555/ 4612-2339

Janaína Castro
Foto divulgação


14/05/2009

Sem as mulheres não há paz

Mulheres de 7 cidades brasileiras apresentam suas visões sobre segurança pública em um encontro em São Paulo dias 16 e 17
 
A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), fará no próximo sábado (16/5), em São Paulo, às 9h, no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza (Alameda Santos 85, Jardim Paulista), apresentação de abertura da iniciativa "Mulheres - Diálogos sobre Segurança Pública", que acontecerá no fim de semana na cidade.  
 
Trata-se da elaboração de um estudo, inédito no Brasil, que identificará a visão feminina e suas propostas para a segurança pública em sete cidades, de diferentes regiões do país. Os resultados serão apresentados na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, em agosto próximo.
 
A ministra apresentará as diretrizes, a metodologia e o programa de trabalho do estudo, assim como das ações da Secretaria contra a violência doméstica e a expectativa de correlacionar esta experiência com os programas oficiais de combate à violência pública no país.
 
Cada etapa do estudo reúne 30 mulheres de diferentes classes sociais, que dão seus depoimentos e sugestões sobre violência urbana. O primeiro encontro aconteceu no Rio de Janeiro nos dias 25 e 26 de abril. Depois de São Paulo, as próximas cidades serão Canoas (RS), Belo Horizonte, Salvador, Recife e Belém.
 
Segundo Nilcéa Freire, sem a participação das mulheres não se constrói uma cultura de paz no país. “A Secretaria tem se dedicado ao enfrentamento à violência doméstica contra a mulher e acreditamos que existem pontos de interseção entre essa violência e a urbana. O importante nesse momento é trazer o olhar das mulheres, com suas especificidades, para essa questão”, diz.
 
Dois aspectos do estudosão: a busca, através do diálogo, de uma visão de futuro, do que fazer para ser melhor, para construir um novo caminho. O outro ponto é a participação de mulheres de diferentes lugares, classes e ocupações, com atividades de integração, reflexão e troca de experiências, valorizando o papel da mulher enquanto agente de transformação, independente de raça, etnia, idade, formação educacional, credo e classe social.
 
Metodologia – Coordenado pela consultora Nádia Rebouças, o estudo utilizará a metodologia de diálogo do físico David Bohm para facilitar o trabalho dos grupos regionais. Nos encontros, a consultora e sua equipe direcionarão as participantes para a reflexão e debate sobre segurança pública, no primeiro dia; e para a criação de uma visão de futuro e propostas de soluções, no segundo dia. Nádia Rebouças é socióloga e dirige a Rebouças & Associados.
 
Os encontros serão acompanhados por um grupo de especialistas (psicólogos, filósofos, sociólogos, antropólogos etc), coordenados pelo cientista político João Trajano, coordenador do Laboratório de Análise da Violência da UERJ, e serão registrados em fotos e gravados em vídeo. O objetivo é que sejam desenvolvidos artigos sob diversos pontos de vista sobre as revelações dos Diálogos.
 
"Mulheres - Diálogos sobre Segurança Pública" conta com o apoio de três agências das Organizações das Nações Unidas: Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). A iniciativa também está vinculada ao Programa Regional “Cidades Seguras”, conduzido pelo Unifem/ONU.
 
Mulheres - Diálogos sobre Segurança Pública
Dia: Sábado, 16/5
Horário: 9h
Local: Hotel Golden Tulip Paulista Plaza -- Alameda Santos 85, Jardim Paulista

12/05/2009

Evento discute beleza e emoção

As editoras da revista CLAUDIA, Déborah de Paula Souza e Patricia Zaidan, discutem com os convidados o papel da beleza nos dias de hoje, em que a questão da aparência está ligada à sedução e também à aceitação e ascensão social. Falar de beleza é falar de valores, de ética e de comportamento. Por um lado, a beleza pode ser aliada da saúde e da autoestima. Por outro, os padrões estéticos podem nos escravizar. Como equilibrar essa balança?


