Mulheres pela legalização do aborto
Na última segunda-feira, 28, Dia Latino Americano de Luta das Mulheres pela Legalização do Aborto, grupos de manifestantes e organizações feministas se uniram por todo o país contra a criminalização da interrupção da gravidez. A Praça da Sé foi um dos palcos para o ato “18 horas de mobilização pela legalização do aborto no Brasil”, que contou com ações simultâneas em capitais como Rio de Janeiro, Recife e Brasília. De acordo com a legislação brasileira, de 1941, são criminosas as mulheres que abortam e as pessoas que as ajudam a realizar a interrupção. O aborto é permitido somente em caso de estupro ou de risco de vida para a mãe. As mais prejudicadas pela lei conservadora são as mulheres de classe baixa, que não têm condições de ir a clínicas seguras para abortar e muitas vezes morrem em ações precárias, sem higiene ou realizadas por curiosos.
Aborto, religião e legislação
Em julho deste ano, a ONG Católicas Pelo Direito de Decidir (CDD) e o IBOPE investigaram a opinião dos brasileiros sobre os temas relacionados à Igreja Católica:
“O estudo mostra que 86% dos católicos discordam da excomunhão, pelo arcebispo de Recife, da mãe e da equipe médica que realizou o aborto de uma menina de nove anos que, depois de estuprada pelo padrasto, ficou grávida de gêmeos.
Ainda sobre o caso da menina de Recife, a pesquisa indicou que 86% dos católicos concordam com a afirmação do Ministro da Saúde, José Temporão, para quem “a lei é clara e garante o aborto, pois foi resultado de estupro e a menina corria risco de vida.”
Para 71% dos católicos, a atitude do arcebispo, ao tentar impedir a realização do aborto da menina estuprada e em risco de vida e depois condenar publicamente todos os envolvidos foi considerada uma violência.
84% dos pesquisados concordam com o representante do Vaticano que criticou a decisão do arcebispo de Recife, dizendo: “Antes de pensar na excomunhão era necessário e urgente proteger a vida inocente da menina. Não era preciso tanta urgência e publicidade ao declarar um fato que se realiza de maneira automática”.
Acordo entre Estado e Igreja: 78% dos brasileiros são contrários
A mesma pesquisa mostra, também, que 78% dos brasileiros entrevistados são contrários ao acordo entre o Governo brasileiro e a Santa Sé, aprovado recentemente pela Câmara Federal: 46% porque pensam que o Governo não deve fazer acordo com nenhuma religião e 32% porque acreditam que esse acordo desrespeita os brasileiros de outras religiões.”
Janaína Castro
Jovem Guarda em show especial
O evento beneficente “Festa de Arromba”, que comemora os 15 anos da Casa Ninho - Centro de Apoio à Criança Carente com Câncer (CACCC), reúne os cantores da nossa Jovem Guarda em noite especial.
Wanderléa, Ronnie Von, Os Incríveis, Silvio Brito Dominguinhos, Pedro Camargo Mariano e Aguinaldo Raiol são alguns dos artistas da música popular brasileira que sobem ao palco dia 25 de setembro no Clube Sírio, em São Paulo.
Com a venda dos ingressos, parte da verba adquirida será destinada para os projetos da Casa Ninho. Há quase duas décadas, o centro oferece tratamento para crianças com câncer e acomodação para as mães dos pacientes, inclusive para quem vem de outros estados.
Com direito a show e jantar, os ingressos custam R$ 65 e R$ 80.
“Festa de Arromba”
Data: 25 de setembro
Horário: a partir das 20h
Onde: Clube Sírio - Avenida Indianópolis 1192
Para mais informações e para compra de bilhetes, ligue para 3112.1050 ou compareça à Rua São Bento, 460 – 15º andar.
Andrezza Duarte
Encontro discute raça
Os debates sobre a questão racial estão a todo vapor. Começou nesta quinta-feira o II Seminário Estadual O Negro na Mídia: a Invisibilidade da Cor e do Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Censos de 2010. O evento, que acontece em Porto Alegre e termina nesta sexta-feira, reúne jornalistas, institutos de pesquisa, especialistas socioeconômicos, governo brasileiro e Nações Unidas.
Serão debatidos os indicadores socioeconômicos de raça e etnia nos meios de comunicação e a rodada dos censos de 2010. Essa é uma boa oportunidade para refletir sobre as diferenças raciais e étnicas, o preconceito e, também, sobre a auto-estima da população negra brasileira.
