O desafio da volta ao trabalho
Um dia, a licença-maternidade chega ao fim e começa uma verdadeira maratona para as mães. Culpa, cansaço e mil malabarismos parecem obstáculos intransponíveis... mas não é que acaba tudo dando certo? Para provar que essa história tem final feliz, acompanhamos o retorno à vida profissional de Fabiana, mãe do pequeno
Felipe Suzana Lakatos e Camila Gonçalves
Depois de carregar seu bebê durante os nove meses de gravidez e de tê-lo por perto todo o tempo da licença-maternidade, a hora de voltar ao trabalho é um choque para a maioria das mulheres. Mil dúvidas passam pela cabeça: será que ele vai chorar? E se não comer direito? Calma! Por mais duro que seja afastar-se do filhote durante algumas horas diárias, ou mesmo por várias, essa retomada profissional não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Claro que dói e muitas vezes será preciso fazer escolhas difíceis. Mas, no final, tudo entra nos eixos. Para provar essa tese, CLAUDIA BEBÊ acompanhou a primeira semana de retorno ao trabalho da fisioterapeuta Fabiana de Macedo, 30 anos.
A angústia de Fabiana teve início um mês antes de a licença-maternidade chegar ao fim. Felipe já estava com 6 meses, porque a fisioterapeuta havia acumulado dois períodos de férias vencidas, que tirou emendando com a licença. Os dois ficaram apegadíssimos. É verdade que, quando o bebê tinha 5 meses, ela retomara as aulas do doutorado em pneumologia que cursa como aluna especial na USP, o que, na prática, funcionou como um treino para o afastamento que se seguiria. As aulas, nas noites de segunda-feira, obrigavam-na a ficar longe do filho por apenas duas horas. "Mas achei difícil, mesmo por tão pouco tempo", conta. Imaginava, então, como seria quando tivesse que voltar à rotina diária (e com horários imprevisíveis) no Hospital de Ensino da Fundação ABC, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e na coordenadoria da pós-graduação da Faculdade de Medicina do ABC, onde dá expediente às quartas e sábados.
A angústia de Fabiana teve início um mês antes de a licença-maternidade chegar ao fim. Felipe já estava com 6 meses, porque a fisioterapeuta havia acumulado dois períodos de férias vencidas, que tirou emendando com a licença. Os dois ficaram apegadíssimos. É verdade que, quando o bebê tinha 5 meses, ela retomara as aulas do doutorado em pneumologia que cursa como aluna especial na USP, o que, na prática, funcionou como um treino para o afastamento que se seguiria. As aulas, nas noites de segunda-feira, obrigavam-na a ficar longe do filho por apenas duas horas. "Mas achei difícil, mesmo por tão pouco tempo", conta. Imaginava, então, como seria quando tivesse que voltar à rotina diária (e com horários imprevisíveis) no Hospital de Ensino da Fundação ABC, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e na coordenadoria da pós-graduação da Faculdade de Medicina do ABC, onde dá expediente às quartas e sábados.





