Quem teve ou tem avós italianas sabe bem: antigamente, o preparo do substancioso molho da macarronada de domingo exigia um demorado ritual. Elas traziam da feira quilos de tomate fresco, tiravam a pele e as sementes, levavam ao fogo durante horas até o molho encorpar para, por fim, perfumar com folhas de manjericão colhidas na horta. Ficava uma delícia, mas convenhamos: nada prático para quem, como nós, vive correndo contra o relógio. Felizmente, as prateleiras de supermercado exibem hoje uma infinidade de molhos de tomate prontos para receitas de massas, carnes, sopas e refogados. "A consumidora pensa na praticidade, sim, mas faz exigências", diz Eduardo Nogueira dos Santos, gerente nacional de vendas da Fugini Alimentos. "Ela quer qualidade e diferentes sabores para quebrar a rotina." Isso explica a corrida da indústria dos atomatados em busca de novas tecnologias capazes de transferir para a embalagem o sabor e a qualidade do tomate in natura. Já existem no mercado até mesmo molhos, polpas e tomates pelados sem conservantes - facilmente identificados nos rótulos. Na disputa para atrair a atenção das consumidoras, a apresentação dos produtos também anda em ritmo acelerado: as tradicionais latas de alumínio dividem espaço com vidros transparentes, caixas tipo longa-vida e sachês.LEIA MAIS |
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