Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres
Os sinais das doenças do coração, diferentes dos relatados por homens, ainda são ignorados por nós e também pelos médicos. Não faz nem 20 anos que a medicina de gênero passou a ser desenvolvida – e as particularidades do órgão feminino começaram a vir à luz. Conheça detalhes e sutilezas do nosso sistema cardiovascular e fique esperta com os cuidados preventivos
Cristina Nabuco
Até os anos 1990, o infarto era considerado problema de homem. As mulheres passavam sa se preocupar com ele só aos 60 anos. O mito, arraigado à cultura, ainda faz com que o sexo feminino e parte dos médicos que atendem mulheres prestem pouca atenção nas doenças cardiovasculares, as que mais matam as brasileiras – o equivalente a seis vezes mais que o câncer. Com origem no endurecimento das artérias, entupidas por placas de gordura (aterosclerose), suas principais manifestações são: em primeiro lugar, o acidente vascular cerebral (derrame); em segundo, o infarto do miocárdio. Nos hospitais públicos, houve aumento de 46% nas internações de mulheres por infarto entre 1997 e 2007, conforme o Instituto Nacional de Cardiologia. Em 2008, de cada 100 paulistas internadas pelo SUS, 18 não resistiram. Entre os homens, o índice foi de 12%.
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