Aprenda os códigos da linguagem virtual e entenda melhor seu filho
E-mail? Esqueça! O mundo dos adolescentes é o MSN, o Orkut, os torpedos cifrados pelo celular, as mensagens em português irreconhecível. Veja as recomendações dos especialistas para que a tecnologia não afaste sua família
Rita Trevisan
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Há um grande paradoxo no crescimento das redes sociais virtuais e na expansão de ferramentas como o MSN Messenger e outros programas de conversa em tempo real, sem falar nos celulares superequipados. Eles criaram múltiplas possibilidades de interação, permitindo aos jovens teclar com amigos do mundo todo. A comunicação dentro da família, no entanto, entrou em curto-circuito. Além da falta de intimidade com as tecnologias utilizadas pelos filhos, os pais dessa geração, que já nasceu conectada, reclamam do emaranhado de abreviações e sinais gráficos, que simplesmente exclui das conversas os mais velhos.
Não que esse seja um fenômeno do nosso tempo: desde sempre, os adolescentes buscaram a individualidade. “Faz parte do processo questionar os pais e buscar apoio nos amigos. Dentro do grupo, há códigos próprios de escrita, fala e modos de vestir. Quem não se lembra da língua do pê ou dos diários escritos em linguagem cifrada?”, argumenta Iris Tempel Costa, mestre em psicologia do desenvolvimento, de Porto Alegre. A diferença é que os jovens de hoje lançam mão de novas estratégias para isso. Mas não é aceitável que a tecnologia crie dificuldades intransponíveis de comunicação entre as gerações. O primeiro passo cabe aos pais: familiarizarem-se com as novidades.
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