De onde vem o que estamos comendo? Cada vez mais gente faz essa pergunta, preocupada com a qualidade do que põe no prato. No caso de legumes, verduras e frutas, a resposta pode não ser das mais agradáveis: antes de chegar a sua mesa, esses alimentos recebem uma avalanche de agrotóxicos, adubos químicos ou hormônios de crescimento. Isso sem falar das sementes transgênicas, nas quais são injetados genes de outras espécies. "Ainda não há consenso sobre os males que esses produtos causam ao nosso organismo. Mas é certo que, em grandes quantidades, podem ser prejudiciais", diz Marina Pasconn, engenheira agrônoma e proprietária da Caminhos da Roça, empresa especializada em orgânicos - alimentos cultivados ou produzidos sem nenhuma química. Além dos vegetais, também há orgânicos em outros grupos de alimentos, como os de carne, mel, queijo e até bebida, como cachaça e vinho. "Esse sistema de cultivo e produção não polui, então não prejudica o meio ambiente", explica Cênia Salles, sócia-proprietária do Empório Siriuba, primeira loja de São Paulo especializada em orgânicos. O conceito, defendido desde o início da década de 90 por europeus e americanos, somente agora chega com força às quitandas, feiras livres e supermercados brasileiros.
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