Operação tapa-buraco: como se livrar de vez das dívidas
Três histórias diferentes e complicadas, um pacote de medidas para resolver o rolo financeiro dessas famílias. Nossa consultora de dinheiro, Elaine Toledo, aponta saídas e traz muitas ideias para você pôr em prática já. Aviso: vai dar trabalho. Mas funciona!
Reportagem Iracy Paulina e Sibelle Pedral
Caso 1
A família
Rosângela*, 44 anos, consultora de negócios, casada, mãe de Heloísa, 14 anos, e Pedro, 9 anos. O marido, Victor, 53 anos, é comerciante. Vivem em São Paulo.
A renda
Rosângela é profissional liberal. Por isso, tem rendimento bem variável. Em alguns meses, tira em torno de 12 mil reais; em outros, só a metade desse valor. O marido é proprietário de uma loja de rações para animais, que não vai muito bem, e contribui pouco para o orçamento familiar.
Quanto gasta
A família morava numa casa enor me, com três andares e piscina. Rosângela pagava mil reais para a empregada, que dormia no emprego. Outras despesas de manutenção, como telefone, água, luz e vários pontos de TV a cabo, consumiam outros 1 250 reais. A mensalidade da escola dos dois filhos fica em 1,5 mil reais.
A dívida
A família se endividou gastando mais do que entrava. Atualmente, Rosângela usa quase todo o limite de 12 mil reais do cheque especial, pagando 10% de juros mensais. Há cerca de um ano, trocou de carro e assumiu prestações de 1 070 reais. Está com uma parcela vencida. Possui cinco cartões de crédito e dívidas no rotativo que somam cerca de 22 mil reais. Por fim, tem empréstimos pessoais em dois bancos, pagando 3 mil reais em prestações.
O que já foi feito
Para cortar despesas, eles acabam de mudar para um apartamento menor, pagando aluguel de 1 250 reais e 490 reais de condomínio. Rosângela cortou dois pontos da TV a cabo, dispensou a empregada e tem agora uma diarista, que vai duas vezes por semana (300 reais por mês). Ainda não sabe quanto vai gastar com luz e telefone – a água está embutida no condomínio. A casa permanece vazia, mas Rosângela pensa em alugar ou vender.
| LEIA NESTA REPORGATEM | |
| Caso 1: a família se endividou gastando mais do que entrava | |
| Caso 2: toda vez que brigava com o namorado, ia às compras. A relação terminou, mas as dívidas permaneceram. | |
| Caso 3: o casal está pendurado no cheque especial | |
| Para quem você deve? | |





