Os segredos para criar meninos e meninas
Novos estudos comprovam o que muitos pais percebem pela simples observação: desde cedo, cada sexo revela diferenças de gostos, habilidades e formas de aprender. A conclusão, para os especialistas, é que a igualdade entre os sexos deve passar, antes de tudo, pelo respeito à diversidade de cada criança
Danae Stephan | Fotos Roger Wright/Getty Images
Eles geralmente gostam de carrinhos e armas e têm mais facilidade para se localizar no espaço. Elas são mais concentradas, adoram fantasiar e, aos 2 anos, já possuem um vasto vocabulário. As diferenças entre meninos e meninas existem e são bem conhecidas por qualquer pessoa que tenha contato com crianças de ambos os sexos. Nas últimas três décadas, porém, essas diferenças foram freqüentemente negadas, sob o argumento de que eram mero resultado do modo como os pais educam os seus filhos. Na luta por direitos iguais para homens e mulheres, virou tabu levantar a hipótese de que a natureza podia, sim, ter sua parcela de responsabilidade nas preferências, nas habilidades e no modo de pensar e de se expressar de cada sexo.
Mas o que se notava era que, independentemente do acesso aos mesmos brinquedos, os meninos continuavam preferindo carrinhos e armas, enquanto as meninas eram atraídas por bonecas e bichinhos de pelúcia. Hoje, novas pesquisas e experimentos sugerem uma forte influência biológica nessas preferências. Há quem questione essas teorias e defenda que até a produção hormonal está ligada a fatores ambientais. “Não se sabe se as diferenças são causa ou conseqüência. Mas não dá para negar que elas existem”, afirma Luiz Celso Pereira Vilanova, professor de neurologia da Unifesp.





