Problemas de circulação com a gravidez
Várias mudanças que acontecem na gestação acabam se somando em uma combinação que favorece complicações de origem circulatória. Aprenda a se defender delas
Carolina Prado | Fotos Karan Kapoor/Getty Images
O que inchaços, sangramento da gengiva, tontura e varizes têm em comum? Se você acha que nada, pense de novo. Esses e muitos outros desconfortos que aparecem durante a gestação costumam estar associados às deficiências circulatórias típicas do período. Até o final da gravidez, seu corpo vai trabalhar com 1,5 litro a mais de sangue – quase um terço além do volume normal de um adulto, que é de 5 litros –, e é nesse aumento que se originam vários dos problemas diretos e indiretos de circulação. Para dar conta desse volume extra, o coração acelera, bombeando o sangue com mais força para as veias, o que agride a parede dos vasos. Mas não é só. Com o crescimento do útero, a veia cava inferior, responsável por devolver o sangue ao coração para ser renovado, fica comprimida, prejudicando a circulação nas extremidades. Também o diafragma é levemente empurrado para o alto, diminuindo a capacidade pulmonar. Entre as alterações hormonais que interferem na boa circulação na gravidez, a liberação excessiva de progesterona, por exemplo, provoca a dilatação das veias, enfraquecendo seu poder de impulsionar o sangue.
O resultado dessa combinação pode ser um verdadeiro “congestionamento” de sangue, oxigenação deficiente e prejuízos para as veias. Portanto, previna-se desde já. Eliminar do cardápio alimentos ricos em sódio, aumentar o consumo de fibras e de água, exercitar-se e evitar longos períodos na mesma posição são mudanças de hábito bem-vindas. Mas, se você já está sendo vítima de alguns dos problemas causados pela má circulação.
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