Descriminalização da maconha sim ou não?

Esse palavrão tem influência direta sobre a relação do seu filho com as drogas, tema sobre o qual o Brasil já adotava novas leis e políticas

Fábio Sanchez / Foto James Worrell/Stone/Getty Images

O lançamento, no começo do ano, do filme MEU NOME NÃO É JOHNNY, que conta como um jovem de classe média pulou do vício para o tráfico de drogas, e o retumbante sucesso de 2007, TROPA DE ELITE, tiraram do armário uma discussão que andava adormecida: a da descriminalização da maconha. Entre as muitas polêmicas, a principal, protagonizada pelo Capitão Nascimento (Wagner Moura), o chefe da tropa, é a tese da co-responsabilidade do consumidor pela cadeia do tráfico. Ironicamente, e por motivos bem diferentes, também os defensores da descriminalização fazem do usuário o foco dos seus esforços, partindo do princípio de que ele é a principal vítima dessa engrenagem e que é melhor haver um monitoramento e um controle oficial do problema do que mantê-lo na clandestinidade. Descriminalização é diferente de legalização. A primeira propõe que o usuário de maconha não esteja sujeito a nenhum tipo de sanção ou processo judicial se for flagrado cultivando, portando ou consumindo a droga. A legalização, por sua vez, abrangeria toda a cadeia – produção, distribuição e comercialização em larga escala –, transformando a maconha em um produto como outro qualquer, sujeito a regulamentações, impostos e fiscalização.

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