Terapia de vidas passadas (até para quem não acredita)
O objetivo não é descobrir se você foi uma camponesa ou uma rainha no século 16, e sim acionar camadas profundas do inconsciente para desbloquear emoções, tratar fobias e sintomas crônicos
Déborah de Paula Souza | Reportagem Liliane Oraggio
Será que o seu problema atual tem uma causa muito mais antiga do que imagina? Esse é o mote da terapia de vidas passadas (TVP), que chegou ao Brasil há pouco mais de 20 anos. O método teve origem nos Estados Unidos na década de 1960 e permite acessar experiências registradas na área mais profunda do inconsciente. O tratamento dura de quatro meses a um ano e é indicado para vários tipos de fobia e questões emocionais; casos de infertilidade que a medicina não explica (quando não há motivos biológicos); ou queixas pontuais de saúde, como enxaqueca crônica. “Muitos procuram a TVP depois de passar por diversos tratamentos médicos e terapêuticos sem resultado”, conta Milton Menezes, que coordenou o Seminário Internacional de Terapias Regressivas, realizado em 2008 no Rio de Janeiro.
O processo inicial da TVP é simples: a pessoa fica deitada, em ambiente tranquilo. O terapeuta faz uma contagem regressiva que a induz a acessar uma imagem, um som, alguma reação física ou a intuição. O paciente revela esse conteúdo e o terapeuta faz perguntas a respeito. Depois disso, há várias sessões de conversa para elaborar as emoções mobilizadas.





