Você gostaria de prolongar indefinidamente sua juventude? Claro, quem não gostaria? Mas para isso vai ter que se preparar muito cedo... A partir dos 11, 12 anos, nunca mais diga sua idade. Uma excelente ideia é não passar mais de ano no colégio, assim poderá dizer que foi contemporânea da turma mais moça. Vai ficar ignorante? Ora, ora.
A partir dos 20, só mantenha relações com pessoas muito mais velhas. Elas vão sempre se referir a você como “aquela menina”, e, depois de uma determinada fase da vida, ouvir essa expressão pode ser extremamente agradável.
Cometendo a insanidade de casar cedo, se tiver filhos, só permita que eles apareçam na sala até atingirem a altura de 1,10 metro. A partir daí, colégio interno direto, e nunca mais pronuncie o nome deles, nem com sua mãe. Um dia, uma amiga – aquela – vai perguntar: “E as crianças?” (a maldade humana não tem limites). Fique fria, diga que estão fazendo um curso no exterior e mude de assunto rapidinho. Se ela insistir e indagar com quantos anos estão, diminua pelo menos uns cinco, e prepare-se: um dia – a vida é cruel – essas crianças vão virar adolescentes, e você vai ter que enfrentar esse duro momento. Como? Simples: dentro de casa, pregue a liberdade e a independência. Quando estiverem ali pelos 13 anos, alugue um apartamento perto do seu para que morem sozinhos, mande sua empregada junto e compre um telefone celular para cada um. Desnecessário dizer que estão proibidos de passar pela calçada de sua casa ou comentar de quem são filhos. Se num momento de grande distração isso acontecer, corte de imediato a mesada, os víveres, tudo. E ensine: a maior prova de amor que um filho já crescido pode dar é nunca dizer, em público, a palavra mamãe.
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