Onde:  Fnac do Shopping Morumbi
Avenida Roque Petroni Júnior, 1089. São Paulo, SP
Quando: terça-feira (12),  às  20hs
Gratuito


11/05/2009

Causos do ECA: entre no concurso

Se você conhece uma experiência bem-sucedida de aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), inscreva-se e dispute o prêmio deste concurso de causos

Estão abertas as inscrições para o 5º Concurso Causos do ECA. O concurso reúne histórias contadas por quem viveu ou presenciou situações em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) mudou a vida de alguém. É simples: você pode relatar o fato ou ainda fazer uma espécie de documentário com imagens gravadas em vídeo ou até mesmo com câmera de celular. Não é preciso ser profissional, basta ter sensibilidade e garimpar uma boa história que tenha como conteúdo a defesa da infância e da juventude.
Nas disputas anteriores, saíram vitoriosos casos como o de uma conselheira tutelar que se deparou com uma adolescente de 17 anos presa numa cela juntamente com outros 20 detentos, em total violação de direitos humanos. Também mereceu destaque a luta de uma professora que enfrentou, sem medo, a resistência da direção de sua escola e levou o caso de um aluno faltoso para o Conselho Tutelar, possibilitando que o menino fosse retirado de uma situação de negligência familiar.

Em 2008, o concurso recebeu 952 histórias de todas as regiões do Brasil.
As inscrições para o concurso podem ser feitas pelo Portal Pró-Menino, e os materiais podem ser enviados até o dia 2 de junho. São duas as categorias para inscrição: "ECA como instrumento de transformação" e "ECA na Escola". O regulamento completo e as dicas para produzir o texto ou o vídeo também estão no portal.

Os resultados serão revelados no segundo semestre, e os vencedores receberão prêmios em dinheiro que variam de 5 mil reais a 10 mil reais. A iniciativa é da Fundação Telefônica, que já beneficiou mais de 5 milhões de pessoas direta ou indiretamente com projetos de desenvolvimento social. O concurso é feito em parceria com a Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância), por meio do Portal Pró-Menino, que foi desenvolvido em conjunto com o Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), da FIA (Fundação Instituto de Administração).


08/05/2009

Diga não à escravidão

Desde o dia 9 de maio, 50 bares, cinemas e espaços de cultura na capital paulista têm uma surpresa incômoda: 10 mil mídia cards (Mica) são distribuídos e quem os segura suja as mãos de carvão. A intenção é conscientizar a sociedade sobre a existência, ainda nos dias de hoje, de trabalho escravo – mesmo 121 anos após a abolição da escravatura, que se comemora no dia 13 de maio.
 
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que está apoiando a “Campanha Escravidão Não”, ainda existem no Brasil 25 mil escravos. O card questiona: “Olhe para suas mãos. Iguais a elas, sujas, as de milhares de escravos em carvoarias pelo mundo também ficam. (...) Acesse o site Escravidão Não e ajude a combater essa exploração. Ou faça como muitos e lave as mãos para este assunto”.
 
No site dedicado à “Campanha Escravidão Não”, há mais informações e também uma petição on-line. O objetivo é coletar 1 milhão de assinaturas e fazer uma pressão pública para que o Congresso Nacional vote a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que endurece a punição aos maus empregadores que escravizam homens, mulheres e até crianças. A PEC está parada na Câmara dos Deputados desde 2004. A Campanha é organizada pela Sagarana, agência de comunicação sediada em São Paulo.
 
“Queremos encarar esse assunto tão terrível de frente e levantar a discussão sobre como é possível existir trabalho escravo 121 anos após a abolição da escravatura e em pleno século 21, diz Guilherme Stella, diretor da Sagarana. "Temos de combater essa prática inaceitável punindo severamente os maus empregadores, mas também conscientizando a sociedade. Não podemos mais nos omitir”.
 
Entre os estabelecimentos onde são distribuídos os cards estão os bares Genésio, Filial e Sacha, na Vila Madalena, a Pinacoteca do Estado, o Museu de Imagem e do Som (MIS), o Teatro Ruth Escobar, a Pontifícia Universidade Católica (PUC), o Mackenzie e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
 
“Escolhemos locais frequentados por gente jovem e formadora de opinião. São eles que temos de engajar na busca de um país mais justo e de um futuro melhor”, afirma Stella. E você? Também vai levar suas mãos?

Patrícia Zaidan


07/05/2009

Restaurantes para o Dia das Mães

Rosmarino restauranteA editora de CLAUDIA Comida & Bebida, Madalena Ioneda, selecionou 22 restaurantes e doçarias da cidade de São Paulo para celebrar este domingo. Ao lado, você vê o Rosmarino, casa que serve delícias como o ravioli de queijo meia cura e damasco na manteiga e avelã tostada, localizada no bairro de Pinheiros. Confira a lista!