A participação nas mesas são gratuitas e promovidas pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, através do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros, com apoio do UNIFEM Brasil e Cone Sul, UNIC-Rio (Centro de Informação das Nações Unidas), Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas), Fepalc (Federação de Jornalistas da América Latina), ARI (Associação Riograndense de Imprensa) e IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Local: Associação Riograndense de Imprensa (Avenida Borges de Medeiros, 8º andar) – Porto Alegre/RS
Informações: (51) 3226.0664 e web@jornalistasrs.brte.com.br
Oficina gratuita no Museu da Língua Portuguesa
Serviço: Projeto Escrevivendo
Onde: Museu da Língua Portuguesa - Praça da Luz, s/nº, Centro
São Paulo – SP
Quando: 3, 10,17, 24 e 31 de outubro e 7 de novembro
Horário: das 10h30 às 13h30
* As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo telefone (11) 3326 0775
* Aulas limitadas a 20 vagas
Estatuto da Igualdade Racial aprovado pela Câmara
Uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira, 09 de setembro, o Estatuto da Igualdade Racial. O texto excluiu alguns pontos polêmicos que estavam na proposta original do senador Paulo Paim (PT-RS), mas segundo o ministro Edson Santos (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), o estatuto é um ponto de partida que reconhece e dá visibilidade à questão negra.
O próximo passo é encaminhar o projeto ao Senado. A intenção é que ele seja aprovado nos próximos meses e sancionado pelo presidente Lula em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.
O que ficou de fora:
- A criação de cotas de 20% para negros em filmes e programas veiculados nas TVs
- A reserva fixa para negros em instituições públicas de ensino superior
- Demarcação de terras quilombolas
O que foi aprovado:
- Cota de 10% para negros nas candidaturas a vagas da Câmara dos Deputados, Assembléias Estaduais e Câmara de Vereadores
- O poder público adotará ações afirmativas em instituições públicas federais de ensino, sem fixar cotas, e promover igualdade de oportunidade no mercado de trabalho.
- Políticas de proteção e promoção da comunidade negra em diversos campos
- A possibilidade de o governo criar incentivos fiscais para empresas que tenham pelo menos 20% de negros em seus quadros.
CLAUDIA também defende esta causa. Confira nossa campanha “Pelo fim do racismo!”
Andrezza Duarte
Seu filho boicota os estudos?
O seu filho entrou na adolescência e começou a ir mal na escola? Aulas de reforço não estão melhorando o seu desempenho? Então o problema dele pode não estar relacionado apenas a dificuldades de aprendizagem. Pode ser uma questão comportamental, o que é bem comum na adolescência, que é uma etapa do desenvolvimento caracterizada por muitas alterações físicas, mentais e sociais. Bullying, internet demais, sono... Tudo isso pode atrapalhar um adolescente.
Pensando nisso, a equipe do EDUCAR PARA CRESCER preparou um teste em que você pode verificar se o comportamento do seu filho o prejudica na escola. Elaborado com a consultoria de Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), o teste pode ajudá-la a entender como é o comportamento do seu filho em relação aos estudos, aos professores e aos colegas.
Feito o teste, não deixe de ler a matéria em que, a partir de entrevistas com educadores, psicólogos e coordenadores pedagógicos de escolas, enumeramos os principais problemas comportamentais dos adolescentes. Se você não sabe como agir, pode encontrar algumas dicas ali. Mas não são só os pais que deve entrar em ação nessas horas. A escola tem um papel muito importante e, por isso, perguntamos aos especialistas como professores, diretores e coordenadores pedagógicos podem (e devem) ajudar alunos com problemas.
Faça o teste, leia a matéria e, se preciso, entre em ação para ajudar o seu filho a superar as dificuldades típicas da adolescência.
Marina Azaredo
Repórter do Educar para Crescer
Campanha de CLAUDIA é notícia na ONU
A Organização das Nações Unidas, com sede em Nova York, apresentou em sua rádio e em seu site uma reportagem sobre a campanha de CLAUDIA pelo fim do racismo, na qual informa que o Unifem Brasil e Cone Sul apoia a nossa iniciativa. O assunto também é notícia nos boletins da ONU veiculados pelas emissoras brasileiras CBN e Jovem Pan.
Veja o link:









