Sucesso antes da hora
Há cada vez mais prematuros e um arsenal de técnicas para entregá-los à família com saúde e boas perspectivas. A melhor surpresa, porém, é a presença superbenéfica dos pais nas UTIs neonatais das maternidades
Sibelle Pedral
A advogada Nadia Perlov, 31 anos, só conheceu a filha, Graziela, quatro dias depois do parto. Estava grávida de 31 semanas quando foi internada para uma cirurgia de emergência. Ficou entre a vida e a morte. Ao recobrar a consciência, a primeira coisa que perguntou foi: onde está o bebê? Graziela estava viva, na UTI neonatal. Havia nascido com 1,245 gramas. De início, tivera enorme dificuldade para respirar. "Nem me recordo muito bem do primeiro momento em que a vi, entubada e fechada numa incubadora", conta Nadia. "Era minúscula e havia uma sonda." À medida que a mãe se recuperava, podia passar mais tempo com o bebê na UTI. Ainda sentia medo de pegar no colo, mas aos poucos as duas foram se entendendo. Dois meses depois, Graziela recebeu alta. Agora, com 3 anos e meio, é uma garota esperta e perfeitamente saudável. "E pensar que eu tive dúvidas de que ela pudesse sobreviver! A Grazi é uma guerreira, lutou pela vida e venceu", festeja a mãe.





